Sexta-feira, 10 de Julho de 2009

[Emmy 2009] Previsões - Atores Convidados

Os indicados ao Emmy saem no próximo dia 16 e de hoje até o anúncio, vou publicar alguns comentários e previsões para as principais categorias. Certamente não é tarefa fácil prever o que os votantes pensam ser o melhor do ano, seja pelas preferências peculiares do grupo (Boston Legal, anyone?), seja pela enorme quantidade de séries que disputam por uma vaga: 76 séries dramáticas e 52 séries cômicas. Mas vou dar meu pitaco, falando de minhas preferências e o que pode dar na semana que vem, baseando-me na repercussão de alguns atores e séries.

Começamos pelas categorias de atores convidados. Das mais difíceis de se prever porque atores convidados podem estar concorrendo a uma indicação por uma presença de 3 minutos em cena, ou por uma participação longa que dura vários episódios. Nas categorias dramáticas, sempre há espaço para os pacientes de séries médicas como House, Grey´s Anatomy, Nip/Tuck ou E.R., ou vítimas de crimes de séries como a franquia Lei e Ordem, enquanto nas categorias cômicas, 30 Rock domina completamente.


MELHOR ATOR CONVIDADO – DRAMA

Se Mad Men é a favorita de todos, Robert Morse, já indicado pelo papel de Cooper ano passado, não ficaria de fora. Mas tem no colega de série, Mark Moses, seu principal rival. Até porque Duck teve muito mais espaço e Moses aproveitou cada momento. Minha série predileta do ano, Breaking Bad, também traz alguns bons nomes, como o veteraníssimo John de Lancie ou Mark Margolis (que faz o assustador Tio, sem emitir uma palavra), mas se a série caiu nas graças dos votantes este ano, Bob Odenkirk teria sua indicação garantida, simplesmente porque Saul Goodman foi o personagem mais incrível criado para esta memorável temporada.

A categoria, no entanto, tem muito mais nomes fortes que devem marcar presença. Afinal, como ignorar um nome de peso como Jon Voight (24 Horas)? E Jimmy Smits (Dexter) que coleciona 11 indicações ao Emmy? E que tal os veteranos de E.R. que voltaram para encerrar 15 anos de série? A concorrência é tanta, que nem haverá espaço para o merecido vencedor do ano passado, Glynn Turman. Que, convenhamos, desta vez não merece mesmo.
Meu voto:
Mark Moses, por Mad Men (1)
Richard Hatch, por Battlestar Galactica (2)
Bob Odenkirk, por Breaking Bad (4)
Scott Porter, por Friday Night Lights (3)
Jon Voight, por 24 Horas (5)

Vai dar:
Jon Voight, por 24 Horas (5)
Jimmy Smits, por Dexter (8)
Ernest Borgnine, por ER (6)
Michael J. Fox, por Rescue Me (7)
Mark Moses, por Mad Men (1)

Outras possibilidades: Ted Danson (Damages), Robert Morse (Mad Men), George Clooney, (ER).


MELHOR ATRIZ CONVIDADA – DRAMA

Sem a menor idéia do que pode acontecer nessa categoria, tenho poucas favoritas, como Lucy Lawless (que apesar da ausência na parte final de Battlestar Galactica, tenta vaga com episódio do ano passado, Revelations), Krysten Ritter (Breaking Bad) e, claro, Anne Dudek, tão boa que a equipe de House ainda arranja formas de trazê-la pra série, provavelmente lamentando a infeliz decisão de não colocá-la no time do bom doutor.

Meus palpites aqui são meros chutes que devem abranger uma longa lista de atrizes que tentam indicações por papéis em Lei e Ordem SVU, grandes mulheres do cinema de todas as idades (Tippi Hedren, Susan Sarandon, Sigourney Weaver, Christina Ricci), vencedoras e indicadas de edições anteriores (Melissa George, Drea de Matteo, Sharon Gless, CCH Pounder)... Bem complicado.
Meu voto:
Lucy Lawless, por Battlestar Galactica (1)
Krysten Ritter, por Breaking Bad (2)
Anne Dudek, por House (3)
Kate Vernon, por Battlestar Galactica (4)
Drea de Matteo, por Sons of Anarchy (5)

Vai dar:
Melinda McGraw, por Mad Men (6)
Brenda Blethyn, por Lei e Ordem SVU (7)
Ellen Burstyn, por Lei e Ordem SVU (8)
Julianna Margulies, por ER (9)
Anna Dudek, por House (3)

Outras possibilidades: Susan Sarandon (ER), Mary McDonnel (Grey´s Anatomy), Melissa George (Grey´s Anatomy), Lizzy Caplan (True Blood), Drea de Matteo (Sons of Anarchy)


MELHOR ATOR CONVIDADO – COMÉDIA

É óbvio que 30 Rock terá uns três indicados em cada categoria, no mínimo. O problema é saber quais deles estarão concorrendo. Alan Alda e Steve Martin certamente são os nomes mais fortes, mesmo não sendo os mais engraçados (e como fã absoluto de Alda, até me dói dizer isto). Há ainda Jon Hamm, Peter Dinklage e Roger Bart, que acabam ofuscando os merecedores que já estão lá desde o início da série: Dean Winters, como Dennis e, claro, Chris Parnell como o Dr. Spaceman.

Já nas outras séries concorrentes, há nomes de peso como Chevy Chase (Chuck), Albert Brooks (Weeds), Seinfeld (Head Case) e Will Ferrell (Eastbound & Down). Sem esquecer também da super elogiada participação de Justin Timberlake em Saturday Night Live ou as dezenas de grandes nomes que fizeram participação em Entourage.
Meu voto:
Jon Hamm, por 30 Rock (1)
Callum Keith Rennie, por Californication (2)
Dean Winters, por 30 Rock (4)
Alan Alda, por 30 Rock (5)
Will Ferrell, por Eastbound and Down (3)

Vai dar:
Alan Alda, por 30 Rock (5)
Jon Hamm, por 30 Rock (1)
Steve Martin, por 30 Rock (7)
Justin Timberlake, por Saturday Nigh Live (6)
Albert Brooks, por Weeds (8)

Outras possibilidades: Roger Bart (30 Rock), Glynn Turman (Scrubs), Will Arnett (30 Rock) e Callum Keith Rennie (Californication).


MELHOR ATRIZ CONVIDADA – COMÉDIA

Com tantas concorrentes por 30 Rock, justamente a protagonista e toda-poderosa da série acaba sendo a favorita da categoria. Afinal, Tina Fey encarnando Sarah Palin foi uma das coisas mais comentadas do ano. Uma pena, porque acaba tirando as chances de Amy Ryan, que brilhou em The Office como nenhuma outra atriz este ano.

As participações em 30 Rock são tantas que é difícil saber quem ficará de fora, não tendo uma ou duas grandes favoritas como na categoria masculina. Acredito que Elaine Stritch continuará com sua vaga garantida (esta temporada teve até momentos dramáticos) e me parece que a longa e lamentável atuação de Salma Hayek tomará a vaga de pequenas e hilárias participações, como a de Patti Lupone, por exemplo. E qual das mulheres super populares ficará com uma vaga: Oprah ou Aniston?
Meu voto:
Amy Ryan, por The Office (1)
Tina Fey, por Saturday Night Live (2)
Elaine Stritch, por 30 Rock (3)
Christine Baranski, por The Big Bang Theory (4)
Patti Lupone, por 30 Rock (5)

Vai dar:
Tina Fey, por Saturday Night Live (2)
Amy Ryan, por The Office (1)
Elaine Stritch, por 30 Rock (3)
Salma Hayek, por 30 Rock (6)
Oprah Winfrey, por 30 Rock (7)

Outras possibilidades: Jennifer Aniston (30 Rock), Kathryn Joosten (Desperate Housewives), Megan Mullaly (30 Rock)

Ainda nesse final de semana, teremos as previsões para as categorias de atores coadjuvantes aqui no CeS. Até lá.

Hélio.

Domingo, 28 de Junho de 2009

Extra - Para ver Michael Jackson

Não há uma alma do planeta, que tenha Tv ou internet, que não saiba que Michael morreu. Muito menos da sua importância para a cultura pop.

A sua morte leva um pouco da minha infância, quando meu irmão e eu dançávamos Bad na sala da nossa casa. Quando a gente colocava meia branca para fazer aquele maldito moonwalker.

Para (re)ver Michael é fácil, o youtube tem todos os seus clipes. Revolucionários muita vezes. Não me canso de ver Beat It, Bad, Thriller e Billie Jean.

Mas Michael também está fora da área da música e clipes.

Lembro de ter visto na Globo a história da sua família, The Jacksons: An American Dream (1992) , traduzido como Os Jacksons (hehe), onde ele e os irmãos viviam ensaiando e levando surra do papis. Minha mãe chorava com estas cenas e comentava: "Tadinho, por isso ele é esquisito assim". É isso aí, Freud em cápsulas até para donas de casa. Ahh, também tem a sua paixão (e um fora daqueles) por Diana Ross, sua musa mentora.



Outra série, homônima, mas com os próprios irmãos, passou nos anos de 76 e 77. Estavam lá o povo todo: Jackie, Michael, Tito, Marlon, Randy, La Toya, Rebbie, Janet e Jermaine. De acordo com o Wikipedia, a CBS pretende relançá-la em DVD.

Há também um filme doido do começo ao fim, o SBT já exibiu milhares de vezes e, claro, na sexta feira ele deu mais um repeteco. Trata-se de Moonwalker (1988). Olha, é bizarro, adjetivo que sempre vai acompanhar o Michael, vamos combinar. Conta com a presença de Sean Lennon e um monte de personagens de desenho animado.Também tem Joe Pesci, a coisa toda é estranha, com clipes e extra terrestres, mas vejam porque tem a sequência mais filha da p*** em termos (hahahah) de dança, falem o que quiser, mas eu fico impressionada com Smooth Criminal, caramba, não há efeito na coreografia, que fique claro, é Michael em estado puro fazendo o que sabe.






Uma das partes mais engraçadas é a criançada recriando o clipe Bad.


Tem uma informação recentemente dada pelo Ligado em Série, o desenho animado Jackson 5ive, exibido na mesma CBS, com ficção e também notícias sobre a banda. Bem colorido e "maluquete".

Fotos: Reprodução.

O cantor também atuou em The Wiz (1978) com Diana Ross, ele era o espantalho. Sim, recriação de O Mágico de Oz, só com elenco negro. Passou diversas vezes na Sessão da Tarde.



Bom, é isso. Michael é fenômeno de mass media, com ele vai o fim de uma era. Excêntrico, porém era realmente o "rei do pop", numa época que junto com Madonna, ídolos pops tinham mais "sustância" e conteúdo que os de agora. Antes fazer sucesso não era apenas jogada de marketing.

RIP!

Danielle M

Quinta-feira, 25 de Junho de 2009

Fast News - Dexter falando em português...de Portugal :P

A Fox lançou uma promo onde Dexter e Debra, Michael C Hall e Jennifer Carpenter , respectivamente, tentam a todo custo dizer poucas palavras em português. Levaram uma surra. Acho que a Debra se saiu melhor.

Uma gracinha!



Dica da Kelli, da comunidade Dexter, via Twitter.

Danielle M

Domingo, 21 de Junho de 2009

[Skins] Terceira Temporada

Nesse período de férias da temporada regular, nada melhor do que colocar em dia aquelas séries que ficaram pelo caminho. Por isso, teremos alguns textos especiais no decorrer desses meses falando de algumas séries que não foram assunto por aqui. Como esse ano desisti de várias delas, algumas acabei voltando e pretendo analisar a temporada como um todo, destacando principalmente seu desenvolvimento durante o ano. A primeira delas será Skins, que mantendo apenas Effy e sua família (com exceção de Tony, claro) estreou cercada de dúvidas em relação ao elenco, mas que no decorrer dos episódios mostrou muito mais falhas na sua estrutura. Mas vamos devagar para situar essa história.
Pra quem nunca viu a série, deveria aproveitar e ver as duas primeiras temporadas, que de forma muito honesta consegue falar da adolescência de igual para igual, apresentando os fatos e lidando com eles, num processo de auto-conhecimento junto dos personagens. Não cabem lições de moral em Skins, o que o personagem deveria ou não fazer, até porque os pais são reflexos dos próprios adolescentes, perdidos ao lidar com seus filhos. Nesse caminho, a série sempre utilizou-se das mais absurdas situações cômicas para mostrar esse descobrimento de um novo mundo, mas que quando situava as personagens, mostrava um aspecto dramático todo especial, verdadeiro e fácil de se conectar. O principal apelo era que você reconhecia grande parte de suas aflições naqueles personagens, torcia por eles como se fossem seus próprios amigos. É por isso que Tony, Sid, Cassie, Jal, Chris e toda a turma deixaram saudades. Certo, menos o Anwar.

Mas esses adolescentes cresceram e a solução (nada original, por sinal) foi reformular o elenco, e fazer novas apostas. Quando fiquei sabendo que a série "regrediria", a primeira coisa que me perguntei era se valeria a pena seguir toda uma nova jornada, ou seja, redescobrir a adolescência através dos mesmos "olhos" dessa produção. Por outro lado, ter os dois principais roteiristas ainda envolvidos era o único alívio e motivação para encarar esses novos personagens. Para agradar esses antigos espectadores, quem foi elevada à condição de protagonista foi Effy, aquela que na minha opinião era a única consciente em meio aos adolescentes das temporadas anteriores. E esse talvez tenha sido o mais grave erro.
A nova turma só viria a se conhecer no primeiro episódio, no começo do ano letivo. Além de forçarem a forma como eles viraram amigos do dia para a noite -- principalmente com todos se reunindo no aniversário de Cook já no episódio seguinte --, à primeira vista muitos deles tinham semelhanças até com os veteranos. Mas numa série que se presta a ter no máximo dez episódios por ano, esse é um problema à medida que fica difícil de considerar isso além de uma simples cópia. Mesmo Freddie, JJ e Cook, que juntos se auto-denominam "os três mosqueteiros" não tinham nada além dessa amizade fraternal para oferecer. Talvez o ideal fosse que a turma já se conhecesse e tivessem aqueles esqueletos escondidos no armário, para explorar no decorrer dos episódios. Assim, com tantos personagens para serem apresentados, a história demorou pra ser desenvolvida e ir além de piadas que envolvessem fratulência ou vômito. Como protagonista da temporada, Effy era o centro das atenções desde o primeiro encontro com esses três garotos, e logo despertou a paixão de Freddie e Cook, o bonzinho que declara seu amor e o bad boy que só quer saber de confusão respectivamente. Mas o maior problema foi arrastar todo esse triângulo do primeiro ao último episódio, como se fosse o tema principal da temporada, naquela velha história de cair num cliché. Pior do que isso é ver a própria Effy sendo transformada numa versão de poucas palavras de Blair Waldorf de Gossip Girl, tanto nos temas como na repressão de seus sentimentos, nos jogos para disputar seu amor e a certeza de que todos lhe amam. Acho triste pra uma série que virou referência até para a própria GG -- ou alguém esqueceu dos cartazes escandolosos para promover a segunda temporada? -- ser reduzida a tão pouco. Acho triste que uma personagem tome atitudes tão rasas quando antes servia de consciência dentro da própria série e teve até sua primeira fala na forma de um enigma. Só faltava mesmo que ela fosse traída por sua melhor amiga, o que inevitavelmente acabou acontecendo.
Talvez o que sirva de alívio é que o elenco continue sendo um dos destaques, adicionando uma certa dose de complexidade e permitindo ainda simpatizar com grande parte dos problemas vividos por esses adolescentes. Um dos destaques pra mim foi o desempenho de Cook ao longo dos últimos episódios, principalmente no encontro com seu pai. Ele mostrava tanto descontrole, que aquela determinação parecia nem condizer com sua personalidade, mas Jack O'Connell conseguia mostrar com poucos gestos a sua insegurança interior e driblar todos os obstáculos clichés de sua história. Já as gêmeas Katie e Emily eram as personagens que pareciam mais promissoras, mas acabaram decepcionando: seja pela caricatura que transformou-se Katie ou mesmo o romance lésbico envolvendo Emily e Naomi que nunca saia do lugar. É uma pena ver que o desfecho da temporada acabou sendo tão frustrante, concluindo grande parte das tramas e não deixando nada para ser resolvido mais pra frente. Como se fosse uma lição de moral em que todos fizeram as escolhas certas, exatamente o contrário do que um dia já foi Skins. Uma pena para uma produção que continua notável, sempre em locações externas interessantes, e com uma trilha sonora ainda imbatível. Afinal, em que outro programa você ouviria Gang Gang Dance, Lacrosse, Bon Iver e Joy Division numa mesma hora?

Ao que tudo indica, apesar da péssima recepção do público e a queda da audiência, Skins deve voltar no começo de 2010. Mas não esperem por um texto desses no ano que vem, porque nem mesmo minha curiosidade por séries adolescentes me fará perder tempo e destruir o pouco que ainda me resta das lembranças de Effy.

e.fuzii

Domingo, 14 de Junho de 2009

[IN TREATMENT] Week 7

A sétima e última semana da segunda temporada de In Treatment foi uma semana de altos e baixos. Com cada um dos pacientes tendo a sua última sessão, a série tenta, e na maioria dos casos consegue, criar uma sensação de completude, fechamento, ao final de cada episódio. Nenhum dos pacientes está curado, mas a sensação ao final da semana é que não há mais a necessidade de acompanhar estas histórias: todas chegaram a um ponto em que, apesar de ainda haver progressos a serem feitos, não há mais nada de interessante do ponto de vista narrativo para ser contado.

Mia

Esta sessão foi uma grande decepção. O início com a conversa sobre o pai de Mia seguiu a direção trilhada pelas sessões anteriores, mas assim que Mia muda de assunto e inicia as provocações o episódio perde o rumo e não se recupera. As provocações soaram artificiais e não encaixaram nem um pouco bem na sessão, enquanto as conclusões de Paul não passavam do óbvio e, como se isso não fosse ruim o bastante, a influência do pai de Mia na vida da filha é exagerada e passa a ser até o motivo da escolha do trabalho da filha. Supor que um pai teve uma grande influência em boa parte das decisões da filha é crível, porém extender esta influência a praticamente todas as grandes decisões abala a credibilidade da hipótese.

April

Esta sessão também decepcionou, desta vez por não apresentar um encerramento. A impressão que fica é que tudo apenas andou em círculos, não houve nenhuma evolução. Os problemas de April com a família continuam e ela ainda se recusa a enfrentá-los e, para piorar a situação, ela parece não saber que rumo dar a sua vida com a notícia de que o tratamento está fazendo efeito. Mas, por mais decepcionante que seja, tenho que admitir que este foi um final adequado. Muitas das sessões de April pareceram se mover em círculos e nenhum grande progresso foi feito até aqui. Esta última sessão não foi nada mais que uma afirmação do padrão.

Com um desfecho como este, seria natural que sentisse que Paul falhou com April. Porém, não é o que aconteceu. A chance de progressos já não mais existia depois que Paul levou April até a quimioterapia. Como ela própria disse, ela não pode mais ser a paciente do cara que salvou sua vida. Isto já se mostrava nas duas últimas sessões, porém foi preciso chegar até aqui para se dar conta.

Oliver

O encerramento da história de Oliver foi tão satisfatório que não consigo pensar em um final melhor. Não houve um final feliz, uma mudança nos planos, ou solução dos maiores problemas que atormentam a família, mas o fim do episódio traz a esperança de uma vida melhor para Oliver com Luke e Bess em paz um com o outro e a promessa de Paul de manter contato com o garoto.

Walter

Assim como a história de Oliver, não consigo pensar em um final melhor para Walter. A recente crise que levou a sua demissão e a morte do irmão voltam a tona e é interessante ver como Walter fala sobre esses assuntos e traz informações novas, desta vez sem resistir. Os momentos finais, desde quando Paul repete sua conclusão da sessão passada sobre os dois Walters até o "quando começamos" foram alguns dos momentos mais agradáveis desta semana e o que mais se aproximou de um final feliz.

Gina

Esta sessão teve um ar de despedida. Apesar de o futuro da série não estar definido, a interação entre Paul e Gina durante este episódio teve um ar de preparação para a despedida de ao menos um deles da série e de um fim para as sessões entre ambos.



Allan

Quinta-feira, 11 de Junho de 2009

[Terminator: The Sarah Connor Chronicles] S01E02 Gnothi Seauton



Recomeçar a vida do zero não é fácil. Ainda mais quando você fica oito anos fora. Sarah, John e a recém-chegada Cameron tem agora essa difícil tarefa. Dados como mortos após os incidentes no banco, eles tem que conseguir novas identidades, dinheiro e proteção para viver. Esse segundo episódio de Terminator: The Sarah Connor Chronicles trata justamente desse choque do recomeço, e o quanto uma pessoa perde sua identidade ao fugir por tanto tempo. Gnothi Seauton, traduzido do grego, significa "Conhece-te a ti mesmo". A vida de Sarah nunca mais foi a mesma após receber a visita do T-800 e de Kyle Reese em 1984, e desde então vive fugindo e se escondendo para proteger seu filho. Mas até que ponto uma pessoa pode mudar tanto e continuar fiel a quem realmente é?

Ao descobrir que as máquinas já estão em 2007, Sarah enterra suas esperanças de uma ter uma vida tranquila, e retoma sua paranóia constante para fugir dos robôs. Para arranjar documentos falsos, ela recorre aos serviços de Enrique Salceda. Fãs dos filmes o reconhecerão imediatamente do segundo filme. Mais uma prova que Josh Friedman (que também roteirizou esse episódio) fincou suas bases sobre a mitologia dos dois primeiros filmes.

Quando Cameron revela que há células da resistência em 2007, a série começa a explorar um conceito até então não visto nos filmes: e se houvessem membros da resistência no passado trabalhando para mudar o futuro, e não apenas combatendo exterminadores? Uma premissa bastante interessante, principalmente pelo misterioso soldado que começa a espreitar Sarah, John e Cameron. Quem será ele?



Qual o impacto de, em um momento estar em 1999, e no seguinte em 2007? Para nós, que vivemos esse período dia a dia, se olharmos para o passado e nos lembrarmos de como as coisas eram, as mudanças podem parecer não muito grandes, mas esse salto brusco no tempo mexeu com os personagens. Em algumas poucas cenas, Friedman conseguiu reproduzir bem esse desajuste inicial da família com essa nova realidade. Cansado de ficar escondido em casa, John logo dá um jeito de escapar quando Sarah está ausente e decide ir a um shopping center. Como todo jovem deslumbrado, ele fica babando em uma loja de eletrônicos, com tecnologias que
pareciam tão distantes para ele 8 anos atrás. Pobre garoto, até se impressionou com o Windows Vista. Em seguida, vai visitar a casa de Charley Dixon (Dean Winters, da polêmica série Oz), ex-namorado de sua mãe, e provavelmente o mais próximo de um pai que ele já teve. Desorientado ao ver que Charley seguiu com sua vida nesse tempo e se casou com outra mulher (interpretada pela Sonya Walger, a Penelope Widmore de Lost), John foge dele, por mais que Charley tentasse uma aproximação, mostrando que não havia esquecido nem dele nem de Sarah durante todos esses anos.

Infelizmente para Sarah, esse deslumbramento com o novo mundo durou pouco, sendo substituído rapidamente pelo medo. Medo ao descobrir que está em um mundo sob a sombra do terrorismo, mostrado na ótima (e bem sacada) cena onde ela fica estarrecida ao ver pela primeira vez as imagens dos ataques do 11 de setembro, e sua narração posterior falando que, se tivesse presenciado esse fato naquela época, pensaria que era o começo do julgamento final.

Mas o golpe mais duro que ela recebe sem dúvida foi dado por Cameron, quando esta lhe fala que, do futuro de onde veio, Sarah morreria de câncer. Receber uma notícia dessa faz até uma mulher guerreira como Sarah estremecer. Em uma interpretação potente da Lena Headey, ela tenta ao máximo não demonstrar esse abalo sofrido para as pessoas ao seu redor, e guardar para si toda a dor que está sentindo.

Esse episódio também marca a primeira aparição de uma das personagens mais estranhas da série, Chola, a latina que não fala uma palavra. Uma personagem com importância quase nula, mas que voltará a aparecer em alguns episódios, sempre com seu comportamento misterioso. Começa também a jornada de Cromartie para achar novamente John Connor. O robô, que teve a cabeça transportada no tempo, consegue achar e reassumir o controle de seu corpo, abandonado nos destroços do banco do episódio passado.

Com muitas referência ao Mágico de Oz (o apelido dado a Cameron de "Homem de Lata" e o sobrenome falso Baum usado por John e Sarah em suas novas identidades), Gnothi Seauton complementa muito bem o primeiro episódio, resolvendo pendências que poderiam ser encaradas como furos de roteiro, e norteando as várias tramas da série que virão a seguir. Sarah, repleta de dúvidas e medos, começa sozinha sua batalha contra um possível câncer que poderá aparecer. Connor, Reese, Baum. Não importa sob qual sobrenome, sua essência nunca será perdida: a de uma grande guerreira. Gnothi Seauton.


Rafael S

Quinta-feira, 4 de Junho de 2009

[IN TREATMENT] Week Six

Mia

Esta foi uma sessão de “transição”, partindo dos temas tratados anteriormente, o desejo de engravidar, a busca por um parceiro, para o maior problema de Mia, a relação com seu pai. Ao inicio nos é revelado que Mia não está mais grávida, um aborto espontâneo, segundo ela, mais adiante, porém, a verdade nos é dita: Mia nunca esteve grávida. A gravidez não existir não me agradou muito. Com este desfecho, me parece que a suposta gravidez não teve nenhum grande propósito a não ser causar choque, afinal não houve nenhum progresso que Paul não poderia ter obtido por outro meio. No máximo a falsa gravidez evidenciou a dor de Mia.

O restante foi sobre a relação de Mia com seus pais e, mais uma vez, tivemos um paralelo com Paul. As memórias de Mia de sua infância, a exemplo das do psicólogo, não correspondem aos fatos. Assistir Paul levando a advogada a confrontar suas memórias de infância e a explicando como editamos nossas memórias e passamos a acreditar na versão alterada, uma lição aprendida com Gina, foi um dos melhores momentos dessa sessão.

April

O comportamento de April no início da sessão nos deixa imaginando o que aconteceu entre ela e Paul nesta semana. A explicação vem naturalmente, sem exposição desnecessária: Paul contou a mãe da garota que ela estava com câncer. Com isso, Paul fez o necessário para reparar os danos que a sua quebra de protocolo causou, voltando a ter uma relação terapeuta paciente com April, ao mesmo tempo que fez algo que há muito se mostrava necessário, inteirar a mãe da saúde da filha.

No mais, a conversa sobre a infância de April que se seguiu trouxe algumas informações essenciais para entender o relacionamento com sua mãe . O tema desta sessão foi, também, um interessante paralelo com a sessão de Mia, que também teve a relação com a mãe como tema.

Oliver

Ao fim desta sessão, senti que não houve progresso na relação de Luke e Bess com Oliver. Ambos continuam tão cegos quanto às necessidades do filho quanto estavam no início. As conversas que Bess e Luke tiveram a sós com Paul não tiveram o resultado esperado e só agravaram a situação. Ambos estão, agora, mais preocupados com sua liberdade, de modo que o bem estar do filho, mesmo levando em conta as dificuldades que Oliver está passando com a separação e seus problemas na escola, é relegado a segundo plano.

Apesar de eu ser resistente a quebras de protocolo por parte de Paul, dessa vez não condeno sua atitude. A reação pode ter sido exagerada devido a ligação que Paul criou com Oliver, mas cegueira dos pais em relação à situação do filho e tal que é praticamente impossível não reagir energicamente a uma decisão unilateral como essa.

O final do episódio, com Oliver e Paul conversando no parque, principalmente o momento em que o garoto pergunta a Paul se pode morar com ele, foi tocante. Ao que tudo indica, Oliver não terá um final feliz.

Walter

Esta semana acompanhamos a luta de Walter para manter suas defesas e resistir as investidas de Paul ao mesmo tempo que tenta manter sua sanidade frente as conseqüências da crise pela qual foi responsabilizado. Ele está esgotado, sem forças para enfrentar mais uma batalha, o que nos leva ao melhor momento desta semana: Walter deixando transparecer toda a dor que enfrenta quando se dá conta que é impossível seguir no caminho que trilhou para si após a morte de seu irmão. O Walter “Superhomem”, aquele que toma para si a responsabilidade das crises em que está envolvido e carrega o fardo sozinho, mesmo que nao seja ele o único responsável pela situação, desistiu de lutar. Agora é a hora do velho Walter, aquele que se escondeu após a morte do irmão, dar um passo a frente e tomar conta da situação. Acho uma pena que tenhamos somente mais uma sessão com Walter. Gostaria de ao menos mais duas para acompanharmos as mudanças e suas conseqüências.

Gina

O encontro com Gina teria sido perfeito não fosse a explosão dela na metade do episódio. A atuação não foi convincente, assim como o momento em que a explosão ocorreu não pareceu adequado e, como resultado, tivemos uma cena nem um pouco convincente que quebrou o clima e o ritmo que a sessão vinha construindo. Fora isso, este episódio foi exatamente o que a série precisava: uma conversa entre Gina e Paul sobre os pacientes e o rumo de seus tratamentos.

Uma decisão sobre a oferta do pai de Alex ficou, convenientemente, para a semana que vem. Ainda não acredito que Paul aceitará entregar a carta, mas com só uma semana para dar um desfecho a ação, não duvido que os roteiristas sigam por esse caminho. Porém, espero, sinceramente, que não façam isso. Aceitar entregar a carta seria uma decisão idiota sem nenhum tipo de garantia e nem as previsões do advogodo pessimista do Paul justificariam tal atitude.



Allan

FAST NEWS - Morre David Carradine

Foto: Reprodução People Magazine


O ator David Carradine, da famosa série Kung Fu e de filmes como Kill Bill, foi encontrado morto num quarto de hotel. A produção de seu novo filme que o encontrou.

Ele tinha 72 anos, casou-se cinco vezes. Ele é irmão de outro famoso ator, Keith Carradine, o agente Lundy de Dexter.

Danielle M

Terça-feira, 2 de Junho de 2009

[EXTRA] Sundance 09 - Adam


(post sem acentuacao, sorry!)

Post atrasado? Quase nada. Mas soh hoje notei que nunca comentei sobre o meu filme favorito do Sundance esse ano: Adam! Esse filme alias foi comprado durante o festival pela Fox Searchlight e vai sair nas telas de cinema americanas esse verao.

Para ser sincera jah fazem alguns meses que vi esse filme, entao os meus comentarios nao serao os melhores jah que a lembranca do filme nao estah tao fresca na minha cabeca. Mas como eu gostei muito do filme, queria deixar minha opiniao e sugestao por aqui para que voces possam conferir quando estreiar no Brasil.

Adam eh interpretado por Hugh Dancy (o Luke no Confessions of a Shopaholic) e ele comeca o filme enterrando seu pai. Os dois moravam juntos, e quando vemos Adam voltando para casa comecamos a ver que tem algo estranho com ele, mas ainda nao sabemos exatamente o que.

Logo apos o pai de Adam morrer, Beth, a personagem interpretada por Rose Byrne se muda para o mesmo predio dele, e os dois comecam uma amizade complicada. Acontece que Adam tem Asperger, uma especia de Autismo, e segundo a wikipedia que consultei para poder explicar melhor, o Asperger diferencia-se "do autismo clássico por não comportar nenhum atraso ou retardo global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem do indivíduo. (...) Alguns sintomas desta síndrome são: dificuldade de interação social, falta de empatia, interpretação muito literal da linguagem, dificuldade com mudanças, perseveração em comportamentos estereotipados."

Logo no comeco de sua amizade, Beth convida Adam para sair com um grupo de amigos e ele aceita. Mas na hora que ela bate na porta atras dele, ele se acovarda e nao vai. Mas com o sentimento de culpa, monta um "planetario" na casa dele, e quando Beth chega da festa, ele a arrasta para a sua casa e ela realmente fica impressionada, e um interessada no Adam.

Mas o filme continua e cheio de situacoes embaracosas onde o Adam, por ter dificuldade em entender as pessoas, se mete. Ele explica para a Beth sobre o Asperger, e mais adiante no filme eles comecam um relacionamento - ainda mais complciado que a amizade que eles possuiam. Mesmo assim, as coisas vao bem. Ateh Adam perder seu emprego (que ele conseguiu via seu pai) e comecar a se desesperar por nao saber o que fazer para conseguir outro. Entrevistas nao sao o seu forte. Mas a Beth o ajuda por esse processo dificil, enquanto ela mesma passa por uma barra: seu pai (o Peter Gallagher do OC) estah sendo processado e pode acabar indo para a cadeia (nao me lembro o porque... ). E tudo isso somado acaba fazendo que os dois briguem e se separem.

A essa altura o filme jah estah quase no fim, e Adam consegue um emprego, na California (a historia se passa em Nova Iorque se nao me emgano... Costa Leste for sure). Mas ele nao quer ir sem a Beth, e vai atras dela na casa dos pais e pede para ela ir com ele. O pai dela estah lah e os tres brigam, mas Beth decide ir com o Adam (eh uma cena emocionante e eu nao fiz jus a ela). Ela volta com ele para o apartamento, mas mesmo assim as coisas nao estao 100% entre eles. No ultimo minuto, ela decide nao ir com ele. :(

O filme termina anos depois, com Beth recebendo um pacote pelo correio, um livro escrito por Adam, onde ele conta sobre as aventuras de uns animais (eu esqueci qual!!) que vivem no Central Park (uma historia que ele e Beth discutem no comeco do filme).

E um filme fofo, pelo qual eu nao tinha grande expectativas, mas sai do cinema satisfeita de o ter visto. Fiquem de olho e depois me escrevam nos comentarios as suas opinioes a respeito!

Mais info sobre Aspeger: http://pt.wikipedia.org/wiki/S%C3%ADndrome_de_Asperger
Site do filme: http://www.foxsearchlight.com/adam/ (a foto do post veio de lah)
Assistam o trailer!

Anita

Domingo, 31 de Maio de 2009

Supernatural - 4.22 Lucifer Rising (Season Finale)


Esta foi a temporada mística de Supernatural. E também marcou a despedida do grande Kim Manners, diretor de muitos episódios da série e também de Arquivo X (especialmente os episódios sobrenaturais :P ). Ele morreu em janeiro deste ano, perdeu a luta contra o câncer

Bom, os produtores diziam que anjos não seriam mote para SN, esta é uma série sobre demônios. Mas pensaram melhor e optaram pelo lógico. Não há problema algum em colocar alguns anjinhos por lá, afinal, onde há demônios, tem que ter anjos. E todo o arco Castiel, o anjo-gato, foi construído. Uma boa história interpretada por um ator muito legal, Misha Collins, presente em séries como Cold Case e CSI.

Voltando a Castiel, a "mitologia cristã" de SN foi bacana. Um contraponto interessante e resgatando a série de um possível desgaste ao repetido tema demons de sempre. Sam e Dean estão mais uma vez na encruzilhada. Dean retornou do inferno e tem trabalho a fazer, porque ninguém volta de lá para nada, não é mesmo? E Sam é parte deste trabalho, agora que resolveu chupar sangue e usar seus poderes para sabe se lá o que (ehehe, agora sabemos), salvar é a desculpa, mas...isso poderia não acabar bem. Se eles não tem mais o pai, tem Bob. O protetor sábio que os tira das confusões.

Agora que os meninos sabem a verdade sobre a sua família, que sua mãe era uma caçadora, filha de uma dinastia de caçadores, e seu pai apenas entrou no assunto por amor. Reviravolta das boas, assim como ver o meu velho conhecido Direto Assistente Skinner, de Arquivo X, como o avô dos meninos.

Mas vamos a season. Após conhecermos a história do homem que agora Castiel habita e perceber que não existe caminho de volta, e que anjos e demônios tem objetivos bem semelhantes. Confesso que para mim esta foi uma das season finales mais mornas de SN, talvez por conta dos episódios anteriores, num tom mais frenético e crescente. Ela tem muito mérito, mas temo se esta mitologia possa afundar a série. Uma escolha arriscada.

Os 65 selos foram abertos e Lilith é o 66, a sua morte trará Lúcifer de volta a Terra, iniciando a batalha entre Anjos e Demônios. Apenas Sam poderá matá-la. O ciclo das duas últimas temporadas se fecha. Sam faz o que deveria fazer, esta forte, implacável , caiu na conversa da Ruby e acabou por matar Lilith.

E agora? Um irmão trilhou e concluiu sua missão, talvez a gente possa compreender melhor a reserva de papai Winchester em relação à Sam. Cabe agora ao outro irmão, o da constante culpa cristã, Dean, que , assim como eu, também não aguenta mais essa lenga lenga de irmão mais velho com preocupação familiares, para matar Lúcifer. Sim! Dean é o soldado mais valoroso dos Anjos. Mesmo que, como foi claramente mostrado neste episódio, eles sequer sabiam o inferno que estavam se metendo.



A estrada até agora? Mitologia dos infernos esta :P Mas temos a garantia de que Castiel, com todos seus questionamentos e olhinhos azuis, estará na next season. Uhu! Castiel, Lúcifer, Sam, Dean, Ruby morta, padres blasfemando o Pai Nosso. E esta foi a seson finale de Supernatural.

Ano que vem tem mais. Amém!




Danielle M

**Fotos : Reprodução

Cenas e falas legais:

- Arcanjo: "Você é o nosso Russel Crowell, Dean".
- Dean para Castiel: "Não me venha com esta porcaria de destino". Vi os produtores de Lost se remexendo :P
- Dean ao saber sobre os 65 selos quebrados: "Hmm, placar interessante".
- Existe coisa mais clichê do que aquela sala verde que Dean estava? Tinha até arpa, hahaha
- Padre: Pai nosso, blá blá blá.

Sábado, 30 de Maio de 2009

[CRIMINAL MINDS] 4x25-26 "To hell... and back"




O episódio termina com um cliffhanger bem bacana para a próxima temporada. Bem bacana! Envolve aquele que foi um dos unsubs mais interessantes dessa season, Foyet (um onívoro, de quem podemos esperar tudo) e Hotch (aquele que parece ser a figura mais inabalável da equipe). O que foi aquele tiro, realmente não dá para dizer. Tudo é mera especulação. E também nem me importo tanto. O que importa é que o gancho me parece promissor por envolver duas figuras que respeito muito, numa situação de muito suspense e de uma carga emocional imensa.

As palavras de Hotch para fechar o episódio foram muito boas e destaco, em especial, a indagação que ele faz sobre os membros da equipe e “por quantas vezes eles ainda conseguirão ‘olhar para dentro do abismo’? quantas vezes até que eles não mais consigam recuperar os pedaços de si que o trabalho retira?”.


Isso é uma verdade muito dura, que exige respeito e reflexão e que, inevitavelmente, nos remete ao episódio piloto (1x01) e à citação final de Gideon (When you look long into an abyss, the abyss looks into you. – Nietzsche). Como resistir, indefinidamente, ao olhar do abismo para dentro de si??

Enfim, acho que temos motivos para crer que a quinta temporada tenha um bom começo, mas, como ele será, não me importa agora. Por hora, me basta essa ansiedade positiva, essa fé que ficou e que levarei até o 5x01, e que se sobrepõe esse fraquíssimo season finale. Fraquíssimo!

Mas, como é inevitável, falemos dele..

O episódio serviu para nos dar a certeza que a série optou por passar a fazer "pseudo-homenagens" ao que já se criou antes. Depois dos que eu já citei nos últimos episódios (“Melhor é impossível”, “Arquivo X”, ...) agora é a vez de “Hannibal”. Pois é, a audácia não tem limites.


O unsub da semana é uma figura grotesca, tetraplégico, que cria porcos e os alimenta com o corpo das vítimas. As bocarras ferozes e repulsivas em ‘close’ para imaginarmos o estrago que elas causarão, até o reconhecimento da voz para ativar telefone, computador, tudo já estava lá em 2001, no filme “Hannibal”. Até mesmo os nomes foram escolhidos para causar.... para causar não sei o que. Em mim, irritação. O fato é que a vítima de Lecter que queria vingança era Mason Verger e aqui temos Mason Turner!! Eu não consigo entender o que se quer. Mais uma vez, vergonha alheia de quem escreveu isso tudo!


Mason Verger...




... e seus porcos.



Mason Turner...



... e seus porcos.

O episódio copiou até a própria série. Fiquei me lembrando do detetive com TOC (Legacy - 2x22) que era ridicularizado por achar que pessoas de rua era vítimas de um serial killer e ninguém acreditava (“essas pessoas desaparecem mesmo, não criam raízes, bla bla bla...”). Acho que até as frases eram as mesmas!

(Eu poderia até falar dos sapatos - agora já falei! - que mais me lembraram as cenas do desperdício com as doações para as vítimas da enchente de Santa Catarina, que vimos na imprensa essa semana...)

A equipe esteve bem, dentro do que o roteiro permitia. Rossi muito bom na tortura psicológica ao unsub. Morgan, aquele que em 27.08.08 (!) eu apelidei de Rambo porque lá no 2x22 (!!) já tomava a direção de veículos em movimento, foi muito duro com a detetive que não investigou os casos. Não tem a cara dele. Garcia, às lágrimas diante do conteúdo do laptop do unsub, ótima e coerente com a personagem. JJ, well... é a JJ. Prentiss eficiente nas buscas, Reid eficiente na análise do segundo unsub. Hotch liderando como sempre. Sempre mantendo o foco da equipe.

Mas isso não basta. A série está em dívida com o público. E acho que essa pausa será providencial, ou para que eles se reposicionem, ou para que eu recarregue meus estoques de paciência e tolerância.

Vamos com fé.
Até a próxima temporada!
Célia.

Sexta-feira, 29 de Maio de 2009

[Glee] O Piloto que todos estão comentando

Numa manobra arriscada, a Fox decidiu estrear uma de suas promessas para a próxima temporada logo após a final do American Idol, ou aquele programa visto por milhões de americanos. Enfim, levando em consideração o tema, parece não haver lugar melhor. Por outro lado, cheguei a dizer que assistir esse piloto é uma daquelas no-win situation em que ou você simplesmente detesta pelo resto de sua vida ou tem de esperar longos meses pelo resto da história. Mas pode ter certeza que as campanhas pra promover a série serão maciças daqui até lá. A recepção para mim foi surpreendente, a mídia realmente abraçou a série de uma forma que não se via desde Pushing Daisies e apesar de também ter adorado, posso entender perfeitamente quem achou insuportável. Outros comentários entuásticos podem ser lidos no Blog NaTV e no teleséries.

Depois de ter o excelente piloto de Pretty/Handsome rejeitado no ano passado, Ryan Murphy decidiu voltar às origens e dedicar-se a um trabalho que lembra sua cultuada série Popular -- releve por mais contraditória que essa frase possa parecer --, no final dos anos 90. Para quem não sabe e esteve longe de todo esse buzz, Glee passa-se em um colégio e trata do ressurgimento do antigo clube de coral, comandado por um professor que se destacou num clube como esse em sua adolescência. Obviamente, durante a seleção surgem apenas os alunos mais "estranhos" e impopulares do colégio, o que claramente já estabelece semelhanças com Freaks and Geeks. Sabe-se lá quanto tempo somos reféns de séries dramáticas que envolvem um clima "sombrio", mas depois de Pushing Daisies -- que tinha uma boa premissa, mas me enjoou com o tempo -- essa é a série que traz o sorriso de volta a nossos rostos. O grande trunfo é que seus personagens não são caricatos como num musical Disney e apesar dessa embalagem "simplesmente feliz", o conteúdo e os temas abordados são muito interessantes. Temos a competição clássica entre escolas pelo título de coral, uma disputa acirrada contra "organizações" mais populares dentro da escola (que envolve até os professores), como o futebol americano e as cheerleaders, mas claro, sem esquecer, da luta de todos os dias dessas personagens em serem reconhecidas dentro do colégio. Nas próprias palavras de Finn, que transita muito bem entre o clube de canto e o futebol, todos ali são potenciais perdedores. E apesar de atingir o clímax no apoteótico ensaio final, Glee se distancia de um musical comum exatamente porque as tramas não evoluem até chegar em números, mas são introduzidas de forma natural durante os ensaios, audições e competições.

Talvez tenha até ficado admirado demais com o piloto pela primeira vez, mas depois de reassistí-lo posso garantir que as possibilidades da série são enormes e nenhum dos atores destoa nesse extenso elenco. Meu maior medo é exatamente destruírem essa premissa tão boa, caírem no cliché de criar aquelas rivalidades que estamos cansados de ver em séries adolescentes e claro, aquele casal principal que nunca sabe se vai ou volta. Apesar de Ryan Murphy não ser alguém que transpareça inteira confiança num investimento futuro, ainda acredito que ele sabe muito bem o trunfo que tem nas mãos, até pela coragem de colocar isso no ar. Só resta esperar por esses longos meses até setembro, cantando Don't Stop Believing, um daqueles fenômenos musicais inexplicáveis que vem embalando a América desde o final de Sopranos.

e.fuzii

Terça-feira, 26 de Maio de 2009

[Terminator: The Sarah Connor Chronicles] S01E01 Pilot



Quando surgiu a primeira notícia sobre uma série de televisão baseada na franquia O Exterminador do Futuro, muitos torceram o nariz. O estranhamento foi ainda maior quando foi anunciado o título da série. As crônicas de Sarah Connor? Mas Sarah Connor não havia sido dada como morta em O Exterminador do Futuro 3: A Rebelião das Máquinas? O fato é que o criador Josh Friedman havia feito uma escolha arriscada: pelas decisões de roteiro impostas pelo terceiro filme (que trouxe além da morte de Sarah, o fatídico dia do Julgamento Final), ele educadamente resolveu desconsiderá-lo e fazer da série uma sequência direta do segundo filme.

Nesse ponto cabe fazer algumas considerações: à primeira vista, essa era uma decisão ilógica. Quebrar uma franquia de tanto sucesso em duas cronologias diferentes poderia despertar a ira dos fãs e causar confusão na cabeça dos espectadores casuais, que estranhariam o fato de Sarah estar vida, a não existência da Kate Brewster, etc. Mas desconsiderar o terceiro filme foi a opção mais coerente com a proposta do Friedman. Sem entrar nos méritos da qualidade de A Rebelião das Máquinas (mas só para registrar, gosto bastante), ambientar a história em um futuro apocalíptico, com uma trama cheia de soldados e grandes batalhas épicas tem mais a cara de um blockbuster do que de uma série (e está aí O Exterminador do Futuro 4: A Salvação para comprovar isso, seguindo esta linha grandiosa). Friedman queria um show mais intimista, acreditando no potencial da Sarah como a personagem altamente complexa que é.

Então, desconsiderado o terceiro filme, estamos em 1999, dois anos* após os explosivos (literalmente) eventos que resultaram na destruição da Cyberdyne, do T-1000 e do T-800. Ainda foragida do sanatório e procurada pela acusação de matar Miles Dyson, Sarah vive fugindo junto com seu filho John (Thomas Dekker), tentando estabelecer algo próximo de uma vida normal enquanto mudam frequentemente de cidade em cidade e se escondendo sob o sobrenome Reese (em homenagem ao Derek Reese, pai de John). Mas a chegada de dois exterminadores, um para assassinar John (Cromartie) e outro para protegê-lo (Cameron), traz todo aquele inferno mais uma vez de volta a suas vidas. E para piorar, eles ainda tem que lidar com a investigação do agente do FBI James Ellison (Richard T.Jones), ainda interessado em desvendar os incidentes de dois anos antes.

Seguindo fielmente a personalidade da Sarah Connor dos filmes, Lena Headey (mais conhecida por seu papel em 300) traz uma carga dramática fortíssima ao papel. Sarah foi uma mulher obrigada a amadurecer (e endurecer) à força. Quando era apenas mais uma jovem despreocupada com a vida, ela recebeu a notícia de que seria mãe daquele que no futuro seria o líder da resistência humana contra as máquinas, e abraçou esse destino desde quando estava com John em sua barriga. Desde então, ela carrega o fardo de ser a responsável pelo futuro de humanidade, não só apenas como uma protetora, mas acima de tudo como uma mãe. Atormentada pelo constante medo da chegada de mais robôs do futuro, ela está disposta a fazer tudo pelo filho, suprimindo qualquer necessidade individual em prol dele. E logo nesse piloto ela dá uma amostra a que ponto pode chegar, ao tentar dar um tiro na própria cabeça para que Cromartie não a use como isca para encontrar John.

A maior novidade desse piloto fica por conta de Cameron, a exterminadora interpretada pela Summer Glau (da excelente série Firefly). De um modelo ainda não identificado, ela parece ser mais avançada que o clássico modelo T-800, apresentando um comportamento mais próximo do humano, sendo capaz até de se passar como uma colega de sala de John para se aproximar dele. Mas na hora de defendê-lo ela parte para a briga do velho modo bruto típico dos exterminadores, em cenas de ação muito bem feitas, principalmente para uma série. Atropelamentos, explosões de veículos, paredes destruídas são algumas das peripécias só nesse episódio.



Mas depois de tanta ação, o piloto ainda reservou uma reviravolta em seu final. Pela primeira vez, vemos uma viagem no tempo para o futuro. Para escapar da implacável perseguição de Cromartie, Cameron localiza as partes de uma máquina do tempo previamente construída no passado por um membro da resistência e viaja para o futuro com mãe e filho, especificamente para o ano de 2007. Oito anos pulados, oito anos não vividos, e agora todos eles tem que se adaptar a esse mundo diferente, onde são dados como mortos, e construir uma nova vida do zero. Mas o que não esperavam é que a cabeça de Cromartie viesse junto...

O piloto respeita e está repleto de referências aos dois primeiros filmes da franquia - a família do Miles Dyson, a clássica frase "Come with me if you wanna live", Sarah e seu passado como garçonete, o pessoal aparecendo nu depois da viagem no tempo - prova que o Friedman realmente escreveu o roteiro com conhecimento de causa. Na época de lançamento houve bastante polêmica entre os fãs, pois quando a cabeça de Cromartie é transportada no tempo, ela está puro metal, o que contradiz uma das leis de viagens no tempo na série (só viajam tecidos orgânicos), mas o próprio Friedman explicou posteriormente que isso aconteceu pois ficaria muito forte para a censura do programa mostrar uma cabeça queimando, mas que subentende-se que a pele de Cromartie ainda estava se desintegrando quando entrou no vórtex temporal.

No final das contas, um ótimo capítulo para começar a série. E como um belo toque final, nada mais justo que Sarah encerrar o episódio com um monólogo. Um pequeno relato de como ela encara toda essa responsabilidade que carrega nas costas e os desafios que vem pela frente. O momento que temos para conhecer um pouco mais dessa brava mulher, e o início das suas novas crônicas.


* Infelizmente essa é a única parte que não bate com os eventos dos outros filmes. O segundo filme se passa em 1995, e não em 1997, como a série considera.



Rafael S