Terça-feira, 19 de Agosto de 2008

[CSI:NY] 5x01 Veritas (spoiler)

Mac está em uma estrada de New Jersey, machucado e tentando acenar para um carro, pedindo ajuda. A maioria dos carros passa reto. Então Mac vai para a estrada e faz um motorista parar para evitar que o atinja.

Lauren Santana, a motorista, é cautelosa e não baixa o vidro do carro. Mac diz a ela que é do NYPD e que só precisa usar o celular. Ao perceber que Mac está realmente machucado, ela aceita e empresta o celular, com a condição que ele fique fora do carro. Logo depois um helicóptero sobrevoa a área.

Jersey City e a polícia de New Jersey State vão até o local onde Mac estava, que agora é tido como cena do crime. Enquanto Mac é atendido por um paramédico, Stella fica por perto. Ele tem dor de cabeça e a visão embaçada. O paramédico informa que Mac tem um ferimento grave na cabeça. Stella tenta convencê-lo que ele deve ir a um hospital, mas nem ela consegue convencer Mac.

O carro da polícia que Mac dirigia no final de "Hostage" é retirado da água pela polícia de New Jersey. Perto dali, dois mergulhadores encontram o corpo de Derrick James (Dayo Ade), o homem que matou o gerente do banco no primeiro assalto. Um ferimento a bala em Derrick faz Flack acreditar que algo está errado.

Enquanto todos tentam encontrar o atirador misterioso, "Joe"/Douglas (Elias Koteas), as coisas se complicam ainda mais depois que outro corpo é encontrado: o de Lauren Santana, a mulher que ajudara Mac. Flack pede a Adam duas horas antes de informar aos outros que o carro que Laura dirigia pertencia a irmã dele, Melanie.

Flack visita a irmã, uma bartender de vinte e poucos anos, para verificar se ela está envolvida no que aconteceu. Melanie diz não fazer idéia sobre o que Flack está falando, que ela apenas deixou a amiga pegar o carro emprestado. Obviamente a relação entre os dois irmãos é complicada. Flack diz que não irá ajudá-la de novo se ela entrar em confusão.

Tatiane
tatiane@comentariosemserie.com

[CSI] Lawrence Fishburne confirmado

Depois de certo suspense sobre os possíveis substitutos de William Petersen — que sai da série na próxima temporada — Lawrence Fishburne (Morpheus em Matrix) foi confirmado como um professor (ainda sem nome) com perfil genético de serial killer.

Mas, de acordo com o colunista Michael Ausiello, Grissom e o 'professor' — que será csi nível 1 — ainda vão trabalhar juntos no episódio nove ou dez. Outra boa notícia é que, pelo menos nesse episódio, Catherine Willows irá liderar os CSIs com o auxílio de Nick Stokes.

Tatiane
tatiane@comentariosemserie.com

Domingo, 17 de Agosto de 2008

[Fast News] Ellen DeGeneres se casa

Vivendo há quatro anos com a sua companheira gata Portia de Rossi (De Ally Macbeal, lembram?),Ellen resolveu formalizar a situação, neste sábado as moças se uniram na frente de 19 super seletos convidados . Agora na Califórnia é permitido o casamento entre homossexuais. Viva a diversidade!

Ellen, uma das maiores apresentadoras da TV americana, junto a Oprah Winter, vestia calça e coletes brancos. Já Portia arrasou com um modelo Zac Posen de frente única. Lindas e felizes.


Fotos: People Magazine

Quase um conto de fadas, moderno, estiloso e com final feliz! Sucesso, meninas.

Danielle M

Quarta-feira, 13 de Agosto de 2008

[Mad Men] 2x02 Flight 1

Costumo sempre dizer que considero Mad Men muito mais do que uma simples série de época. Chego a brincar que é até uma série da época, já que poderia facilmente servir de retrato da sociedade na televisão dos anos 60. O que para mim é o principal mérito de Mad Men é seu roteiro e personagens serem apenas conseqüências do que aconteceu naquela época. Era interessante, por exemplo, perceber como as pessoas lidavam com a eleição de Kennedy e Nixon -- com cada candidato simbolizando um ideal -- ou nesse episódio acompanhar a reação dos funcionários ao trágico acidente aéreo em Nova York, no dia 1o. de Maio de 1962 (que ocorreu juntamente com a parada para homenagear o astronauta americano John Glenn). Isso é algo que a História não conta, mas deveria. Ainda por manter a trama num ritmo cadenciado, somos praticamente cúmplices dos acontecimentos e nos aproximamos cada vez mais dessa época onde tantas mudanças de comportamento aconteceram.

Não quero parecer deselegante, mas Weiner fez um belo trabalho para incorporar na história a morte do ator Christopher Allport, que faleceu tragicamente no começo do ano após uma avalanche na Califórnia. Encarando a morte do pai no vôo da American Airlines, Pete teve outra vez um episódio centrado na turbulenta relação entre os dois. Como Alan Sepinwall publicou em sua resenha, Weiner revelou numa conferência suas inpirações para escrever o episódio:

"O segundo episódio para mim é sobre… como você deve reagir a qualquer coisa e como as pessoas esperam que você reaja, […] você deveria sentir algo, mas nem sempre está pronto para sentir, e isso leva tempo. Pelo menos para mim. Essa é a tensão que acontece para mim nesses casos, e é para Pete, para Don, para Duck, para Roger, também para Peggy. É assim que esse episódio reside emocionalmente para mim."

Isso é bastante flagrante na forma como Pete não consegue chorar, ou não encontra vontade nem de voltar para casa. É preciso Don convencê-lo a tomar essa decisão. Se as sessões de terapia com o doutor Paul (de In Treatment) me ensinaram alguma coisa, Pete sempre procurou uma figura paterna para amenizar seu conflito com o pai. Após sua morte, ele procura isso em Don Draper, mas devido aos problemas que lhe perseguem (obrigado a recusar a carteira da Monhawk para salvar a AA), Pete também acaba rejeitado. E é assim que Pete acaba mordendo a isca deixada por Duck Phillips. Confesso que não havia percebido a forma ardilosa de Duck ao oferecer o job da American Airlines para Pete. Foi só depois de ser apresentado como "o melhor" ao presidente da empresa que minha ficha caiu. Duck planejou tudo para alimentar esse desejo de vingança de Pete, coincidentemente através da publicidade, o principal ponto de discórdia entre ele e seu pai. Mais um excelente trabalho de roteiro por humanizar o personagem e guardar essa reviravolta para o final. Agora mais do que nunca, com Duck e Pete juntos, Don Draper terá sérios problemas para enfrentar na Sterling Cooper.

Como se não bastasse, a situação na casa dos Draper também não é das melhores. Por mais impagável que fosse ouvir Don concordar com Betty apenas para evitar uma briga, parece óbvio que o casal passa por um momento turbulento. Ainda mais pela discussão ter envolvido a felicidade do casal Francine e Carlton. A forma como as crianças são tratadas também parece chocante, sendo pela negligência de Betty ou por Don ensinar a filha a preparar drinks. Mesmo as queixas de Betty em relação à cópia do desenho feita pelo filho parecem ser direcionadas a Don, tentando encurralá-lo ao condenar suas mentiras. Algo que me deixa ainda mais interessado nesse começo de temporada é o fato de praticamente não sabermos nada desses quinze meses que passaram e tentarmos descobrir analisando os momentos mais sutis das personagens.

Por outro lado, grande parte da história de Peggy foi revelada nesse episódio. Como desconfiava, seu filho continua pelo menos em seu campo de visão, sob a guarda da irmã. Se existia uma crítica a ser feita na temporada passada era o absurdo de Peggy passar nove meses sem ter a menor noção de estar grávida. Esse tratamento psicológico que ela foi submetida foi uma explicação bastante convincente e ainda garantiu que o filho fosse criado pela irmã, talvez pelo Estado ter decidido isso. Mesmo que a mãe de Peggy parecesse condizente com essa situação, acho que a própria ida a Igreja mostra o quanto a família desaprova suas atitudes. Mas depois de um ano, os conflitos já estão mais dispersos. Peggy quer mesmo é aproveitar a vida, principalmente agora com sua posição na Sterling Cooper.
Só para completar, não acredito que Joan tenha sido exatamente racista ao confrontar Paul. Sim, não posso deixar de concordar que na festa e até na casa dos Draper com sua empregada, a maneira como os negros são tratados -- e até aceitam ser tratados -- demonstra que a sociedade é racista. Mas nesse caso específico, Joan parece mirar diretamente em Paul, como uma vingança por revelar sua vida pessoal. Se ela atingiu a garota foi apenas resultado, para condenar o namoro de Paul com uma negra só para parecer de vanguarda.



e.fuzii

Sexta-feira, 8 de Agosto de 2008

[Mad Men] 2x01 For Those Who Think Young

Pois é, sei que não sentiram minha falta, mas estou de volta. E nada melhor do que voltar comentando minha menina dos olhos entre as séries de televisão no ano passado: Mad Men. Talvez uma das poucas séries que ainda consiga desenvolver um roteiro intrigante e sutil, sempre respeitando a inteligência do telespectador. Foram tantas manobras de marketing, maratonas de reprises e críticas positivas (entre elas as indicações ao Emmy) que a série re-estreou em sua segunda temporada com recorde de audiência para o canal AMC, conseguindo o dobro da média da temporada passada. Mas chega de falar dos bastidores e vamos falar dos fascinantes anos 60, palco da última grande mudança da sociedade americana.

Ao som de "Let's Twist Again", grande sucesso de Chubby Checker que já chegou a embalar uma das danças de Peggy em "The Hobo Code", acompanhamos cenas com algumas mudanças nas personagens 15 meses depois de Don Draper abandonar sua família no Dia de Ação de Graças. Sim, já estamos no ano de 1962, mais precisamente no dia dos namorados, como podemos constatar com o programa de televisão mostrando uma visita à Casa Branca apresentada por Jackie Kennedy.
O título "For Those Who Think Young" refere-se ao slogan da Pepsi no começo dos anos 60 e representa tudo aquilo que Don Draper tenta renegar. Enquanto os fantasmas da idade começam a preocupá-lo, com a consulta médica e a falha durante sua relação sexual com Betty, Don continua a manter sua postura romântica em relação à comunicação com seu público -- como no seu emocionante discurso sobre o carrossel em "The Wheel" -- sem perceber que a publicidade está cada vez mais sendo tomada pela racionalidade e ironia. Don tem razão em criticar aquilo que lhe parece ser uma geração sem sensibilidade e acima de tudo respeito, como fica evidente na cena do elevador em que um grupo de jovens continua disparando barbaridades mesmo na presença de uma mulher. E esse espírito jovem, antes incorporado em Peter, agora encontra apoio de Duck, que como pudemos ver na temporada anterior -- quando sugeriu a mudança de foco da Sterling Cooper -- conta com confiança total de Roger Sterling, tornando-se um oponente muito mais ameaçador para Don Draper. No entanto, chega a causar surpresa Don aceitar o desafio de que o livro de Frank O'Hara não seria para ele. Talvez ele enxergasse pelo título uma forma de aliviar seu stress. Embora tudo leva a crer que ele esteja enviando aqueles versos para Midge, não deixa de ser misteriosa a carta de Draper no final do episódio.

E falando em mistério, é interessante também desvendar o que poderia ter acontecido entre as duas temporadas, principalmente em relação a Peggy. A única coisa que se sabe através dos outros funcionários é que ela teria ficado três meses afastada, o que não descartaria a possibilidade de continuar com seu filho. Sua promoção de cargo também adicionou uma dinâmica interessante, repreendendo as fofocas pelos corredores e querendo mostrar superioridade à nova secretária de Don Draper. E com Joan desafiando Peggy, ao colocar em sua sala a máquina de Xerox, mais um confronto parece formar-se para a temporada.

Porém, a maior mudança e que deve gerar novos desdobramentos para Don Draper é a situação de sua mulher, Betty. O que aconteceu com o casal após aquele Dia de Ação de Graça deve ser revelado aos poucos, mas até pela presença da empregada doméstica em seu lar, parece visível como Betty está mais independente. Deslumbrada pela sexualidade cada vez mais recorrente, que nesse caso a atinge por uma ex-colega estar fazendo programas, Betty toma para si grande parte das opiniões de Don enquanto conversa com sua amiga. Além disso, ela chega a desafiar os seus próprios limites quando tenta ganhar de forma provocante um desconto com o mecânico (aliás, tive receio até dele usar de violência para concretizar essa fantasia).

No escritório, a única mudança digna de nota é Salvatore, que agora aparece casado. Mas duvido que sua saída do armário termine aí. Por tudo isso, a segunda temporada de Mad Men chega ainda mais promissora do que a anterior, com Don Draper e sua resistência pelo novo estar atingindo o limite. Sei que estou atrasado nos comentários, mas espero colocar tudo em dia na próxima semana. Até lá.



e.fuzii

Domingo, 3 de Agosto de 2008

[Pushing Daisies] Novidades da 2a temporada e trailer



Depois de terminar a 1a temporada com apenas 9 episódios, devido a greve dos roteiristas, Pushing Daisies retorna nos EUA à partir de primeiro de outubro.

As principais novidades anunciadas na Comic Con são:

- Crescimento dos hilários personagens secundários na trama, Olive e Emerson
- Ned terá irmãos(meio irmãos) e eles vão aparecer.
- Nova personagem que chega e poderá ficar, uma investigadora particular.


De acordo com o Piemaker, Brian Füler anunciou os nomes dos primeiros episódios:

Ep. 2.01: Bzzzzzzzzz
Ep. 2.02: Circus Circus

Ep. 2.03: Bad Habits

Ep. 2.04: Frescorts
Ep. 2.05: Dim Sum Lose Some
Ep. 2.06: Oh Oh Oh It’s Magic


Danielle M

Sábado, 26 de Julho de 2008

[Filme] Arquivo X - Eu quero acreditar

Vai em forma de desabafo, mais do qualquer coisa. Este blog cobriu, desde os rumores até as filmagens. Fizemos um especial sobre a importância de Arquivo X. Enfim, depositamos expectativas e, queríamos acreditar...


Eu quis acreditar. Mais uma vez dei uma chance aquele senhor chamado Chris Carter. Mesmo depois dele ter sacaneado a série de todas as formas possíveis, de tentar continuar sem Mulder, de fazer as execráveis 8a e 9a temporadas.

Eu quis acreditar que Fight The Future era uma incursão equivocada de XF nos cinemas, que não tinha muito mérito, mas que pelo menos, era uma tentativa.

Eu quis acreditar que a decisão de fazer um filme para fãs iria mudar toda essa imagem.

Pois é, eu acreditei. E baseado nesta crença, fé, lembranças da minha adolescência, eu fui ao cinema ver velhos conhecidos.



Não deu. Não senti nenhuma conexão com o filme, não me emocionei, existiu apenas lampejos de emoção quando vi Skinner, um breve sorriso quando vi Chris Carter sentadinho num banco, fazendo uma aparição a la Hithcock. Mas não tenho como defender um filme ruim até a medula...óssea ( me desculpem o trocadilho infame).


Saí do cinema com a convicção de que, pasmen, Fight The Future (o começo do fim de XF) era melhor. E que nem como episódio este filme serviu. Não é uma pálida sombra do que foi Arquivo X. Nos fazer rever aqueles episódios-referência foi uma forma de ver como Chris Carter perdeu a mão. E este é um caminho sem volta.

Bom, eu acreditei. Mas não me convenci.

A trama é pífia, a escalação do elenco é questionável, Amanda Peet e Xzibit estão lá para que? E a trama paralela é absurdamente desnecessária.

De repente, o problema está comigo. Todos envelhecemos, todos. Não consigo mais ver XF do mesmo modo..

**Fiquem até o final dos créditos, Chris Carter faz uma brincadeirinha. Mulder e Scully vão para a ilha de Lost :)

Danielle M

Quinta-feira, 24 de Julho de 2008

[Extra]Especial Arquivo X - última parte

Amanhã acaba a espera. Depois de seis anos de exibição do último episódio, Arquivo X "Eu Quero Acreditar" estréia no Brasil.

Já li algumas críticas e as pessoas dizem, invariavelmente isso: "Como filme, XF é um excelente episódio". Ora, se for isso mesmo, perfeito. Já tinha comentado aqui sobre Chris Carter ter feito a opção clara e velada de fazer um filme para os fãs de XF. Então seremos agradados, coisa que o primeiro não conseguiu.

Para terminar este especial, deixo as impressões de uma comentarista muito bacana aqui do Ces, Celia.


Arquivo X foi, durante muito tempo, meu hobby, meu vício, minha mania, minha ‘esquisitice’.

Conheci e comecei a acompanhar a série quando ela já estava na quarta temporada e tive de correr atrás do prejuízo para me atualizar e assistir às temporadas anteriores. Um amigo meu me emprestou todas as fitas (é, vhs!) em que ele gravava semanalmente (tinha morado nos EUA) os episódios (era uma caixa enorme!) e eu virei madrugadas destrinchando aquilo tudo.

Li os episódios que eram publicados em pocket book, descobri pessoas que já eram fãs para trocar idéias, e assim foi até o fim da série.

Do alto da minha arrogância, eu não imaginava que pudesse haver algo tão bom na TV americana. Não havia esse culto às séries como hoje. Depois de conhecer Arquivo X, minha postura mudou. Mas acho que as séries em si mudaram. Costumo dizer que Arquivo X e Seinfeld (que eu acho genial) são os pais de todos (tenho que mencionar Friends apesar de não ter curtido tanto). Todas as sitcoms de sucesso nos anos posteriores pegaram carona em Seinfeld; foram estimuladas pelo sucesso dele; foram viabilizadas pelas portas que foram abertas. Com Arquivo X, mais ainda. Toda essa horda de agentes do FBI que povoam a televisão são cria de Mulder e Scully. Todas as séries de investigação, ação, mistério, suspense, terror, envolvendo criminosos, paranormais, psicopatas, alienígenas, conspirações brotaram da semente que Chris Carter plantou. Até essa onda de shippers que hoje tanto me irrita!

Como tenho Arquivo X num lugar de muito especial da minha memória afetiva, é difícil eu dizer porque gostava tanto. Minha vontade é dizer que gostava tanto porque era muito boa!

A trama era absolutamente inovadora. As primeiras cinco ou seis temporadas levaram com maestria o desenvolvimento da conspiração. Os atores formavam um par que era quase uma metáfora do yin-yang. Muito bem pensado um par tão antagônico que conseguia ter tanto respeito pelo outro. Acho que o amor entre Mulder e Scully (sim, eles se amavam e muito, independentemente da tensão sexual que pairava no ar – amor de amigo, antes de qualquer coisa) foi sempre tratado em alto nível pelos produtores. Hoje, os pares românticos são, quando muito, ordinários.

Os personagens recorrentes eram ótimos também. Me digam se alguma série conseguiu criar co-adjuvantes à altura dos Lone Gunmen (que também deram cria e inspiraram todos os nerds esquisitos e geniais que apareceram). Os vilões também estariam entre qualquer top ten, se não fosse pelo fato de que a geração que maciçamente hoje assiste e comenta séries não assistiu Arquivo X, mal sabe do que se trata! Isso é uma grande pena. Não dá pra avaliar de verdade a dimensão da conspiração Dharma/Hanso/Widmore (Lost) etc sem parâmetro anterior. Como eu posso me encantar com a relação Elliot Stabler/Olívia Benson se não conheci Mulder e Scully (L&O – SVU)? Spencer Reid (CM) deve ser sobrinho de um dos Lone Gunmen!

Sei que já escrevi mais do que deveria a esse respeito mas me empolguei. O Resumo da Ópera, para mim, é: Arquivo X é questão de cultura geral pra quem diz que gosta de séries de tv. ‘Disciplina obrigatória’ na formação do espectador!

Pra ser um pouco mais objetiva, indo pela memória e sem re-assitir a nada, alguns dos momentos Arquivo X que se destacaram para mim.

O episódio ‘Paper Hearts’ (4x08) me valeu mais do que muitas sessões de terapia. Mexeu muito comigo ver Mulder descobrir em seus sonhos o desfecho de um crime que ele não havia conseguido esclarecer totalmente. Na verdade, ele já tinha as informações necessárias mas não se dava conta (pela sua dificuldade diante da questão da abdução da sua irmã). Então, aos poucos, seu inconsciente começou a lhe guiar mostrando a ele tudo o que ele já tinha e não percebia. No sonho ele percorre os caminhos da verdade. É Scully que o relembra de uma frase dele mesmo: ‘Um sonho é a resposta para uma pergunta que ainda não sabemos formular’. A verdade estava dentre dele e não ‘lá fora’.


O episódio ‘Tithonus’ (6x09) contou a história de Alfred Fellig, um fotógrafo de 150 anos de idade que, por ter enganado a morte uma vez, foi esquecido por ela. Ela veio busca-lo uma vez e ele a enganou. Ela não voltou. Ele busca desesperadamente olhar nos olhos da morte para que ela finalmente o leve. Ele fotografa pessoas no momento em que estão morrendo na esperança de ir no lugar delas. Acaba por conseguir morrer ao salvar a vida de Scully, pegando carona na morte que tinha vindo busca-la. Na época, fiquei muito impressionada com a escuridão do personagem. E há quem diga que Scully ficou com o estigma da imortalidade desde então.

‘Irresistible’ (2x13) e ‘Orison’ (7x07) contam a história de Donnie Pfaster, um fetichista chegado em ruivas que ficou obcecado pela Scully. O interessante desse episódio, para mim, foi vê-la tão perturbada com a situação. E também a música ‘Don’t look any further’ – a ‘música da Scully’ – que foi tão bem utilizada no episódio.

Não vou entrar em detalhes sobre a mitologia, até porque eu acabaria escrevendo mais umas seis páginas! Mas o fato é que ela foi revolucionária. Quem hoje rói as unhas com Lost...

Tudo bem que perderam a mão depois de alguns anos mas eu suportei tudo, estoicamente, até o fim! E até fiquei feliz com fim do seriado. É realmente difícil manter a organização ao contar uma história cuja narrativa leva tantos anos e que tem que lidar com imprevistos do tipo ‘ator principal debandando’.

Mas é como eu já disse, pra mim é mais ou menos assim: Arquivo X está para as séries de TV como Machado de Assis para literatura brasileira, 2001 para os filmes de ficção científica, Andrew Lloyd Weber para os musicais, ‘O bem amado’ para a telenovela brasileira.

Como posso falar que adoro ficção científica, que sou fã do gênero, se nunca assisti a 2001 ‘porque é muito antigo’ e nunca me dei a trabalho de alugar o dvd?


Celia

Segunda-feira, 21 de Julho de 2008

[Prêmio] Indicados ao Emmy 2008

Os indicados nas principais categorias são:

Série
(Drama):




"Boston Legal" ABC





"Damages" FX





"Dexter" Showtime





"House" Fox





"Lost" ABC





"Mad Men" AMC



Série (Comédia):



"Curb Your Enthusiasm" HBO





"Entourage" HBO





"The Office" NBC





"30 Rock" NBC





"Two and a Half Men" CBS



Ator
(Drama):



Gabriel Byrne, "In Treatment"





Bryan Cranston, "Breaking Bad"





Michael C. Hall, "Dexter"





Jon Hamm, "Mad Men"





Hugh Laurie, "House"





James Spader, "Boston Legal"



Ator (Comédia):



Alec Baldwin, "30 Rock"





Steve Carell, "The Office"





Lee Pace, "Pushing Daisies"





Tony Shalhoub, "Monk"





Charlie Sheen, "Two and a Half Men"



Atriz (Drama):



Glenn Close, "Damages"





Sally Field, "Brothers and Sisters"





Mariska Hargitay, "Law and Order: Special Victims Unit"




Holly Hunter, "Saving Grace"





Kyra Sedgwick, "The Closer"




Atriz (Comédia):



Christina Applegate, "Samantha Who?"





America Ferrera, "Ugly Betty"





Tina Fey, "30 Rock"





Julia Louis-Dreyfus, "New Adventures of Old Christine"





Mary-Louise Parker, "Weeds"



Ator Coadjuvante (Comédia):

Jon Cryer, "Two and a Half Men"
Kevin Dillon, "Entourage"
Neil Patrick Harris, "How I Met Your Mother"
Jeremy Piven, "Entourage"
Rainn Wilson, "The Office"

Ator Coadjuvante (Drama):

Ted Danson, "Damages"
Michael Emerson, "Lost"
Zeljko Ivanek, "Damages"
William Shatner, "Boston Legal"
John Slattery, "Mad Men"

Atriz Coadjuvante (Drama):

Candice Bergen, "Boston Legal"
Rachel Griffiths, "Brothers and Sisters"
Sandra Oh, "Grey's Anatomy"
Dianne Wiest, "In Treatment"
Chandra Wilson, "Grey's Anatomy"

Atriz Coadjuvante (Comédia):

Kristin Chenoweth, "Pushing Daisies"
Amy Poehler, "Saturday Night Live"
Jean Smart, "Samantha Who?
Holland Taylor, "Two and a Half Men"
Vanessa Williams, "Ugly Betty"

Ator Convidado (Comédia):

Shelley Berman, "Curb Your Enthusiasm"
Rip Torn, "30 Rock"
Will Arnett, "30 Rock"
Steve Buscemi, "30 Rock"
Tim Conway, "30 Rock"

Ator Convidado (Drama):

Charles Durning, "Rescue Me"
Robert Morse, "Mad Men"
Oliver Platt, "Nip-Tuck"
Stanley Tucci, "E.R."
Glynn Turman, "In Treatment"
Robin Williams, "Law and Order: Special Victims Unit

Atriz Convidada (Comédia):

Polly Bergen, "Desperate Housewives"
Edie Falco, "30 Rock"
Kathryn Joosten, "Desperate Housewives"
Carrie Fisher, "30 Rock"
Sarah Silverman, "Monk"
Elaine Stritch, "30 Rock"

Atriz Convidada (Drama):

Ellen Burstyn, "Big Love"
Diahann Carroll, "Grey's Anatomy"
Cynthia Nixon, "Law & Order: Special Victims Unit"
Anjelica Huston, "Medium"
Sharon Gless, "Nip/Tuck"

Direção (Drama):

Arlene Sanford - Boston Legal ("The Mighty Rogues")
Vince Gilligan - Breaking Bad ("Pilot")
Allen Coulter - Damages ("Pilot")
Greg Yaitanes - House ("House's Head")
Alan Taylor - Mad Men ("Smoke Gets In Your Eyes")

Direção (Comédia):

Dan Attias - Entourage ("No Cannes Do")
James Bobin - Flight of the Conchords ("Sally Returns")
Paul Lieberstein - The Office ("Money")
Paul Feig - The Office ("Goodbye, Toby")
Barry Sonnenfeld - Pushing Daisies ("Pie-Lette")
Michael Engler - 30 Rock ("Rosemary's Baby")


Roteiro (Drama):

"Six Of One" ("Battlestar Galactica")
"Pilot" ("Damages")
"Smoke Gets In Your Eyes" ("Mad Men")
"The Wheel" ("Mad Men")
"30" ("The Wire")

Roteiro (Comédia):

"Rosemary's Baby" ("30 Rock")
"Cooter" ("30 Rock")
"Yoko" ("Flight Of The Concords")
"Pie-Lette" ("Pushing Daisies")
"Dinner Party" ("The Office")

Para ver os indicados nas demais categorias, clique aqui.



Allan

Segunda-feira, 14 de Julho de 2008

[Extra] Arquivo X Especial




Falta pouco, bem pouco, dia 25 de julho está aí. Enquanto o longa não chega, mais uma parte do especial cpm pessoas legais escrevendo sobre X Files. Desculpem a demora, viagens e contratempos.
Agora Ribas, fundador do Ces, profundo conhecedor da mítica de Mulder e Scully, deixa as suas idéias para a gente. Legal que o Ribas se ateve também ao começo da internet no Brasil (doméstica, né gente) e a sua relação com o sucesso da série.

Dias atras, este comentarista, idoso e aposentado, recebeu uma mistica missão, escrever algo tentando falar a respeito da "importância de X-Files na história da cultura ocidental", pois bem, abstraindo os vários pontos de L.E.R. que insistem em se fazer presentes, não se importando com os defeitos visuais e de saúde que acompanham a idade avançada, voltei a me sentir um jovem mancebo e comecei a pensar...

Sobre o que poderia escrever, como poderia enfocar o tema?? Será que valeria nota?? Será que seria reprovado??? Escrever sobre as minhas férias seria tão mais fácil...

Dúvidas... Dúvidas... Maaaaaaaaaaas, eis que começaram a surgir idéias, pensei em falar das várias teorias de conspiração que ligam os seriados e desenhos, com necessidades reais do Mega Império Norte Americano (que o Comentarista Hélio, amante incondicional do Canadá e do México, prefere chamar de Império Estadunidense), teorias reais estas que tem como principal e mais clássico exemplo, o desenho do Marinheiro Popeye (que teria sido criado em uma época em que a agricultura dos EUA, estava com um super excesso de safra de espinafre e precisava arrumar um jeito de passar aquilo p/frente...), e não fugindo do tema, teria em X-Files, mais um exemplo paradigmático dessas armas de propaganda estadunidenses (afinal, é fato, estudado pelos "Pistoleiros Solitários", que era muito melhor, durante as descobertas "sem querer" de armas secretas, durante o período da guerra fria, criar uma nuvem de poeira UFOLOGA, e toda uma atmosfera de mistério, do que assumir a existência de tais armas, e para isso, se tornava muito interessante, estratégicamente importante até, alimentar, de todas as formas possíveis -leia-se aqui os filmes, seriados...-, o assunto)...

Estava realmente pronto p/escrever algo a respeito, porém o tempo tem corrido mais do que este pobre aposentado, então só para não passar em branco, durante este místico especial, gostaria só de contar/lembrar/citar, que séculos atras, muito antes de toda essa mania por seriados, blogs, informações, downloads, orkut, facebook e bla bla bla (da qual o CES foi um dos propulsores mundiais), alias, muito antes da internet rápida e muito antes até de uma internet discada com velocidade pelo menos batutinha, a internet brasileira (logo ocidental), dentro de um de seus primeiros provedores de conteúdo (ZAZ que depois virou Terra), mais específicamente, dentro dos grupos de salas de Chat, mais especificamente ainda, dentro do Grupo de salas, nomeado "CULT", tinhamos uma sala (a única no gênero, com tal especificidade) para bate papos sobre tchan tchan tchan tchaaaaaaaan "Arquivo X", nela, a partir das 0h00 (qdo o pulso telefonico se tornava único), dezenas de pessoas surgiam, para comentar o episódio que havia passado (pasmem) na Record hehhehe

Dava 0h01, e começava a surgir várias Scullys, Mulders, Cancerosos e um $KINNER (esse que vos fala, ops! Escreve) ficavamos normalmente até as 6h00 (quando o pulso único acabava), proseando, jogando (faziamos quizes), combinando encontros reais (poucos deram certo), combinando trocas de episódios (em VHS hehehe), analisando detalhes super hiper detalhados dos episódios e, de vez em quando, surgia algum Spoiller (que não tinha esse nome ainda), bons tempos, deu saudade agora!!

Essa lembrança, penso eu, é um forte exemplo da importância de X-Files na história da cultura ocidental, pois praticamente no início da internet comercial tupiniquim, no início das salas de bate papo (pós bbs e pós irc) tivemos uma primeira sala típica de seriados de tv, e essa sala era de "ARQUIVO X" !!!

Vida Longa e própera!! (Ops, isso é outro seriado, maaaaaaaaaaaaaaaaaaaas não confiem em ninguem e busquem a verdade lá fora, que já estará valendo!!)

Ultreya
Ribas

Quarta-feira, 9 de Julho de 2008

[9mm] 1x04 Nós é Polícia

Depois de assistir ao último episódio de 9mm: São Paulo, a pergunta que fica é: seria possível tirar suas conclusões de uma série em apenas 4 episódios? Eu acredito que sim, mas acho que neste caso não seria justo. Isso porque é bastante difícil transitar em tão pouco tempo na fina camada que separa a complexidade das personagens e as resoluções das investigações. Se no episódio anterior tivemos de engolir diversos absurdos para a história andar, dessa vez Eduardo presenciou um "milagre" para ter o caso solucionado. Depois de ganhar mais uma chance de um dos chefões do crime -- mas que obviamente deve ter fama de bonzinho -- Eduardo recebeu de mão beijada a investigação resolvida e créditos com o chefe da polícia. Mas é a partir daí que a história ficaria interessante, com o delegado tendo de dançar conforme as regras do crime organizado também. Paciência, quem sabe na próxima temporada. O confronto com o outro delegado ainda continua rendendo boas cenas, como ao fazer referência a Jack Bauer e o tempo limite de 24 horas.

No entanto, a grande sacada do episódio foi o confronto final de Luísa com Horácio, que continuava sob investigação após a morte do dono das casas de prostituição, ainda no primeiro episódio. Concluindo esse arco que ecoou por toda a temporada, Horácio termina conseguindo encobrir todas as suas pistas e ainda ameaçando a investigadora. Embora ainda não faça o menor sentido esse afilhado problemático só servir para achar a arma do investigador em sua casa, essa discussão sobre o quanto os policiais podem colocar a sua vida pessoal em perigo continua sendo interessante. O único porém é que o tempo é curto para conseguir desenvolver alguma personalidade, deixando os personagens rasos demais e beirando até caricaturas. Mesmo levando em consideração ser também um produto para exportação, essas dificuldades que os policiais passam todos os dias já são tão divulgadas atualmente que as histórias de 3P e Tavares tem pouco a acrescentar.
Além disso, é estranho como tantas lacunas fiquem em aberto entre um episódio e outro. Seja a overdose da filha de Luísa ou a separação de Eduardo da filha do deputado, falta uma linearidade para deixar a história melhor explicada. E não são apenas sutilezas do roteiro, tanto é que leva-se tempo para entender durante a boa cena do jantar que Eduardo não estava mais junto da namorada. Tudo isso me leva a concluir que embora tenham grande idéias, a produção não consegue dar um bom desenvolvimento. É de se aplaudir a iniciativa de produzir uma série com ares e temática brasileira, mas 9mm ainda precisa de alguns ajustes para sua próxima temporada, principalmente dando um enfoque maior em alguns personagens, conduzindo assim melhor a história.



e.fuzii

Sexta-feira, 4 de Julho de 2008

[CRIMINAL MINDS] CRIMINAL MINDS - vem aí um spin off??


Michael Ausiello anuncia uma provável nova série, derivada de Criminal Minds, como as derivadas de Law & Order e de CSI. Será??

Humm.... não me cheira bem. A equipe da BAU atua no país todo, apenas cuidando de crimes em série. Como ensejar uma nova série? Só se fosse para criar uma nova equipe, mas que faria o mesmo trabalho: traçar perfis de criminosos em série. Ou será que há aí uma possibilidade outra, que não estou antevendo?

O que acham?

E o que acham de séries que dão origem a novas séries? As derivadas costumam superar as originais? Não posso opinar porque não acompanho todas, mas é o que dizem.




Célia.

Sexta-feira, 27 de Junho de 2008

[FastNews] - The Tudors no Emmy Awards?

Ok, eu prometo a vocês que farei os comentários dos episódios 2x02 a 2x10 de The Tudors, numa semana inteirinha e seguidos. Mas quando eu tiver o mínimo de vida e tempo pra respirar!

Por enquanto, vai a notícia: The Tudors está nas 10 séries de drama finalistas com chances para concorrer ao Emmy. É mole?


Olha só os dois comemorando... tsc tsc


Serão 5 selecionadas entre:

• Justiça sem Limites
• Damages
• Dexter
• Friday Night Lights
• Grey’s Anatomy
• House
• Lost
• Mad Men
• The Tudors
• The Wire


Ok, acho difícil (meu palpite é Lost, House, Grey's, Dexter e Friday Night Lights), mas, e vocês? O que acham?

Henricão emplaca?

Comentem aí.


(e aguardem meus posts... eu juro que eles virão, mesmo!)


:D





(fonte: TeleSéries)

por Tatah, a desparecida without a trace