Para comemorar o lançamento da última temporada de Lost, vamos sortear entre os nossos leitores um pôster preparado pelo canal AXN, contendo vários momentos marcantes da série. Para participar é simples, basta responder nos comentários qual o seu momento mais marcante de Lost. E fique ligado que a nova temporada já estreia no canal AXN na próxima terça-feira, apenas uma semana depois da exibição pela ABC. Vale até para servir de aquecimento para o próximo episódio.
(foto reproduzida do site Omelete)
A promoção é válida apenas para residentes no Brasil e o sorteio será seguindo a ordem dos comentários neste post. É importante deixar também seu nome completo e alguma forma de contato, seja site/blog, e-mail válido ou perfil no twitter. Qualquer inscrição fora desses padrões será desconsiderada. A promoção é válida até a próxima quarta, dia 10/02 e o vencedor será divulgado no dia seguinte aqui mesmo. Portanto, participe e boa sorte!
Atualização 08/02: Atenção! 4 pessoas (Luu, Miguel Horta, Bel e Cau) foram desclassificadas por não deixarem nenhuma forma de contato. As incrições se encerram a meia noite no horário de Brasília.
segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010
[LOST] Promoção - Pôster AXN
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8:40 PM
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domingo, 7 de fevereiro de 2010
[Spartacus: Blood and Sand] S01E02 - Sacramentum Gladiatorum
por Rafael S
Depois de provar a glória na arena ao vencer quatro oponentes, Spartacus foi comprado por Batiatus e levado para seu ludus (uma espécie de escola de treinamento para gladiadores). O herói já havia mostrado sua bravura, então era de se esperar que ele impressionasse os outros lutadores. Mas ao invés disso, sua chegada ao ludus não foi tão glamourosa como se esperava. E esse novo ambiente é o destaque desse segundo episódio de Spartacus: Blood and Sand.
Após seu grande feito, a fama de Spartacus rapidamente se espalhou entre os gladiadores da academia. E como todo bom novato, não teve a melhor das recepções por aqueles que já habitavam o local. Liderados por Crixus (Manu Bennett), gaulês e mais valioso guerreiro de Batiatus, os lutadores fizeram de Spartacus motivo de chacota por sua ascendência trácia e minimizaram seus feitos. E quando começa o treinamento para os recrutas se mostrarem dignos de virarem gladiadores de Batiatus, o trácio encontra mais uma pedra no seu caminho: Doctore (Peter Mensah, do filme - vejam só - 300. Coincidência?), o treinador do ludus, que faz todos os recrutas comerem o pão que o diabo amassou com treinamentos dia e noite, para prepará-los para o teste que avaliará se eles serão dignos de integrarem o rol de gladiadores. E assim começa essa nova fase na vida de Spartacus, onde após ser vencido com facilidade em uma batalha por Crixus, logo vê que as coisas não serão tão fáceis como pareciam.
Ao introduzir o ludus na série, os roteiristas apresentaram um novo núcleo de personagens, com tipos para todos os gostos. Além de Crixus e Doctore, conhecemos Varro (Jai Courtney), um novato com uma história de vida diferente da de Spartacus - ele ingressou o ludus como forma de ganhar dinheiro para pagar suas dívidas. E pelo que o episódio traçou, ele será um dos grandes parceiros do herói (na aparência, me lembrou Iolaus, grande sidekick do Hércules do seriado). Também fomos apresentados a Ashur (Nick Tarabay, da série Crash, inspirada no filme homônimo), uma espécie de negociante local, responsável por apostas e uma série de negócios escusos dentro do ludus.
E além de conhecer mais da casta baixa do local, o episódio dá um grande destaque aos donos do local, o casal Batiatus e Lucretia. Batiatus viu em Spartacus uma esperança de conseguir ascensão social. Atolado em dívidas, o ludus é propriedade da sua família há algumas gerações, mas o momento não é dos melhores. E em uma jogada arriscada, apostou o pouco dinheiro que lhe restava ao comprar o guerreiro trácio. Além de já ter testemunhado seu potencial em combate, ele percebeu que Spartacus tem seu valor para Glaber, e vai tentar ao máximo usar isso em seu favor. Seu diálogo com o trácio perto do fim do capítulo foi um dos pontos altos, uma barganha entre dois homens desesperados, um por poder, outro por seu amor, em uma frágil união que poderá beneficiar ambos.
Já Lucretia tem as mesmas ambições de poder e dinheiro do marido. Um detalhe curioso é que, sempre que estão juntos, ela e Batiatus parecem mais sócios em um negócio do que marido e mulher. Sempre conversando sobre negócios, eles veem um no outro uma chance de se erguer na vida - e o casamento no fundo parece ser uma mera convenção social. É só reparar como o sexo entre eles é puramente carnaval: enquanto conversam sobre meios de ganhar dinheiro, eles simplesmente entram no quarto, e são despidos e...estimulados por seus criados (essa era uma prática comum na Antiguidade ou uma criação da série?), para depois se atracarem no sexo, nem nenhum demonstração de carinho um com o outro. E o modo lascivo como Lucretia olha para os guerreiros do ludus demonstra que fidelidade não deve ser o forte por ali...e me parece uma contagem regressiva para quando ela irá investir em Spartacus. De qualquer jeito, nesse compasso incomum, o casal parece se entender, formando uma bela dupla em cena. Méritos dos atores também.
Entre uma surra e outra, Spartacus muito pensou sobre entregar os pontos ou entrar de cabeça na vida de gladiador. Tendo sonhos/pesadelos com Sura, ele não fazia destino do destino de sua mulher - isso até Glaber aparecer em sua cela e falar e a vendeu para um sírio, após ter servido de "diversão" para sete de seus homens. Ao mesmo tempo que deixou o sangue de Spartacus em ebulição de ódio, essa informação foi a pista que ele pôde se apegar para nutrir as esperanças para reencontrar Sura, e o fator decisivo para aceitar a barganha de Batiatus. E assim chegou a hora do sua prova final como recruta, onde ele enfim conseguiu derrotar Crixus (o que deve acirrar ainda mais as disputas internas do ludus nos próximos episódios) e sagrar-se como um dos gladiadores de Batiatus, carregando consigo a marca do seu mestre.
Esse segundo episódio fechou a introdução da série, apresentando o restante dos personagens importantes para a trama, e ambientando o ludus, local onde deve transcorrer boas partes dos acontecimentos. Menos violento o que o capítulo anterior, percebi nesse episódio um grande número de xingamentos e palavrões no texto. Curioso. De qualquer jeito, esse episódio foi focado mais em Spartacus e Batiatus, e em como seus destinos se cruzaram. Que venham agora muitas batalhas na arena.
Fotos: Reprodução
Rafael S
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[FNL] 4x11 Injury List
por e.fuzii
Já é de se esperar muita tensão nos momentos finais da temporada de Friday Night Lights, mas não a ponto da maioria desses personagens terminarem arrasados. Afinal, o céu de Dillon está praticamente desabando sobre a cabeça deles. Enquanto no episódio anterior era momento deles tomarem firmes decisões diante de problemas alheios a sua culpa, agora chegou a vez de encarar as consequências. Os moradores de Dillon esperam ansiosamente pela partida que colocará a equipe dos Lions e Panthers frente a frente e dividirá sua cidade em duas, não apenas em espírito esportivo mas também economicamente. Por mais que Coach Taylor tente controlar os ânimos de seus jogadores, diante de mais uma derrota e com Luke finalmente saindo contundido de campo, as chance são mínimas de um resultado positivo. Apesar de ser injusto comparar situações de personagens diferentes, sinto que Luke teve o arco mais dramático nessa temporada: saindo do time do Panthers, perdendo o posto de líder nos Lions, as constantes pressões de sua família, a contusão e a gravidez de Becky, enfim, foram poucos os momentos de tranquilidade para o garoto. Então, agora que sua mãe descobriu sobre o aborto, Luke fica no meio do caminho entre reconhecer sua culpa e procurar por um culpado nessa história. Quem acaba sofrendo com isso é Tami, que apesar de manter seu emprego e sua licença de conselheira, sabe que seus problemas serão realmente sérios quando esse boato virar escândalo na boca dos pais dos alunos.
Mas é Vince quem mais sofre nesse episódio, vendo seu amigo sendo baleado após um acerto de contas que termina em tragédia. Ele termina sendo consolado por Jess que, embora se esforce para fazer a relação com Landry funcionar, sabe que o passado e a identificação dos dois é forte demais pra ser ignorada. Tivemos ainda uma breve volta de Matt Saracen, ainda que a longa distância, tentando restabelecer contato com Julie, percebendo que seu sonho nunca estaria completo sem ela ao seu lado. Por mais que o histórico nos faça torcer pela volta do casal, estou achando interessante essa possibilidade de Julie se tornar voluntária, e curioso para saber como seus pais vão encarar essa decisão. No mais, a ligação serviu mesmo para Aimee Teegarden mostrar o quanto evoluiu como atriz, explodindo de raiva ao telefone. Já a despedida de Tim Riggins da casa de Becky foi bastante conturbada, embora cercada de previsibilidade e uma falta de sutileza no final. Assim que a mãe de Becky veio com elogios para cima de Tim, logo imaginei que essa história terminaria mal, ainda sem achar que fosse por uma distorção da situação e ciúmes da filha. Aliás, cenário bastante parecido com a vez que Coach Taylor encontra Riggins na cama de Julie. Apesar de ser válida essa proximidade da relação entre Becky e Tim -- a ponto dela até ironizar a fonte de renda para adquirir o terreno --, o discurso final ressaltando todas as qualidades dele pareceu um pouco exagerado. Ainda assim, parece ser um boa preparação para um adeus digno ao personagem que mais amadureceu durante toda a série, Tim Riggins.
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quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010
[LOST] 6x01-02 LA X
por e.fuzii
"Nada é irreversível", diz Jack Shephard. Tudo leva a crer que essa será a questão crucial dessa última temporada, ponderando principalmente as conexões entre esses personagens se tivessem desembarcado no aeroporto de Los Angeles. Muito se especulava sobre essa possibilidade de reiniciar a história, algo que sempre fui contra por praticamente ignorar tudo que vinha sendo desenvolvido até aqui. Outros acreditavam que com a explosão da Jughead, todos os personagens que estavam no passado simplesmente voltariam ao seu tempo "normal". O que os produtores decidiram fazer? Abraçar as duas causas. Se já vínhamos nos deslocando para frente e para trás nessa linha do tempo e depois junto até dos próprios personagens, chegou a vez de explorar uma linha paralela, praticamente uma realidade alternativa após a detonação da Jughead em 1977. Mas claro que o plano de Jack serve apenas como ponto de partida para as mudanças que vemos a bordo do voo 815, tanto pelos vários personagens faltando como pela presença de Desmond entre os passageiros. Claro, se tudo que vimos na série até aqui parecia determinado a acontecer, nada mais natural do que uma única causa desencadear novas consequências a cada um desses personagens. Deve ser um alívio também para os produtores saberem que essa será a última temporada, até porque não deve ser nada fácil surpreender com um novo formato pra série todas as vezes.
De início, tudo parece ser uma ilusão ou alucinação de algum personagem, mas depois que Juliet manda uma mensagem do além para Miles dizendo que o plano funcionou, e a medida que os acontecimentos em LA passam a ficar sérios, estava confirmado que balançaram novamente as estruturas. Acho que o grande desafio agora é dar importância a essas histórias paralelas fora da Ilha, convencendo o público de que essas duas linhas de tempo, uma em 2004 e outra em 2007, devem convergir em determinado momento. Embora não consiga imaginar como isso pode ser possível -- ainda mais vendo que a Ilha está totalmente submersa numa delas --, espero que a dinâmica vá além de estabelecer motivações ou refletir sobre o comportamento dos personagens em questão, assim como já visto nos flashbacks. Interessante é que dessa vez há uma relação em duas vias: inicialmente não sou capaz de simpatizar com esse "novo" Jack, por exemplo, não já sabendo de toda sua teimosia em qualquer linha do tempo possível. Ou até acreditar que Charlie pode ser muito mais que esse roqueiro otário, ainda que fique curioso para saber como fazer essa ligação com um personagem já morto na Ilha.
Afinal, dead is dead, certo? E nesse primeiro episódio, além da confirmação da morte Juliet, acompanhamos Sayid morrendo após as tentativas frustradas de salvá-lo no Templo. Sinceramente, no primeiro caso nada posso dizer além de lamentar esse descarte de uma das personagens mais intrigantes da série. Nem acho que era necessário escandalizar esse adeus, com ela morrendo nos braços de Sawyer, ainda que vê-lo jurando o doutor de morte tenha sido bem bacana. Não só pelo ato em si, mas também pelo seu comprometimento a ela. Talvez seja a deixa para nunca mais termos de aturar o triângulo mais chato da televisão -- nesse caso torcendo para que não venha nenhuma outra influência de Los Angeles. Creio que essa cena já havia sido gravada, até pelo estranho fato de Sawyer enterrar Juliet antes de pedir para Miles se comunicar com ela. Já a morte de Sayid é um pouco mais complexa. Estou praticamente certo de que Jacob se apoderou de seu corpo, embora a desconfiança de Miles possa indicar uma "simples" ressurreição. Mas o fato é que finalmente conhecemos o Templo secreto e seus habitantes, com os personagens sendo capturados mais uma vez e salvos por uma lista num "biscoito da sorte" em forma de ankh dentro do estojo de violão trazido por Hurley. Mais uma daquelas (d)eficiências de roteiro que só relevamos por respeito ou amor à série.
Para quem exige respostas, tivemos um dos primeiros mistérios da série aparentemente resolvido quando o antagonista de Jacob -- ou como já vi sendo chamado por aí, o Un-Locke -- toma forma do monstro de fumaça e aniquila Bram e seus capangas. O pior é ter gente ainda duvidando disso, mesmo que suas palavras para Ben, "lamento por ter me visto desse jeito", fossem mais do que claras. Desse jeito não tem como o pessoal ficar satisfeito com o final da série mesmo. Ficou esclarecido também a razão do pó ao redor da cabana de Jacob, sendo a única forma rudimentar de se proteger dos ataques do monstro. Mas apesar da história ter trilhado um caminho entre a mitologia e essa nova estrutura, foram duas cenas particulares que me deixaram bastante otimista com essa temporada final. A primeira é a conversa entre Un-Locke e Ben, quando ele revela o alto grau de confusão de John Locke, depois de ter seguido tudo o que lhe foi ordenado, no momento em que é assassinado por Ben. Há toda uma ironia de Terry O'Quinn falando de "si mesmo" que me faz até ignorar essa reutilização do ator num outro personagem. Já o outro momento é o encontro entre Locke e Jack no aeroporto, quando pela primeira vez a posição dos dois aparece invertida, com Locke sendo extremamente pragmático e Jack acreditando nas possibilidades de reverter sua situação. Depois de ver o rosto de Locke cercado de frustrações saindo do avião ao final do primeiro episódio, é Jack quem tenta agora convencê-lo de que nada disso pode ser eterno. Enquanto isso na Ilha, Sawyer resolve poupar Jack justamente para vê-lo sofrendo ao lado de todos eles, depois que seu plano falhou. Essa diferença de perpectivas dos personagens e novos encontros entre velhos conhecidos -- principalmente o mais interessante deles envolvendo Kate, Claire e claro, Aaron --, são o que definitivamente devem mover essa alternância entre dimensões. Para mim, é indício suficiente pra ficar tranquilo e perceber que o que realmente importa para Lost, felizmente, são seus personagens.
Fotos: Reprodução.
e.fuzii
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11:00 AM
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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
[Criminal Minds] 5x13 "Risky Business"
(por Celia Kfouri)
O caso da semana envolve mortes que aparentavam ser suicídios. JJ recebe o chamado lá de Wyoming e, além dos detalhes realmente suspeitos, valeu-se de motivações pessoais para convencer Hotch a investigar o caso.
Seguem-se inúmeras cenas exageradas e forçadas para mostrar que JJ tem alguma questão pessoal envolvendo suicídios. Colarzinho, caras e bocas, desvio de olhares, aff.

Coisa mais piegas esse papo do colar.
Mas lá vão eles e, no avião, ficamos sabendo que Garcia vai junto, para fazer o que ela melhor faz, esmiuçar computadores.
Lá chegando, JJ logo faz a primeira caca ('Se...') . Que ela é fraquinha, sabemos faz tempo. Agora, além de tudo, ela está abalada, então foi uma caca atrás da outra.
Mas o fato é que eles, que investigam a coincidência entre adolescentes encontrados mortos por enforcamento nos mesmos dias e horários, logo descobrem (Garcia descobre, pelo laptop de uma das vítimas), que estavam todos logados em um jogo que consiste em se auto-enforcar.
(Nao cheguei a ler nada do gênero, mas essa trama me parece inspirada em fatos reais, como CM já fez tantas outras vezes. Um caso real, que virou notícia, tempos depois inspira um episódio; às vezes até para esclarecer, educar, mostrar mais como as coisas são, etc.)
Gostei da cena em que Garcia mostra a Hotch que a ordem dele estava equivocada, e ele responde apenas "you're right, Garcia". E também de Reid e Morgan na sala de aula. Dois estilos opostos e complementares para lidar com os adolescentes.
Foi nessa classe que eles se depararam com o garoto 'gótico', e fica evidente que ele está de alguma forma envolvido com o que seria não mais suicídios mas sim mortes que decorreram desse jogo esdrúxulo.

O garoto e as marcas do abuso.
Levado à polícia, é com Penélope que o garoto estabelece uma relação mais próxima, mas seu pai chega e a entrevista termina.

Ela leva jeito pra tudo. Ou quase. (E até tricot no avião!)
Aí, de repente, em poucos minutos, a questão toda é decifrada de forma quase mirabolante. Juro que revi 2 ou 3 vezes esse trecho para entender como eles tinham 'esclarecido' tudo. Tantas deduções infalíveis...
Reid percebeu que eram duas as pessoas que postavam no blog; relembram a morte da mãe do menino, as marcas no corpo dele e dela, somam ao fato de o pai ser bombeiro que atende emergências e... voilà!
Descobrem o verdadeiro unsub (o pai!) e a síndrome de Munchausen por procuração (como teria morrido a mãe doo menino). Simples assim.
(quem tem Munchausen causa doenças em si para chamar atenção; quando a pessoa causa doença em outrem para chamar atenção para si, diz-se que é 'por procuração'. Isso muito resumidamente, claro. A questão é interessante e vale uma visita à wikipedia)
Sim, só isso. Então resta voltar para Washington e, no avião, Reid dá seu show particular, mais uma vez. A cara da Prentiss foi ótima!
E a cara de incredulidade do Reid, diante da 'bobagem' que ela estava dizendo, foi ainda melhor!Ainda no avião, Hotch e JJ conversam, e ela fala mais um punhado de bobagens. (atriz e personagem fracas... complicado!)
É isso. Nem vou me alongar porque o episódio foi simples, sem dar margem a grandes comentários. Mas essa semana já tem mais, e me parece ser mais um episódio fora do padrão. Veremos!
(E também veremos Lost, em menos de 20hs!!)
Até o 5X14.
Celia.
www.twitter.com/celiakfouri

(Fotos: reprodução.)
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7:11 PM
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domingo, 31 de janeiro de 2010
[Dollhouse] Series Finale "Epitaph Two: Return"

por Anita Boeira
E acabou-se o que era doce. De acordo com spoilers lidos antes do episódio, Whedon prometia resolver todos os mistérios e perguntas de Dollhouse nesse finale, mesmo que as respostas não fossem exatamente o que a gente gostaria de ouvir.
Pausa.
Quem aqui é fã do Whedon? Se voce é, já está acostumado com a "tendência" dele em "matar" personagens queridos no final de suas séries (Não vi Buffy ou Angel, mas nas minhas queridas series Firefly e Dr. Horrible eu perdi alguns dos meus personagens favoritos, e sinceramente? Sempre fico um pouco puta com o Whedon por causa disso). Mas mesmo com essa tendência macabra de torturar o espectador, o Joss sempre nos emociona no final.
Voltando a Dollhouse.
"Epitaph Two" foi a sequência de "Epitaph One", episódio extra do DVD da primeira temporada que não foi exibido na televisão americana (e obviamente a FOX nao fez o favor de passar o episódio antes de passar sua continuação, way to go FOX!). Em Epitaph One, conhecemos novos personagens, que em 2019, estao fugindo do desastre que o mundo virou com as invenções da Rossum. Mag, Zone, uma guriazinha de 10 anos, seu pai, e mais um companheiro e uma companheira que eu esqueci os nomes (faz tempo que assisti Epitaph One, esqueci o nome dos que morreram hehe). Resumidamente, esses 5 malucos evitam o "tech" (tecnologia) a todo custo, e resolvem ir se esconder no subsolo para fugir dos "açougueiros" (os assassinos criados pela Rossum com as invenções de Topher que possibilitavam fazer "imprints" nas pessoas a distância). Nessa, eles acabam encontrando a Dollhouse de LA abandonada. O pai da guriazinha está desmemoriado, então eles resolvem colocar o cara na cadeira e por um bando de memórias deixadas para trás para entenderem o que era esse local. Nisso, através do pai, ficamos sabendo de pedaços de coisas que aconteceram com os personagens da Dollhouse. E enquanto isso, entre eles, há um assassino (e claro que todos suspeitamos do pavio curto do Zone). Quando o grupo está resumido a Mag, Zone e a guriazinha (e nesse ponto a gente já sabe que é a guriazinha que está assassinando gente), eles encontram Whisky/Dr. Sanders que diz saber o caminho para "Safe Haven". E o caminho para Safe Haven começa ao colocarem a guriazinha na cadeira para implantarem nela as memórias de Caroline. E Caroline então os guia para Safe Haven.
E é assim que termina Epitaph One e comeca Epitaph Two.
Mag, Zone e Mini Caroline estão a caminho de Safe Haven, mas são atacados. Acabam indo parar presos numa cela dentro de um galpão. Nesse local, está Harding, antigo chefe da Dollhouse de Washington que criou tanto problema para Adelle na segunda temporada. Harding está gordíssimo (num corpo de outra pessoa, é claro) e pede que seus subordinados tragam os novos "ternos" (corpos de homens jovens e em forma) para ele escolher o que vai "vestir" agora. Entre as opções está Paul Ballard. E Echo está na cela, e juntos eles matam a torto e a direito o pessoal da Rossum, e escapam com Mag, Zone e Mini Caroline.
Echo os leva para Safe Haven, que nada mais eh do que uma fazenda no Arizona, onde eles tem uma vacina para impedir que o pessoal receba imprints, e por lá todo mundo vive feliz e em paz... por hora. A razão pela qual Paul e Echo estavam no galpão da Rossum era para salvar Topher, que estava preso lá, e totalmente traumatizado pois eles assassinavam uma pessoa por dia na frente dele enquanto ele não completasse mais uma invenção para o Harding e cia.
Em Safe Haven estão Priya/Sierra e seu filho (do Victor/Tony?) e Adelle Dewitt, além de Echo e Paul e outros figurantes. Quando eles trazem Topher, ele diz que está prestes a inventar uma máquina que seria capaz de restaurar as memórias originais de todas as pessoas do planeta, mas para isso, ele precisava de equipamento que eles só tinham na Dollhouse de LA. E mais um problema: todo mundo teria suas memórias restauradas para o tempo antes de receberem os primeiros imprints, o que significaria nunca lembrar de nada que aconteceu. E Echo, Paul e Priya/Sierra e alguns outros nao poderiam ficar sem essas memorias. Alias, Priya/Sierra iria esquecer que T. era filho dela... Mas Topher diz que a solução para isso seria eles ficarem um ano no subsolo, e a nova invenção dele não iria os atingir.
Então de volta a LA. Claro que Zone não fica muito feliz, acabaram de fugir de lá, nem terminaram de comer a sopa e já tem de voltar? Oh well, C'est la vie. Nisso, um baita caminhão para na porta, e lá está Victor/Tony no melhor estilo Mad Max, são conhecidos como "Tech Heads", e tem um aparelhinho na cabeça com conector USB para colocarem e tirarem memórias da cabeça deles quando quisessem. Freak Show.
E todo mundo embarca na caçamba do caminhão e se armam no caminho para LA. Chegando lá, um monte de zumbis, quer dizer, açougueiros, os espera, e eles tem que lutar para chegarem na entrada da Dollhouse. Quando estão muito perto de conseguir, Mag é atingida na perna e não consegue caminhar. Paul, rapidamente vai ajudá-la, mas acaba recebendo um tiro e morre. Outra pessoa vem resgatar Mag, e Echo age como se nada tivesse acontecido e eles fogem para a Dollhouse deixando o corpo de Paul lá fora. E Echo agindo como se nada tivesse acontecido.
Quando eles chegam a Dollhouse, surpresa! Está exatamente como antigamente, com Dolls caminhando pela casa tranquilamente. Alpha está por lá, disse que veio para ajudar a limpar a bagunça. Ele fica surpreso por não ver Paul, mas Echo continua sem demonstrar qualquer emoção.
Priya/Sierra e Victor/Tony estão constantemente brigando um com o outro, pela escolha que ele fez de ser um "Tech Head" e que por isso ela não queria que ele chegasse perto do T. (eu sei que é pra gente ficar na dúvida se o guri é filho do Victor/Tony, mas sério mesmo? Claro que o guri é dele).
E por causa disso, Priya/Sierra começa a reclamar de Victor/Tony para Echo, reclamando que ele não faz nada por ela e etc. E é nessa hora que Echo explode, e diz para Priya o quão óbvio é que Tony a ama, mas que ela não quer enxergar e fica reclamando. Mas Echo começa a ficar cada vez mais violenta e destrutiva, e de repente a conversa não é mais sobre Priya e Tony, mas sobre Paul. Ela finalmente está encarando sua morte, e não é nada fácil. Ela sempre se sentiu sozinha desde que Paul "perdeu" a parte da memória que gostava dela, e nunca mais pode dizer que o amava, porque Paul não poderia retribuir esse sentimento. E aí ele morre, e ela está ainda mais solitária.
Topher termina o aparelho. Ele vai então para o último andar do prédio, o antigo escritório de Adelle para acionar a "bomba". Ele sabe que vai morrer quando o aparelho explodir, mas é o unico jeito. Adelle se oferece para ir com ele, mas Topher diz que ela tem que ficar e consertar o mundo. Então ela e Zone levam as Dolls de volta à superfície, enquanto Echo, Priya, Tony, T. e Mag ficam no subsolo. (Mag nao tem imprints, mas está numa cadeira de rodas graças aos tiros que levou, e vai ficar por lá um tempo para se recuperar). Priya apresenta Tony e T. oficialmente como pai e filho. Alpha deixa a Dollhouse antes da bomba explodir, porque quer ter certeza do que vai acontecer com ele, se a bomba vai mesmo funcionar.
E na cena final, Echo encontra um pacotinho na cadeira, provavelmente deixado por Alpha -- que no episódio "Love Supreme" fez uma cópia do cérebro original de Paul. Echo não sabe do que se trata o hard drive, mas mesmo assim o coloca na cadeira e se deita. É Paul, e ele e Echo podem finalmente ficar juntos. Só na cabeça dela, é verdade, mas agora ela finalmente não estará sozinha.
The End.
E ae? Eu me emocionei um pouco. A cena de Echo perdendo o controle, Topher todo amalucado, ver o Alpha de novo mas agindo como uma pessoa decente, Paul levando um tiro - okay, não me importava muito com o Paul não.
Foi um final de temporada que na minha opinião não resolveu muitas das perguntas não. Mas foi um final de temporada ao estilo Whedon, e foi emocionante ao mesmo tempo que revoltante. Não resolveu pergunta nenhuma para mim, mas mesmo assim foi um final satisfatório. Agora vou esperar os DVDs sairem para adicionar à minha coleção. Dollhouse teve seus trancos ao longo do caminho, mas o balanço geral é de uma série excelente, com uma boa trama. O único defeito dela é ter sido uma série da Fox. E todo mundo sabe o quanto a Fox respeita seus seriados.
A partir de agora continuo por aqui só falando de Bones mesmo. Aliás, outra série da Fox. Sim, eu gosto de me torturar. Nas férias de Bones vou ver se conto pra vocês sobre Firefly. Enquanto isso, comprem (ou baixem) os episodios de Firefly e divirtam-se enquanto esperamos Dollhouse em DVD.
site: anitaboeira.net
twitter: twitter.com/anitaefrango
Fotos: Dollhouse's Facebook page
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11:58 PM
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terça-feira, 26 de janeiro de 2010
[Spartacus: Blood and Sand] S01E01 - The Red Serpent
por Rafael S
Desde que o primeiro trailer de Spartacus: Blood and Sand foi lançado na Internet meses atrás, ele chamou muita atenção. Obviamente, a primeira impressão remetia imediatamente ao filme 300, tanto pelo sua temática quanto pelo seu visual estilizado. E assim, o hype da série foi crescendo, inclusive para mim, embora não soubesse o que esperar de uma produção do canal Starz. Os dois primeiros episódios vazaram no início de janeiro, mas em qualidade porca, e possivelmente não finalizados, então resolvi esperar pela estreia oficial, que aconteceu no dia 22 de janeiro. Então afinal, do que se trata Spartacus: Blood and Sand?
A série segue a trajetória de um guerreiro trácio cujo nome nunca é revelado (interpretado pelo desconhecido ator australiano Andy Whitfield). Sua aldeia vivia em constante medo de ataque dos dácios, guerreiros bárbaros especializados em saques, mortes, estupros e destruição. Então, uma promessa de salvação chega dos trácios através do comandante legionário Legatus Claudius Glaber (Craig Parker, de Legend of the Seeker), que propõe uma parceria do povo com a República Romana para acabar com essas invasões bárbaras de uma vez por todas. Intimidados por uma proposta desse calibre dos romanos, restou aos trácios aceitarem e partirem para sangrentas batalhas com os dácios. Embora houvesse uma clara animosidade entre romanos e trácios, tudo corria normalmente até Glaber ser seduzido por Ilithyia (Viva Bianca), sua mulher e filha do senador romano Albinius. Ambiciosa, ela deseja ver a ascensão do seu marido, e o convenceu a desistir de enfrentar os dácios (um confronto sem grande importância) e partir para a guerra contra Mithridates e seu exército grego, que tentavam invadir o território romano pelo leste. Assim, contaminado pela mulher, Glaber e seus legionários decidem abandonar os trácios a sua própria sorte, mas não sem antes ser humilhado pelo guerreiro sem nome e ser (literalmente) jogado na lama. Correndo contra o tempo, o guerreiro não consegue salvar sua aldeia das invasão dácia, mas chega a tempo de salvar Sura (Erin Cummings, de Bitch Slap), sua amada esposa. Mas essa alegria dura pouco, pois logo em seguida, Glaber encontra o casal e os separa, mandando-a para a escravidão e o enviando para ser alvo nas famosas arenas de gladiadores da cidade de Cápua.
Na cidade, conhecemos outros personagens da série, como o senador Albinius, que organiza os combates, e o casal Batiatus (John Hannah, da trilogia de filmes A Múmia) e Lucretia (Lucy Lawless, a eterna Xena). Os dois buscam o poder e a influência, e a chegada do guerreiro trácio é justamente a oportunidade que eles esperavam para sua ascensão social - e é justamente Batiatus que lhe dá o nome de Spartacus, ao vê-lo derrotar todos seus oponentes em sua primeira batalha na arena.
Como falei no primeiro parágrafo, é impossível não traçar paralelos entre a série e o filme 300. O relacionamento entre Spartacus e Sura lembra demais o de Leônidas e Gorgo - o jeito como se amam, a dor (e dúvida) da separação antes de uma batalha. As batalhas utilizam o tempo tudo recurso de aceleração/desaceleração para cadenciar as cenas, assim como o filme. E é claro, o aspecto mais evidente que liga os dois, o uso de bastante chroma-key para compor os cenários. Exceto em ambientes fechados, em todo momento você percebe o uso da técnica - dando um aspecto fake proposital, mas que cria imagens bem marcantes e belas, como a linda transição do Spartacus colocando seu capacete e saindo dos campos floridos da Trácia para o cinzento e gelado campo de batalha (imagem acima).
A Starz parece ter dado carta branca para os produtores, afinal é uma série com temática bastante adulta. A começar pela sua duração um pouco maior que o normal (aproximadamente 55 minutos, mais ou menos como séries da HBO), esse piloto conseguiu desenvolver bastante a história - e espero que essa duração maior continue nos próximos capítulos. A série também impressiona pelo nível de violência: o sangue jorra a todo momento pela tela. Em uma mistura de sangue falso e sangue digital, vemos só nesse episódio decapitações, desmembramentos, barrigas abertas, crânios perfurados. Em um dos momentos mais impressionantes, Spartacus corta a perna de um gladiador, e antes mesmo dele cair no chão, faz um movimento e arranca a outra perna (!!!). E por último vale destacar a grande quantidade de pele mostrada pela série. A nudez é abundante (sem trocadilhos), com cenas de sexo bem arrojadas para uma série e nudez frontal. E não pensem que isso acontece só com o elenco secundário/figurantes, os atores principais também se mostraram como vieram ao mundo. Decisões bastante arriscadas, afinal violência e nudez afastam muitas parcelas de espectadores, mas que na minha opinião foram acertadíssimas, contribuindo para um aspecto bem cru para a série.
Um episódio é pouco para julgar a qualidade do elenco, mas me interessou bastante o casal Batiatus e Lucretia. Pelo nível dos atores, é de se esperar muitas intrigas palacianas. Já Andy Whitfield, embora sempre barbudo, cabeludo e sujo, conseguiu me passar uma extrema empatia em momentos de calmaria, mas quando se banhava de sangue, se transformava em raiva pura. Só não me agradou tanto Craig Parker - seu Glaber seguiu muito a cartilha de vilão vingativo que não quer sujar as mãos, espero que o personagem ganhe mais profundidade e outras motivações nos próximos capítulos.
E essa foi a polêmica estreia de Spartacus: Blood and Sand. Muito torceram o nariz para a falta de originalidade, mas como fã de 300, consegui relevar tudo isso e curtir muito a série. Está longe de ser excelente, mas se mostrou bem promissora e atrevida nessa series premiere, com grande potencial de cativar um público bastante fiel. Spartacus é promessa de muito sangue, pele e intrigas.
Fotos: Reprodução
Rafael S
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[FNL] 4x10 I Can't
por e.fuzii
Pronto, agora sim. Porque é diante de um episódio tão consistente e coerente como esse que podemos garantir que qualquer deslize de Friday Night Lights é facilmente compensado no final. Apesar de ainda faltar algum grande momento em campo, a situação paralela de abandono envolvendo Becky e Vince foram os arcos dramáticos que valeram a visita a East Dillon nessa temporada. Já dizia Dr. Paul (de In Treatment) que inverter a ordem natural, quando um filho tem de cuidar de sua mãe, é de uma crueldade absurda e traz consequências psicológicas seríssimas. Assim, parece impossível não sentir a dor de Vince ao lado de sua mãe, totalmente rendido, procurando por alguma simples explicação para esse abandono. E mesmo que a oportunidade dada por Ray esteja dando certo, o que já aparece até no seu curioso interesse por Vince dentro de campo, sabemos que para aqueles que vivem em East Dillon ter apoio serve apenas como luxo perto da falta de recursos. Sem ter qualquer outra saída a curto prazo, Vince decide se entregar novamente ao mundo do crime e recebe uma arma de Calvin e seu capanga, já para mostrar a gravidade da sua decisão. Pelo envolvimento dos irmãos Riggins com os desmanches, fica até um certo receio de que essas duas tramas cruzem-se, agora que eles decidiram pular fora do negócio.
Enquanto isso, Becky continua enfrentando todos os dilemas possíveis ao redor de sua gravidez. Logo aparece mais um obstáculo, quando acompanhamos a família de Luke na Igreja no domingo pela manhã, ouvindo o quanto o jogador é um orgulho para a comunidade. Parecia questão de tempo para que ele contasse aos pais, mas não a tempo de convencer Becky a mudar de ideia. Com certeza lidar com esse pecado será o grande drama de Luke a partir de agora, vindo mais uma vez provar a competência dos roteiristas em aprofundar as escolhas desses personagens. Outro destaque foi a forma como usaram a dinâmica Becky e Tim Riggins -- ele como "veterano" na série -- para aproximá-la de Tami Taylor, que mais uma vez mostra-se perfeita ao explicar as opções que a garota teria. Se na semana passada escrevi sobre manter em suspense se Tim Riggins poderia ser o pai do filho de Becky, aqui a dúvida aparece logo de cara na casa dos Taylor até que Tami, com imensa surpresa, diz que eles parecem ser amigos. Restam ainda uma série de dúvidas do casal em relação ao futuro de Julie -- que traz ainda seu amiguinho para um incômodo jantar -- até ponderando sobre uma possível gravidez.
Mas nada se compara à triste indecisão de Becky, que amparada pela mãe acaba optando pelo aborto. É triste perceber que a delicada relação das duas funciona em duas vias, como se a mãe de Becky, agora com uma maior perspectiva, estivesse arrependida de não ter tomado decisão parecida quando ficou grávida, ou que não quisesse que a filha cometesse o mesmo "erro". Ao mesmo tempo que a mãe é a conselheira ideal para a situação, Becky experimenta a mais amarga rejeição. Roteiro bom é assim, quando explora todos seus paralelos e leva essas relações às últimas consequências. É por essas e outras que Friday Night Lights desponta-se diante de qualquer outra série que tente lidar predominantemente com adolescentes.
Fotos: Reprodução.
e.fuzii
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às
7:50 PM
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segunda-feira, 25 de janeiro de 2010
[Chuck] 3x01, 3x02, 3x03 e 3x04
por Allan
Chuck Versus the Pink Slip não foi uma boa estréia. Muitas das mudanças importantes que aconteceram no fim da temporada passada, por exemplo, Emmett tomando o controle da Buy More e Morgan se mudando para o Havaí, são desfeitas antes do fim do episódio, o que levante a pergunta: se tudo voltou ao que era tão rápido, então qual o propósito das mudanças?
Infelizmente, os problemas do episódio não foram somente estes. Com Chuck e Sarah separados novamente, os problemas entre os dois tomaram boa parte do episódio e quando isso acontece, convenhamos, o episódio se torna uma chatice. A missão e o vilão do episódio também não foram lá muito interessantes, apesar de não terem decepcionado. Diria que se este fosse um episódio filler de meio de temporada não me incomodaria, mas como início de temporada é inaceitável.

Chuck Versus the Three Words também não agradou. Os problemas entre Chuck e Sarah continuaram tomando um espaço muito grande do episódio e a missão, enquanto que mais interessante que a do episódio anterior, ainda não estava no nível da maioria das missões da temporada passada, principalmente pela tentativa de integrar a missão com o núcleo Buy More, que não teve bom resultado. Por exemplo, os “momentos comédia” durante a festa entediaram ao invés de fazerem rir.
Em Chuck Versus the Angel de la Muerte a série começa a voltar aos eixos. Trazer Awesome para a ação foi uma ótima sacada, uma pena que o episódio não alcançou seu potencial, já que a missão ainda me deixou com uma impressão de que faltava algo. Mesmo assim, a melhora em relação aos episódios anteriores foi grande. A melhora mais visível foi a relação de Chuck e Sarah ter ido para segundo plano. Com mais espaço, a missão da semana foi melhor que as anteriores, e não só pela presença de Devon: Armand Assante se saiu bem como o ditador Alejandro Goya, um estereótipo de ditador latino que casou muito bem o clima da série. Casey em momentos “caçador de comunistas” também foi bem legal.

Em Chuck Versus Operation Awesome Devon novamente é parte essencial da missão. O resultado é muito superior ao do episódio anterior, contanto que aceitemos sem muitos questionamentos que a Aliança confundiria Devon por Chuck. A inversão de papéis na primeira metade é o melhor do episódio, com Chuck tendo seu momento Awesome com suas novas habilidades temporariamente sob controle e Devon tendo seu momento Chuck, prestes a entrar em pânico em qualquer instante. A segunda metade do episódio porém, ficou devendo. A alternância entre o velho e o novo Chuck tem sido bem administrada na maior parte do tempo, o que não foi o caso da segunda metade do episódio. O Intersect 2.0 não funcionar durante o encontro de Chuck com os agentes da aliança pode parecer uma boa idéia no papel, mas na prática não funcionou muito bem e nem partes cômicas nem a ação não se destacaram muito. O núcleo Buy More foi uma ótima distração da trama principal, a idéia do "Fight Club" foi bem executada e teve um ótimo desfecho.
Resumindo, a temporada não começou muito bem e o caminho tomado pela história foi muito previsível e seguro, mas houve uma melhora visível nos terceiro e quarto episódio e aparentemente uma solução para como conciliar os novos poderes de Chuck e manter o estilo da série sem grandes mudanças. Só espero que o Intersect 2.0 não se torne previsível, com os espectadores podendo facilemente antecipar quando ele irá ou não funcionar.
Fotos: Reprodução.
Allan
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7:07 PM
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[Bones] 5x12 The Proof in the Pudding.

por Anita Boeira
Esse vai ser um comentário rápido. Parece que Bones resolveu entrar mesmo nos moldes de Arquivo-X. Semana passada aliens, essa semana teorias de conspiração envolvendo o governo americano. O serviço secreto tranca a turma de Bones no laboratório e dá a eles um prazo e um caixão. Eles têm 12 horas para descobrir qual foi a causa da morte do esqueleto dentro do caixão.
Claro, alguns minutos depois, o pessoal já começa a desconfiar que os ossos no caixão são do John F. Kennedy. Mas as investigações deles acabam apontando para o fato de que a pessoa no caixão foi morta por tiros vindo de diferentes direções, ou seja, dois assassinos, o que mostraria que o governo americano teria encoberto a real história do assassinato de JFK.
E essa realidade deixou o Booth muito abalado. Afinal, ele confia 100% no governo. Mas nos últimos minutos do episódio, Brennan faz um teste que "prova" que o esqueleto não era do JFK, pois o osso do braço da vítima tinha uma doenca que o Kennedy não tinha. Depois de liberados do laboratório, o pessoal vai tomar café-da-manhã juntos, e eles comentam que todo o processo deve ter sido só um teste. No caso do governo realmente exumar o corpo do Kennedy, eles estariam preparados para lidar com a situação.
Mas ao sair do restaurante, Cam comenta com Brennan que o JFK teve uma febre que poderia ter levado a ter a doença que Brennan tinha acabado de provar que a vítima tinha e Kennedy nao. Claro que ela fez o teste para "provar" que não era o Kennedy só para o Booth ficar feliz.
Angela e Hodgins tem seus momentos nesse episódio... Angela descobre que está grávida, mas como Cam acha que o teste de gravidez é de sua filha adolescente, ela manda o teste de gravidez para mais testes e acaba descobrindo que o teste estava errado. E Angela não esta grávida. Mas antes dela saber que não esta grávida, Hodgins se declara e diz que ainda a ama, e que casaria com ela e tudo, mesmo o filho sendo do Wendell.
Acho que o Wendell vai acabar com o coração partido logo, logo.
Alguém ai com opiniões sobre essa temporada de Bones? Eu estou achando fraquinha... Não ando me empolgando muito para escrever sobre os episódios, quanto mais analisá-los. Continuarei firme e forte assistindo, ainda mais porque li no twitter do Eric Millegan (Zack Addy) que ele esteve em LA semana passada gravando Bones. Então, nada como mais um episódio com o Zack para me manter acompanhando cada episódio!
site: anitaboeira.net
twitter: twitter.com/anitaefrango
Fotos: http://bones-daily.com/
às
6:29 PM
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sexta-feira, 22 de janeiro de 2010
[Melrose Place] S01E12 - San Vicente
por Rafael S
E chegou o grande momento. Todos os onze episódios anteriores levaram a esse aqui, construindo e desvendando a trama sobre o assassinato de Sydney pouco a pouco. E agora vemos talvez as últimas cenas da Laura Leighton na série. Embora Sydney já esteja morta desde antes do nome da série aparecer na tela no primeiro capítulo, muita coisa que aconteceu desde então foi derivado desse crime. E a atriz cumpriu muito bem seu papel, sempre trazendo algo de novo em cada um dos flashbacks onde aparecia. Aqui voltamos a vê-la contracenando com a Heather Locklear depois de muitos anos. Em um reveladora conversa ambientada em uma igreja, finalmente é revelado o objeto que Amanda está atrás: um quadro, no valor de 19 milhões de dólares. Já sabíamos que Sydney era responsável por uma galeria de arte, e agora ficamos sabendo que ela tinha negócios escusos com Amanda. Não esperava que elas também estivessem envolvidas em um esquema de roubo de quadros - então será que veio do relacionamento com a ruiva o gosto pelo crime que o David tinha? Além disso, vimos que, poucas horas antes de morrer, Sydney falou para Violet que a reconhecia como filha, e que gostaria de conhecê-la melhor. Uma atitude surpreendente, já que parecia que ela não acreditava na história da garota. Mas mal houve tempo para reconciliação, pois na mesma noite, a ruiva estaria morta. E eis que foi revelada identidade do assassino. Era...
...Vanessa, a mulher de Michael. Sem querer me gabar, mas já havia cantado essa bola desde o décimo episódio, é só conferir nos meus outros textos sobre a série. Era praticamente impossível que o assassino fosse alguém do elenco principal, e também não acreditava que iriam culpar algum dos personagens da série clássica, então sobrou a Vanessa, personagem bem discreta e até irrelevante no começo, mas que de três capítulos para cá, começou a ganhar cenas demais e despertou minha atenção. De qualquer jeito, embora previsível, as motivações pelo menos se encaixaram bem. Obviamente que ela descobriu que Sydney tinha um caso com Michael, e bastou isso para ela ir lá no condomínio tirar satisfações com a ruiva. Mas é quando ela vê o David deitado na cama, que vem a grande bomba do episódio: Sydney falou para ela que sabia que ela e o rapaz haviam tido um caso e que "coincidentemente" foi na época em que Noah nasceu - então David é pai de Noah? Que família bizarra essa dos Macini...bem, o que seguiu foi aquela via crucis que todos já esperávamos: luta, facadas, arma do crime plantada na mão do David, Sydney descendo as escadas agonizando e o último e fatal golpe desferido, fazendo da piscina seu túmulo.
Mas voltando ao presente, como tudo isso se resolveu? Em uma coincidência do destino, calhou de a única moradora do condomínio a estar lá era Violet - e quando ela deu de cara com Vanessa, que procurava por Noah, a verdade veio à tona. E nada como a justiça poética: a piscina serviu de túmulo também para a morena. Após um intenso agarra-agarra, a ruivinha conseguiu jogá-la na piscina e afogá-la com todo seu ódio reprimido por ter perdido a mãe logo após conhecê-la. Uma ótimo momento da Ashlee Simpson-Wentz na série, que foi da fúria ao estado de choque durante a cena. Pena que logo em seguida apareceu a Amanda, e mesmo vendo um corpo boiando na piscina, continuou com sua cara de paisagem. Tem horas que parece que o rosto da Heather Locklear ficou paralisado de tanta plástica. Pelo menos no final, depois de testemunhar a favor da garota para os policiais, ela indicou querer uma retribuição futuramente - e assim, Amanda cada vez mais tem os moradores na mão.
O restante do episódio teve Michael mostrando uma preocupação sincera pelo seu "filho" Noah, e a explicação que ele sabia de Vanessa e Sydney, mas não havia falado nada para não destruir a própria família. Bem trágico. E Lauren teve seu momento "Boa noite, Cinderela", o que praticamente escancarou sua vida dupla para David. Pena que o acerto (ou não) dos ponteiros do casal ficou para o próximo capítulo, será bem interessante ver como David lidará com isso.
Mas em outro núcleo totalmente alheio a todas essas tramas, aconteceu o tão esperado e aguardado fim do namoro/noivado de Riley e Jonah. A lenga-lenga que já se arrastava há muito episódios teve um desfecho. Até me assustou o começo, onde eles decidiram do nada irem para Las Vegas para casar(!). Mas toda essa movimentação foi o canto do cisne do casal, e vejam só, a iniciativa do fim partiu de Riley. Cada vez mais indecisa sobre seu futuro, e pensando nos conselhos que várias pessoas (Jo, Auggie) deram para ela desistir de tomar esse passo tão importante tão cedo, ela depois de muito enrolar abriu o jogo com Jonah. Claro que o rapaz ficou transtornado, pois sempre foi visível que era ele quem mais fazia esforço para o relacionamento dar surto. E em um posto de gasolina na saída de Los Angeles, o namoro teve um fim. Mas a história não acabou aí, pois de cabeça quente, quem Jonah foi procurar em seguida? Ella, é claro, e finalmente todos os desejos secretos da loura se realizaram. Não dá para não ficar feliz vendo os dois juntos, uma dupla que sempre esteve em sintonia na série, e que formam um belo par juntos. Sorte ao novo casal, e que dure bastante (e não desfaçam depois de poucos capítulos).
A primeira metade da temporada de Melrose Place chegou ao fim, com a esperada revelação do assassino, fechando de vez essa trama, e encerrando a influência da Sydney na série (ou não?). Um fim que veio na hora certa, para dar novos ares à série a partir de agora. Agora com novos casais se formando (Jonah e Ella), Amanda se mudando para o condomínio e a notícia da saída de dois atores do elenco principal (Colin Egglesfield e Ashlee Simpson-Wentz - embora nada nesse episódio tenha se articulado em torno da despedida desses personagens, é bom dizer), essa segunda temporada tem tudo para ter vibrações diferentes. Muitas mudanças foram feitas devido ao feedback do público e dos baixos números de audiência, agora é torcer para que a série encontre seu ajuste antes de um prematuro cancelamento. Vamos torcer.
Fotos: Reprodução
Rafael S
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às
11:04 PM
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quarta-feira, 20 de janeiro de 2010
[Dollhouse] 2x12 The Hollow Men Stills

por Anita Boeira
Mais uma vez vejo Dollhouse e fico com aquele sentimento de "WTF Dollhouse?" Mas dessa vez nao precisei esperar até o final do episódio. Dez minutos após o início esse sentimento já estava a toda.
Entao, o Boyd? Alem de maléfico é um baita dum maluco. Acho que se eu tentar explicar o vou acabar com dor de cabeça. Mas basicamente, Echo/Caroline e cia vão ao Arizona onde fica a sede da Rossum, dispostos a terminar com a empresa de uma vez por todas. E é lá que eles acabam descobrindo a maluquice do Boy. Ele considerava Dewitt, Topher e Echo parte da "família" e os escolheu para fazerem parte do plano de destruição do mundo. O fim dos tempos é inevitável, segundo ele, então de que lado você prefere estar: dos destruidos ou dos destruidores? O Paul e a Mellie/November ele disse que nao se importava muito, então resolveu matá-lo. Mas não deu muito certo, e a Mellie acabou sendo a única que perdeu a vida.
Boyd diz que só queria Echo/Caroline porque ela possui alguma característica fisiológica que impede que suas personalidades tomem conta dela. Os últimos dois anos foram só para testá-la, e agora o seu corpo é cobaia para retirarem células da coluna para fabricarem a tal vacina. Também Boyd usa o Topher para terminar de fabricar o "controle remoto" que pode apagar as memórias e colocar novas a distância.
No meio tempo, Victor/Tony e Sierra/Prya, que tinham escapado da Dollhouse antes dela ser atacada, voltam e encontram um post-it na cadeira pedindo que eles apertem o botao "Enter." Victor/Tony se sujeita a cadeira e volta como Topher (Aliás, o Victor é uma cópia perfeita do Topher! Sempre divertido assistir). Topher tem um câmera escondida no escritório, e com ela eles assistem Boyd jogando fora uma seringa no lixo que ele usou para drogar a Caroline , ela sabia que ele era o fundador da Rossum, e se ligaram na hora que ele era o vilão da história.
Então o Topher/Victor sugere para a Sierra/Prya que ele instale no Victor/Tony a sua personalidade original de volta mas com alguns extras que o transformam num super soldado. Eles partem para a sede da Rossum no Arizona também e acabam por salvar a Echo.
Echo/Caroline resolve que é hora de terminar o que ela começou dois anos antes quando tentou derrubar a Rossum. E Echo acaba usando o próprio Boyd (depois de devidamente ter sua memória apagada e virado uma Doll graças ao controle remoto do Topher) para isso. Ela o enche de explosivos e o manda esperar dentro do computador central da Rossum e puxar o pino de uma granada depois que a Echo for embora. Explodem o prédio.
Nisso Echo/Caroline vira para o Paul e pergunta "Salvamos o mundo agora?" E ele responde que sim.
Dez anos depois… As visões de pesadelo do Clyde são realidade. Agora é esperar o episódio final (Epitaph two) e ver o que acontece.
Enfim, eu comecei a escrever esse resumo do episódio ontem a noite após vê-lo, mas nao terminei. Fui dormir e acabei por ter dois pesadelos relacionados a ele. Em duas semanas sai o ultimo episódio, e de acordo com o site Dollverse, é um mini-filme e que definitivamente depois desse episódio nós não veremos os personagens de Dollhouse mais. Outra série do Wheedon, Firefly, foi cancelada antes de ter um final, e ele acabou fazendo um filme, Serenity, para encerrar a trama começada na série. Não será o caso de Dollhouse, infelizmente.
site: anitaboeira.net
twitter: twitter.com/anitaefrango
Fotos: Eliza Dushku Central
às
1:21 PM
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[FNL] 4x09 The Lights of Carroll Park
por e.fuzii
Com o final da temporada se aproximando, resta manter as esperanças de que essas tramas tenham uma conclusão ao menos lógica e digna. Porque apesar de toda a irregularidade, dá para perceber que a história central, indo muito além da equipe dos Lions ao ressaltar a importância da chegada de Coach Taylor a esse lado leste da cidade, parece pelo menos bem orientada. Depois de presenciar um crime no subúrbio, resta a ele tentar se aproximar dessa comunidade tão ignorada por governo e autoridades. Para isso, ao lado de Buddy e Ray, ele contacta Elden, um dos membros dessa comunidade (o saudoso D'Angelo de The Wire), para saber o que pode ser feito para revitalizar esse parque. Óbvio que eles precisam de dinheiro. Mas fora o reestabelecimento da iluminação do local, o técnico promove uma divertida partida dos Lions com o time da comunidade, que lhe apresenta até um possível talento entre esses jogadores. Chega a ser até um alívio, principalmente por parecer que o entrever de Vince em frente à lanchonete de Ray fosse deixar os ânimos um pouco exaltados em campo. Mas a partida simplesmente serviu para mostrar esse compromisso de Coach Taylor, que inclusive fez uso de sua boa recomendação para conseguir o tal emprego para Vince.
Ainda parece cedo pra dizer, mas não me convence essa oportunidade de trabalho até saber exatamente em que nível fica essa relação de Vince com Jess e seu pai -- que parecia ser grave há até algumas semanas atrás. Mas do jeito que está, sinto por sacrificarem Jess até aqui, ficando limitada à alegria e à tristeza enquanto divide-se entre Vince e Landry. Também sinto pelo isolamento de Julie que, ocupando seu tempo em obras assistenciais, decide seguir em frente nessa relação sem compromissos com um novo garoto. Não estou preocupado com sua superação, mas por forçarem Tami Taylor a reconhecer essa "química" instantaneamente para criar algum assunto. Por outro lado, alguns episódios mais tarde resolveram retomar o assunto da noite de karaoke com o atrapalhado beijo de Glen, apenas pelo prazer de acompanhar uma discussão do casal Taylor. Além disso, serviu também como paralelo para a separação de Joe McCoy, que agora já consegue reconhecer o mal que fez na criação de seu filho e por levar a própria família à ruína.
O que sobra, então? Lógico que o inesperado anúncio da gravidez de Becky. Não sei se era intenção deixar em dúvida se o filho poderia ser de Tim, mas nem por um momento achei que ele teria sido capaz. Ou na verdade, que os roteiristas seriam capazes disso. Mas enfim, apesar de não me agradar muito que uma série force em si mesma um desafio, vou dar um voto de confiança. Até por já termos visto situação parecida com a gravidez não planejada do filho de Streets -- com uma premissa bem parecida, aliás --, tudo leva a crer que o desejo de Becky vai prevalecer. Fico curioso em saber como a série conseguirá lidar com esse assunto delicado, tentando levantar questões ao mesmo tempo que mantém-se elegante o suficiente para evitar polêmicas.
Fotos: Reprodução.
e.fuzii
twitter.com/efuzii
às
1:05 PM
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