Achei bem bacana a explicação de alguns fundamentos do trabalho da BAU. Os 'apelidos' aos unsubs devem ser evitados, pois eles limitam a forma de enxergar o caso; uma equipe muito grande faz perder o foco, etc. Muito boa também a cena em que os três membros da equipe notam, ao mesmo tempo, os motivos pelos quais aquela casa seria um alvo ideal para um unsub desses, enquanto o investigador local não percebia nada.
Na verdade, a equipe toda estava afiada: Morgan e Rossi expondo aos detetives locais qual era a fantasia daquele a unsub, a transferência em relação ao dono da casa (a questão da troca das roupas...). Mas me surpreendi que não tivesse sido Reid, e sim Rossi, a fazer a associação com as rodovias. Achei que ele logo faria a associação... Por outro lado, foi muita presença de espírito de Rossi de passar pela máquina de vender doces antes de ir conversar com os andarilhos (sem-teto, whatever).
Também achei muito interessantes os símbolos usados na comunicação desses sem-teto. Interessantes e eficientes!
Os símbolos, nas pedras, na árvores...Um unsub invade casas no meio da noite, mata os donos e passa a noite lá. Dorme na cama da vítima, come sua comida, veste sua roupa, tudo para sentir-se como se fosse ele (o unsub) aquele outro (a vítima), nem que fosse só por algumas horas.


Observações finais:
- Morgan mais Rambo do que nunca naquela luta em cima do trem!! Foi salvo pelo ‘sniper’ Hotchner!!!
- Morgan e Agent Todd: desnecessário e chatíssimo!!
Até a semana que vem.
Célia.
O que fazer quando o mundo pode acabar a qualquer momento?
Mas não é só em seu casamento que Don consegue triunfar nesse retorno. Com uma manobra já antecipada há alguns episódios -- Roger já dizia que Don não tinha contrato --, ele reverte a investida de Duck em presidir a Sterling Cooper e mudar a estratégia da empresa. A irritação de Duck, outra vez dominado pela bebida, deixa a impressão de que esse é o seu adeus final. Uma pena por toda a evolução de seus dilemas, principalmente nessa parte final da temporada. Por mais uma vez, Don evoca sua noção "romântica" da publicidade, o que me faz pensar que essa teimosia está inserida na sua personalidade. No seu encontro com Anna no episódio anterior, ele diz acreditar que as pessoas não mudam. Nesse caso, é esse seu "personagem" que não dá espaço para mudança, a não ser que ele volte às suas origens. Com a rápida evolução dessa década então, Don Draper corre sério risco de ser deixado para trás.
Peggy e Peter tem uma história a parte nessa temporada. Após o final do caso que estavam envolvidos, eles tiveram de fazer vários sacrifícios para adquirir maturidade na empresa. Peggy teve de esquecer sua misteriosa gravidez para chegar onde nenhuma outra mulher chegou na Sterling Cooper, mesmo que cercada de todos os lados para confessar. Peter lutava contra os dilemas de manter sua opinião sobre a adoção de um filho ou satisfazer o desejo de sua mulher e sua família. Ainda que esse apoio de seu sogro envolva sua carreira, acho que o elogio recebido de Don por ter conduzido bem os negócios em L.A. são mais do que suficientes. Toda essas situações são resolvidas numa única cena, uma conversa final na sala de Peter, enquanto os funcionários da Sterling Cooper corriam desesperados para suas casas. Enquanto ele revela seu amor e diz o quão perfeita ela é, Peggy decide finalmente confessar o destino de seu filho. Ironicamente, o filho legítimo de Peter foi posto para adoção. Ela fazendo o sinal da cruz antes de dormir mostra seu alívio em finalmente colocar as coisas a limpo, se não na forma de uma confissão formal ao padre, pelo menos para a pessoa mais interessada.
Tem como não sorrir junto com uma imagem cativante dessas? Nesse que parece ser o adeus de Brian "Smash" Williams da série, tudo aconteceu como previsto: ele finalmente conseguiu sua vaga na Universidade. Mas não há como reclamar de uma história previsível quando temos a comovente mensagem de motivação de Coach Taylor antes do teste final, ou Smash agradecendo o treinador na porta de sua casa. Afinal, o grande mérito dos roteiros de Friday Night Lights é exatamente quando colocam as tramas nos seus devidos trilhos.
Don Draper termina sua viagem fazendo uma visita à viúva do verdadeiro Draper, a mesma mulher que recebeu o livro de O'Hara na abertura da temporada. Don deve sua nova identidade a essa mulher, mas ainda assim a relação dos dois carrega uma dose de fraternidade, e perto dela ele assume formas completamente diferentes das que estamos acostumados. É mais um excelente trabalho de Jon Hamm, enquanto ele mostra sua paixão por Betty e a preocupação por Anna (que na minha cabeça, parecia interpretada por uma maquiada January Jones). Já Betty, teve momentos estranhos, entre eles a primeira preocupação com Sally fumando, de que ela colocasse fogo na casa. Ela busca sua satisfação final com o encontro arranjado em






Em mais uma semana de partida em Dillon, o grande problema continua sendo o quarterback titular da equipe. Pelo menos essa é a pressão que o treinador tem de aguentar no churrasco de abertura da temporada. Tudo muda durante o disputado jogo contra o Armet Meade, quando Saracen parece numa performance incrível levar o time à vitória. Mas um fumble a poucos metros de marcar pontos, nos minutos finais de partida, colocou fim ao jogo de superação de Matt Saracen. Se por um lado é duro ver o jogador derrotado no meio da end zone, tudo isso faz com que ele se aproxime mais de Julie e ainda abra espaço para a disputa com J.D. McCoy. Pela forma como seu pai é pintado como vilão -- embora tenha todos os motivos para mandar, já que agora é um dos principais financiadores do time --, é uma questão de tempo para Coach Taylor acabar colocando o garoto em jogo. Tudo que a cidade quer é o grande jogador, que até aqui já é comparado com Streets. Mas a questão é: o que J.D. quer? Ser essa réplica da arrogância de seu pai ou um monstrinho criado por ele? Porque pela bizarra cena na sala de troféus, o garoto não parece muito confortável com esse culto em torno dele.
É difícil que alguém discorde que a cena mais marcante da primeira temporada de Mad Men é o comovente discurso de Don Draper sobre o "carrossel" da Kodak em "The Wheel". Em poucas palavras, Don explica ali toda a conexão que se pode fazer com o produto, através da nostalgia que te leva a épocas adoráveis. Mas após ter sua mala perdida no caminho -- e, portanto, um de seus laços com o passado --, o publicitário enfrenta problemas na sua viagem para uma conferência sobre o programa espacial na Califórnia. Além da própria viagem já ter sido motivada pelo desconforto com o seu casamento, a cada nova cena vemos Don sendo irritado e confundido: são as poucas roupas usadas na piscina do hotel, o clima quente da costa oeste, uma jovem semelhante a Betty no bar e a aproximação de um estranho grupo que decidiu escolhê-lo com um propósito desconhecido. Porém, Don só mostra-se perturbado realmente durante uma das apresentações dos foguetes. Com o "carrossel" ao fundo, servindo de suporte para todo esse plano, somos levados ao futuro tecnológico, em que embora possa levar o homem a cantos desconhecidos do Universo, pode também destruir em um piscar de olhos o planeta que conhecemos. São com essas imagens da devastação na época da Guerra Fria que Don Draper, mesmo assim parece estabelecer uma ligação com o passado que ele tanto tenta esquecer lutando na Guerra da Coréia. Ou seja, tudo acontece exatamente ao contrário da forma que ele apresentou o produto.

Alice continua vagando por São Paulo, resistindo a enfrentar a vida que deixou para trás, só querendo saber do que vem pela frente. Dessa vez, sua ingenuidade acabou encontrando um ricaço clichê -- interpretado pelo canastrão Eduardo Moscovis -- que também só quer aproveitar a vida. Essa garota nunca assistiu a uma novela das oito, para saber o que é um ricaço clichê? O pior é que às vezes acho que todas essas histórias são desenvolvidas apenas para no final Alice fazer um paralelo com algum conto de fada. Algumas das suas visitas aos pontos "alternativos" de São Paulo também continuam bem forçadas. Ou alguém realmente comemoraria seu aniversário num clube de telecatch?
Sabe quando uma série te faz abrir um sorriso do primeiro ao último minuto? Pois é, é exatamente assim que tenho me sentido ao assistir Friday Night Lights. Não sei se é a evidente melhora após a (em grande parte) desastrosa temporada passada, ou seja, saudades da própria essência do seriado, mas são momentos como Matt e Julie lado a lado que me fazem abrir um sorriso enorme. O garoto já enfrenta uma intensa disputa pela posição no campo de futebol e ainda tem a dura batalha de criar sozinho sua avó doente. Por isso, o relacionamento dos dois é sempre adorável: Julie consegue aliviar esse clima de tensão, com todo seu otimismo e porque basicamente todos os seus problemas se resumem a comprar um Celica usado. É evidente a química dos dois personagens contracenando e inevitável que eles terminem juntos, mas ainda bem que os roteiristas resistiram à armadilha de colocar os dois na mesma sintonia tão cedo assim.
Play of the Week: Depois de uma bela cena em que a equipe toda dos Panther vão ajudar Smash a treinar, Coach Taylor consegue a chance que o jogador precisava na universidade do Texas. E quando Taylor vai dar a notícia na casa de Smash, os roteiristas e o diretor não apelam para a solução mais simples: enquanto o treinador está saindo da casa dele, a família Williams começa a comemorar. O rosto de "algo bom está acontecendo" de Kyle Chandler em primeiro plano e os gritos ao fundo são muito mais impactantes do que qualquer cena em que os personagens estivessem comemorando.

Em um episódio discutindo exaustivamente os laços familiares, acompanhamos mais uma vez os esforços de Pete e Trudy em ter um filho, numa espécie de retribuição a ajuda que seus pais deram para comprar o apartamento. Ela chega a sugerir que eles adotem uma criança, mas Pete é claramente contra. Depois ficamos sabendo que essa é, na verdade, uma herança daquilo que sua mãe acredita (e provavelmente seu pai também), já que ela ameaça deserdá-lo se ele tomar essa decisão. Mas Trudy faz um questionamento pertinente: se ele pode amá-la como esposa sem que eles sejam familiares, por que não poderia amar uma criança como se fosse seu filho?


Depois de passar muito perto do cancelamento, Friday Night Lights está de volta com o auxílio de uma parceria entre a NBC e a DirecTV. Com a temporada garantida e, assim, sem depender tanto dos níveis de audiência, a série volta para apagar todas aquelas histórias mal contadas do ano passado. Ou até melhor, simplesmente varrendo toda aquela sujeira para debaixo do tapete. Não tivemos nenhuma menção ao assassinato, à garota latina ou nem mesmo a Santiago. Nesse recomeço, descobrimos através de uma entrevista coletiva de Coach Taylor que, mesmo passando para os play-offs, a equipe acabou perdendo com a ausência de Smash, contudido no joelho. O próprio trabalho do técnico foi questionado por montar a equipe baseando-se nas características de um só jogador, e agora ele busca seu reconhecimento novamente. Além dele, mais dois personagens buscam superação no início dessa temporada, após suas rendenções durante a série.
Com tantas decepções nos últimos tempos, Brian Williams ameaça jogar a toalha e largar de vez o futebol. Numa cena bastante comovente, ele diz para Coach Taylor que Smash já é coisa do passado e na sua própria maneira de vestir-se e falar, Brian parece bem mais maduro e longe daquele jogador que beirava a arrogância. Antes de sair da série -- ele deve ter uma curta participação, assim como Streets -- Coach Taylor ainda não deixará que ele desista de seu sonho de sair de Dillon de cabeça em pé. Sair de Dillon também sempre foi o desejo de Tyra e aqui ela também quase decide desistir. É sempre interessante quando os roteiristas percebem pequenos vacilos dentro de sua própria história e resolvem por fim incorporá-los. Até porque seria simples demais Tyra, depois de toda sua vadiagem na primeira temporada, conseguir uma vaga numa faculdade tão concorrida. Mas foi só quando ela presenciou o pedido de casamento de Billy para sua irmã que decidiu que não podia ficar naquele marasmo. Ela pede ajuda a Tami Taylor, agora no papel de diretora do colégio, repetindo a boa dinâmica entre as duas. Ainda ao seu lado também está Landry, que segundo ela estão separados (já ele acredita que "só estão dando um tempo"), mas pelo menos bem longe da ridícula historinha da temporada passada.
Já em relação a Tami Taylor, não sei ainda o que esperar dessa sua nova posição. Embora será ótimo ver Connie Britton contracenar com Brad Leeland, não sei até que ponto pode ser interessante tratar do corte de gastos e do remanejamento de professores. Ainda mais sacrificando o departamento de futebol, como ela sugeriu ao usar o dinheiro que seria destinado ao telão dos Panthers. A única personagem que ainda está um pouco longe do futebol é Julie, que só pensa em reorganizar seus planos de aula para começar a trabalhar. Mas já é um alívio ela mostrar-se bem diferente daquela postura irritante de até pouco tempo atrás. Até Lyla voltou assumindo seu romance com Tim Riggins. Era uma coisa tão óbvia ela disputar a atenção com as Maria-Chuteiras, que nem sei o porquê de não terem pensado nisso antes. E ela deve servir de motivação para Riggins tomar uma postura mais séria, tanto é que sua boa partida é resultado direto dela dizer que ele não consegue "levar a vida a sério".
Por mais que a série tenha o nome de sua personagem principal, Alice não pode viver sem o apoio de seus coadjuvantes. Entre todos eles, a única personagem que até agora conseguiu acrescentar algo à personalidade de Alice foi sua meia-irmã Célia. Tanto é que o episódio seguia um ritmo bom, dialogando com o da semana passada, até que resolveram tirá-la de cena nos 5 minutos iniciais e tudo passou a ser uma verdadeira decepção. Tudo começou com o seu noivo reagindo e terminando o noivado por telefone, o que outra vez pareceu forçado por não sabermos exatamente como se dava esse relacionamento dos dois. E olha que ele nem ficou sabendo (ainda) que Alice havia lhe traído. Com esse obstáculo será ainda pior para desenvolverem o que acontece em Palmas. Ou não, já que temos de aguentar uma trama paralela ocorrendo no apartamento de Dani. Depois de Marcella despertar diferentes formas de desejo tanto em Dani quanto em seu namorado, não há como não apostar num triângulo amoroso.






