terça-feira, 9 de março de 2010

[Chuck] 3x09 "Chuck vs. the Beard"

por Allan

Se alguém me dissesse que Chuck vs. the Beard seria um episódio com Morgan ocupando um papel principal e ao mesmo tempo seria um ótimo episódio, eu não acreditaria. Tornar Morgan, mesmo que por apenas um episódio, em alguém com que nos importamos a ponto de sentir pena dele por ter sido deixado de fora da vida de seu melhor amigo é um grande feito. A estrutura que os demais episódios vinham seguindo foi deixada de lado, o triângulo amoroso teve espaço mínimo e os poderes do intersect só apareceram perto do final. O episódio, ao menos até o momento em que Chuck tem um flash novamente, lembrou muito os episódios das temporadas passadas.


Chuck não consegue ter um flash há uma semana, então Casey, Sarah e Shaw seguem sozinhos para a missão enquanto Chuck permanece na Buy More. Com os três longe da loja, a Aliança decide atacar a Buy More, para isso se disfarçando de possíveis compradores da loja. Ninguém menos que Morgan é o primeiro a descobrir a real intenção dos compradores. Morgan salvando o dia não parece uma boa idéia no papel, mas funcionou bem, principalmente devido a Joshua Gomez, em uma atuação sem exageros.

Enquanto Chuck e Morgan tentavam salvar o castelo, os empregados da Buy More tentavam salvar seus empregos. A revolução na "Buy More", ao som de Jeffster, foi divertidíssima. A Buy More teve pouco até espaço nesta terceira temporada, gostei de ver o núcleo integrado a trama principal do episódio.

Com Chuck e Morgan capturados e sem o intersect, não restou a Chuck outra alternativa que não confessar que é um agente do governo americano. Neste momento tudo apontava que Morgan ficaria desapontada por Chuck ter guardado este segredo, mas sua reação foi contrária: Morgan ficou foi feliz de saber que não perdeu seu melhor amigo. Poder contar seu segredo e se abrir com alguém foi um alívio enorme para Chuck, e Zachary Levi conseguiu transmitir com precisão essa sensação, tanto que o intersect voltou a funcionar e Morgan viu uma amostra do que seu amigo é capaz. A descoberta de Morgan abre diferentes novos caminhoa para a série seguir, espero que os roteiristas os sigam. O Morgan que vimos neste episódio é um grande personagem, seria uma pena não aproveitá-lo e trazer o Morgan anterior de volta.

Chuck vs. the Beard termina com um intrigante cliffhanger: Casey recebendo uma ligação em um comunicador da Aliança. Além disso, ao termino do episódio o futuro de Ellie e Awesome na série é incerto. Com um orçamento menor nessa temporada e cada vez menos espaço para os personagens secundários, uma possível saida do casal, mesmo que temporária, não me surpreenderia.

Fotos: Reprodução.


Allan
twitter.com/allanschnorr

segunda-feira, 8 de março de 2010

[LOST] 6x06 Sundown

por e.fuzii
Aos poucos que por acaso se importaram com a falta dos comentários sobre esse episódio aqui no blog, peço sinceras desculpas. Não preciso entrar em detalhes sobre motivos pessoais, mas a principal explicação é que essa foi a primeira vez na temporada que me senti decepcionado ao final do episódio. E como já passou quase uma semana e sei que escrever/ler reclamações é muitas vezes desgastante, serei conciso dessa vez. Óbvio que essa decepção não é pelo fato de Sayid ter sido o personagem principal da semana, até porque normalmente seus episódios são repletos de momentos de ação, algo que essa temporada ainda estava devendo. E dessa vez, não foi diferente. Mas o maior problema esteve na conclusão desse arco envolvendo o misterioso Templo dos Outros, mantido em segredo por mais de 3 temporadas, que não serviu para nada além de ponto de encontro e palco de uma provável ressurreição de Sayid. Os dois personagens introduzidos nessa ocasião, Dogen e Lennon, foram apenas desperdício de tempo e talento dos atores. Nem mesmo quando Dogen conta sobre o acidente do filho e de como foi levado até a Ilha chega a ser interessante, porque não sai do padrão que já conhecemos de recrutamento de Jacob. Pra mim, isso é motivo de preocupação porque foi o primeiro dos grandes mistérios da série revelados nessa última temporada, e que pareceu ter sido simplesmente riscado de uma lista de pendências. Mesmo não sendo admirador desse lado da mitologia da série (ou talvez por essa razão), não me importo com o que venham inventar para garantir explicações para os descontentes, contanto que não atrapalhe o desenrolar da trama. Sinto também que em muitos casos, quanto mais adiam para revelar algum mistério, mais frustrante acaba sendo. Por exemplo, o que não consigo entender ainda é por que manter em segredo algo tão simples como o nome desse antagonista de Jacob. A não ser que signifique uma verdadeira reviravolta, ou por ser um personagem já conhecido ou relacionado a alguma figura importante, parece que estão apenas se divertindo vendo quantos nomes e trocadilhos conseguimos inventar para se referir a ele.
Por outro lado, Sayid proporcionou a tensão que esse episódio precisava, servindo mais uma vez de peça fundamental a cumprir ordens e ser movido de um lado para o outro. Embora fosse uma tendência que sempre tentasse resistir, Sayid quando convencido é capaz de seguir até suas últimas consequências, seja torturando um prisioneiro, matando uma galinha ou tirando a vida de uma criança na ligeira esperança de eliminá-la de seu futuro. Mas ele sempre viveu cercado de culpa, a ponto de em seu 2004-alternativo ter renunciado ao amor de Nadia, que acaba formando uma família ao lado do irmão de Sayid. Nesse caso, ele parece ter encontrado uma ilusória paz e resiste aos apelos do irmão para resolver suas pendências. Mas basta ser capturado e ameaçado por ninguém menos que o aterrorizante Keamy, para sua verdadeira natureza se manifestar. Depois de tomar controle da situação e colocar Keamy na mira de sua arma, Sayid sente-se obrigado a puxar o gatilho, mesmo diante dos apelos para que esquecessem do passado. É assim também que se dá um inusitado encontro com Ben no Templo, que tenta convencê-lo de que ainda resta tempo para se salvar. Mas Sayid finalmente decide abandonar esse seu conflito interior. Assim como o pôr do Sol, trocando o dia pela noite, serve de contagem regressiva para o UnLocke agir, é inevitável que a escuridão dominasse Sayid.

Na verdade, achei que o roteiro mostrou-se bastante turbulento ao tratar desse ciclo de manipulações, apesar desse estado zumbi de Sayid ser cômodo para qualquer tipo de explicação. Mas pareceu fácil demais ganhar sua confiança, tanto desafiado por Dogen como descobrindo pelo UnLocke que havia sido traído. Além disso, chega a ser inexplicável que Dogen fosse tão ingênuo na volta do iraquiano ao Templo, mesmo que já conformado com sua morte. Pelo menos agora os personagens estão separados em dois grupos que, embora pareçam representar a dualidade bem e mal, continuam sem uma linha divisória clara. Principalmente porque ainda não sabemos se o plano que seguem é confiável. Até a chance que o UnLocke dá aos habitantes do Templo -- mesmo com base em ameaças -- prova que a forma de seduzir é muito parecida com a de Jacob. Afinal, o UnLocke não promete a volta de Nadia, mas apenas sugere que existe essa possibilidade, cabendo a ele acreditar ou não. São em casos assim que chego a concordar com quem prevê que essa linha do tempo alternativa em 2004 será oferecida aos personagens, caso decidam acompanhá-lo e abandonem a Ilha. Mas é importante sempre lembrar que quem não acreditava na capacidade dos homens de viverem em paz era o próprio Homem de Preto, portanto acho pouco provável que ele instigue os personagens a ponto de extrair o pior deles.

Fotos: Reprodução.

e.fuzii
twitter.com/efuzii

[Chuck] 3x08 "Chuck vs. the Fake Name"

por Allan

Chuck vs. the Fake Name seguiu o mesmo padrão que os últimos episódios: Chuck desenvolvendo suas novas habilidades e se encaminhando para tornar um espião, mudando aos poucos sua personalidade e se tornando mais frio, enquanto que ele e Sarah continuam separados e novos obstáculos surgem para mantê-los assim.


Na missão da semana, Chuck teve que impersonar um assassino chamado Rafe Gruber e realizou muito bem sua missão, chegando a torturar Casey e usar as habilidades do intersect 2.0 para lutar contra um grupo de agentes a fim de manter o disfarce, o que rendeu um inesperado elogio de Casey. Porém, apesar do disfarce convincente, nem tudo foi perfeito, ainda houve deslizes típicos de Chuck como, por exemplo, o pedido por instrumentos dentais esterilizados. Estes pequenos deslizes em conjunto com a convincente interpretação de Chuck, engraçada por Chuck assumir um papel tão diferente do seu verdadeiro eu, foram o triunfo do episódio.

Sarah e Shaw se envolvem ainda mais nesse episódio, a ponto de Sarah revelar a Shaw seu verdadeiro nome, Sam (por favor, roteiristas, não a chamem por esse nome novamente). Apesar das minhas objeções quanto ao quadrado (agora triângulo) amoroso, o falso embate entre Chuck e Shaw se encaixou bem no episódio e levou Chuck a se decidir entre Hannah e Sarah (já é um começo, agora só falta Sarah se decidir). Que Chuck terminaria com Hannah em algum ponto era óbvio, mas foi decepcionante este ser o momento. A participação de Hannah foi muito curta e, para piorar, Chuck terminou a relação de um modo muito canalha, injustificável. Espero, também, que esta seja a última vez que Chuck tenha um relacionamento amoroso com uma não espiã, não é a primeira vez que ele tenta para, no fim, a relação não dar certo.


No geral, Chuck vs. the Fake Name foi um ótimo episódio, apesar dos momentos “ficarão ou não juntos” que os roteiristas insistem em manter.


Fotos: Reprodução.


Allan
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quinta-feira, 4 de março de 2010

[Spartacus: Blood and Sand] S01E04 - The Thing in the Pit

por Rafael S


Se os treinamentos a que os gladiadores são submetidos e suas batalhas na arena já são eventos violentos, esse quarto episódio de Spartacus: Blood and Sand adotou aquela máxima de "nada é tão ruim que não possa piorar". E assim, somos apresentados à "Cova do Submundo", um local que faz a arena parecer um parquinho.

A descida ao Submundo (bem sugestivo o nome) aconteceu pelo grande número de dívidas de Batiatus - com seus credores batendo à porta (como visto em capítulos anteriores), ele precisou urgentemente de uma nova fonte de dinheiro. Não foi suficiente que Lucretia vendesse suas joias, era necessário mais. E ele só conseguiria esse dinheiro se envolvendo nos jogos na Cova. Um lugar com muitas poucas regras, escondido da sociedade acima, onde batalhas de vida ou morte são travadas, e seus apostadores ganham a glória ou o fracasso. Lugar sujo e cruel, onde vale tudo: armas, trapaças, todo tipo de golpe para reduzir o oponente a uma massa sem vida de carne. Ao decidir ingressar nesse mundo, Batiatus arriscou sua reputação (afinal, as pessoas comentariam sobre o proprietário de um ludus famoso se metendo com esses jogos "paralelos"), seu dinheiro (se ele perdesse o que apostasse, era seu fim financeiro), sua vida (pois o Submundo não é dos lugares mais seguros para ficar) e seus guerreiros. E para esse último ponto, sobrou para o pobre Spartacus, cuja moral estava lá embaixo devido à derrota do episódio anterior, a missão de representar seu mestre nos combates.

O fato de Batiatus escolhê-lo significou que Spartacus havia se tornado um guerreiro dispensável para ele, que poderia ser sacrificado a qualquer momento na Cova caso as coisas dessem errado. Não só repúdio do mestre, o trácio sofreu o preconceito dos outros gladiadores do ludus (exceto Varro), que o trataram com todo o desprezo do mundo por estar participando desses combates sem honra. E se ele já foi tratado dessa maneira fora do ringue, imagine a situação dentro: só os guerreiros sombrios e assustadores, cada um com seu ritual para efetuar seus assassinatos (melhor caracterizar desse jeito do que chamar aquilo de luta). Logo de cara conhecemos Ixion, um guerreiro que simplesmente ARRANCA o rosto de seus oponentes mortos e o veste como uma máscara (Leatherface ficaria orgulhoso). E com tipos como esse prosseguem as batalhas, as mais gráficas até agora da série (e de todas as séries que eu vi, aliás). As armas só ajudam no banho de sangue: correntes, machados, bastão com pregos, tesouras, tudo para infligir o máximo de dor possível.



E luta após luta, Spartacus vai sobrevivendo ao trancos e barrancos, sempre bastante ferido. Mas suas maiores feridas são emocionais, e ele começou um processo de surtar com toda aquela vida de violência que estava vivendo: mergulhado em uma total introspecção, começou a ver alucinações de Sura em todos os lugares, e perder uma certa noção da realidade, como se aquelas batalhas estivessem consumindo completamente sua sanidade. Em uma bela atuação de Andy Whitfield, conseguimos visualizar toda a dor que aquele homem está carregando, e como ele parece não aguentar mais. Imaginem o nível de desgosto que alguém deve sentir para perder a vontade de viver - e é justamente assim que Spartacus se sentiu, e propôs algo impensável para o personagem até o episódio passado: que Batiatus apostasse todo o dinheiro em sua morte e que cumprisse a promessa de achar e libertar Sura. O mesmo Spartacus cuja motivação maior era viver para resgatar sua mulher entregando os pontos para se livrar de tanto sofrimento.

Mas durante a fatídica luta, contra o temido Ixion, quando é chegada a hora do sacrifício, homens misteriosos atacaram Batiatus. Barca, que trabalhava como seu guarda-costas no lugar, só impediu um dos homens, e o outro só foi impedido pela intervenção de Spartacus, que reuniu todas as forças em uma explosão de frenesi para não só salvar Batiatus, mas vencer o combate. Assim, um dilema foi instaurado: Batiatus acabou perdendo todo o dinheiro que havia apostado na derrota de Spartacus, mas acabou devendo sua vida ao lutador. Depois de muito pensar, resolveu agradecer a ajuda do lutador, e o restituiu como gladiador do ludus. Mas ficou no ar o mistério sobre os mandantes do atentado - podem ser os comerciantes a quem Batiatus deve dinheiro, ou o próprio Solonius, motivado pela raiva que sente de ter seus gladiadores massacrados por Spartacus no primeiro episódio, além do interesse que sente por Lucretia - mas como a série ainda não chegou na metade da temporada, é bem capaz do mandante ser algum personagem a ser introduzido nos capítulos por vir.



Mas não só dos horrores da Cova viveu esse episódio. Spartacus acabou descobrindo o envolvimento sexual entre Barca e um jovem criado do ludus, o que pode render algumas tramas no futuro, e o complicado triângulo amoroso entre Lucretia, Crixus e Naevia ganhou seu destaque também, com o gladiador e a criada cada vez mais próximos, mas com ele ainda sendo o objeto sexual preferido de sua mestra. Além disso Lucretia teve voz bastante ativa nesse episódio, tomando parte das discussões com o marido sobre sua ruína financeira e resistindo às investidas de Solonius. Sempre me agradam personagens femininos fortes, ainda mais quando são interpretados por pessoas acostumadas com isso, como a Lucy Lawless.

O melhor jeito de se resumir esse capítulo é "banho de sangue". Com uma violência cada vez mais gráfica, a série parece não ter medo de atravessar os limites, cultivando cada vez mais o gosto dos admiradores e a repulsa dos detratores. Taí uma série que não fica em cima do muro. E esse episódio levanta o questionamento: qual o limite da sanidade de cada um? Pois referenciando o próprio título, no meio de tanta barbárie, até um herói como Spartacus pode se transformar na "Coisa na Cova". É de se pensar...

Fotos: Reprodução



Rafael S
http://twitter.com/rafaelsaraiva

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

[LOST] 6x05 Lighthouse

por e.fuzii
Já dizia alguém logo no começo de Lost que tudo seria resolvido se os pais e filhos vistos na série sentassem para conversar e entrassem num acordo. Muito se especulou também quantos desses pais seriam de uma outra geração de habitantes da Ilha, o que eventualmente se confirmou para a maioria deles. Portanto, não seria na temporada final que essas questões deixariam de ser centrais para algumas dessas tramas. Se na semana passada Locke parece ter desenvolvido uma relação bem melhor com seu pai durante toda vida -- ou que aparentemente não chegou a quase lhe custar a vida quando jogado por uma janela --, dessa vez acompanhamos Jack encarando a conturbada relação com seu filho David. Nem perderei meu tempo especulando quem seria a mãe, porque continuo achando que isso não fará diferença quando as duas linhas se juntarem, mas para mim o mais intrigante foi ver Jack encarando sua cicatriz no espelho, antes de certificar-se com sua mãe que havia sofrido uma operação de apêndice quando criança. Talvez seja outro indício de que já exista uma fina conexão vigente entre essas duas realidades. Mesmo assim, ainda acho que essa realidade alternativa precisa mostrar-se mais efetiva além de dar um sentido de resolução para esses personagens, como se fosse para amenizar um possível final trágico da série. Mas apesar de Jack conseguir de certa forma atingir um momento de redenção frente ao seu filho no final, ele ainda vive ressentido pela relação com seu falecido pai, aquele que ele sempre procurou por aprovação e seguiu como guia em sua vida. E continua a seguir (ou procurar) mesmo depois de morto. Nada mais simbólico, em um episódio com esse título, do que Jack ser levado por Hurley através das tortas instruções de Jacob até um farol da Ilha em busca de sua verdade.
Antes disso, tenho de ressaltar que esse roteiro não funcionou mais uma vez pra mim, principalmente pelas eternas cenas de passeio pela floresta e a visitação à caverna sem propósito algum. Fora isso, parte dos diálogos da breve interação Kate-Jack e Jack-Hurley foram sofríveis. Nada que se compare, claro, com a condescendente reação de Jack e Hurley diante do farol que ninguém havia visto. Como se fosse uma situação tão absurda que os próprios roteiristas precisassem pedir desculpas para que esse fato fizesse o mínimo sentido. Entendo esse esforço saudosista em trazer de volta a aura que envolvia a primeira temporada, ou nas palavras de Hurley o aspecto "old school", com seus mistérios, descobertas, flashbacks reveladores. Até a ordem dos episódios na temporada faz par com o princípio da série -- episódio geral, depois focando em Kate, Locke e finalmente em Jack. Porém, sinto que tudo isso está sendo forçado em nome de revelações de impacto no final, com base nas já tradicionais perguntas imprecisas (ou às vezes idiotas mesmo) e nas longas jornadas de seus personagens separados, exigindo que certas revelações sejam explicadas mais de uma vez. Entre todo esse sentimento nostálgico, o que achei mais interessante foi a semelhança de Claire com a Rousseau apresentada no começo da série, não mais só na aparência mas também pelo seu estado mental, procurando desesperada por Aaron em toda a Ilha. Aquela desconfiança de que ela teria morrido, assim como na infecção de Sayid, parece desaparecer quando ela revela estar vagando por 3 anos na Ilha e sendo instruída por Christian e seu "amigo" Un-Locke, o que sugere que talvez consiga vê-lo além de sua forma física. Até então acreditava que fossem manifestações de entidades diferentes, mas Claire está convencida por ambos de que Aaron está com os Outros, ou nesse caso aqueles que estão no Templo. Se nem Jin contando a verdade é capaz de salvar um dos Outros de ser torturado até a morte, ele acaba obrigado a mentir para não colocar Kate já em perigo. Essa situação é especialmente interessante quando levamos em conta o passado de Jin, que com seu trabalho aprendeu quais as condições de ser manipulável ou manipulado por alguém. Aliás, agora que já sabemos quem manda de fato na Ilha, a questão nesse início de temporada vem sendo revelar a cada um desses personagens a razão de serem manipulados até ali. Na semana passada foi Sawyer quem ficou sabendo dos prováveis candidatos de Jacob na caverna e agora foi a vez de Jack descobrir pelos espelhos do farol que todos já haviam sido escolhidos há muito tempo atrás. Mas como os dois estão sendo manipulados pelos opostos da Ilha, tudo leva a crer que também teremos aí um grande embate em breve.
Assim, quem acaba ficando no meio do caminho é o simpático Hurley, que não consegue cumprir a missão que foi designado por Jacob originalmente: orientar aquele com o número 108 a chegar na Ilha. Embora estivesse escrito Wallace ao lado desse número, basta lembrar de um tal de Jeremy Bentham para continuar torcendo pelo retorno de Desmond. Também entendo quem possa taxar de anti-climático o repente de Jack de destruir todos os espelhos, principalmente por estragar (convenientemente) mais uma fonte de respostas. Mas sua reação ao descobrir que havia sido observado por grande parte de sua vida me pareceu bem condizente. Podem até condená-lo por mais uma decisão estúpida, mas sendo o homem da ciência e percebendo que sua vida segue esse destino inexplicável, óbvio que ele continuaria lutando contra essa verdade e pouco importaria quais respostas o espelho ainda poderia lhe dar. Afinal, ele voltou para a Ilha em busca da cura, de seu próprio conserto, e que talvez seja encontrar sua maneira de abraçar esse destino. Sentado diante do imenso mar perdendo-se no horizonte, Jack pondera sobre sua vida buscando aqueles momentos que tomaram rumos inesperados, fugindo de seu controle. Tudo que Jack precisa agora é de uma nova luz, ou um novo farol, para que ele enfim possa se guiar.

Fotos: Reprodução.

e.fuzii
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quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

[LOST] 6x04 The Substitute

por e.fuzii
Manter-se em pé com fé. Era esse o lema de John Locke na sua primeira passagem pela Ilha. Longe dali, esse episódio acompanha um homem completamente diferente daquele visto nas temporadas anteriores, provando que o acidente foi determinante para sua mudança de postura, após se ver livre da cadeira de rodas e podendo mover seu pé novamente na praia. Era praticamente seu sonho tornando-se realidade, num misto de alegria e perplexidade diante de um milagre, mas que contribuiu para aumentar sua confusão cada vez mais. Atingiu seu ápice quando John Locke foi brutalmente assassinado por Ben Linus no quarto de hotel, assim como Un-Locke revelou há alguns episódios atrás. Era essa confusão também que fazia transparecer todo esse medo percebido por Sawyer, simplesmente porque John Locke era refém também dessa nova "chance", sem saber se sua desobediência às ordens da Ilha poderiam acabar com esse sonho. Porém, a situação de John Locke em Los Angeles é completamente diferente. Mesmo ao lado de Helen e já planejando seu casamento, ele se mostra cada vez mais frustrado, a ponto até de ter mentido sobre sua jornada na Austrália. Talvez o encontro mais significativo tenha sido no estacionamento com Hurley, opostos na sorte e azar nesse caso, quando Locke mostra todo seu complexo em não aceitar sua condição. Ele não quer ser tratado diferente dos outros assim como não quer depender da boa vontade deles pelo resto da vida. E mesmo assim Locke desiste de procurar tratamento com Jack, mas encontra conforto nas palavras de Helen, que lhe apoiaria na condição que estivesse. Talvez sua felicidade não se encontrasse em dar sentido ao seu sonho, mas sim à sua realidade. Por essa razão, John Locke encontra nessa relação seu final digno, sem ter afastado a pessoa mais importante em sua vida. É também pela atuação de Katey Sagal -- pós-Sons of Anarchy quase outra personagem pra mim --, que as doces palavras de Helen nunca ameaçam cair no melodrama. Vemos ao final John Locke satisfeito em ser um professor substituto, além de um inusitado encontro com Ben Linus na sala dos professores, premissa essa que renderia várias histórias curiosas, no mínimo.
No entanto, com a série agora praticamente correndo contra o tempo, chega a ser preocupante a forma como essa linha do tempo em 2004 vem sendo desenvolvida. Por se dedicar apenas a mostrar o "presente", a ausência de flashbacks deixa algumas lacunas -- que pessimistas poderiam até chamar de furos -- nessas novas histórias. Na semana passada, o leitor Daniel questionou se as motivações que levaram Claire a embarcar no voo 815 eram as mesmas vistas na primeira temporada. Ou seja, se com a Ilha submersa ainda existiu algum vidente para mandá-la até Los Angeles e que, portanto, previu que Aaron deveria ser adotado. Nesse episódio temos mais um caso, quando na maior naturalidade Helen sugere que logo combinassem com seus pais para fazerem uma cerimônia de casamento rápida em Vegas. A questão que fica é se esse pai de Locke é o Anthony Cooper que conhecemos, um alternativo ou se Locke teria sido adotado por uma família diferente. Em todos os casos, fica difícil precisar, por exemplo, quem seria o responsável pelo acidente que deixou Locke paraplégico, a não ser que fosse uma fatalidade nas correções de curso do destino. Quem sabe quando fizer algum sentido essas duas linhas do tempo juntas e que pareçam enfim destinadas a convergir, já não faça a menor diferença o que veio antes. Mas pra mim, é urgente que deem motivos para acompanhá-las ao mesmo tempo, principalmente porque o que acontece na Ilha tem me atraído cada vez menos. Não só pelo fato de surgir um novo personagem no final com todas as respostas, mas porque o grande problema continua sendo na estrutura, estabelecendo cenas ao invés de executá-las.
Afinal, apesar de muita gente reclamar do episódio anterior, não vejo muita diferença na forma de entregar a resposta no final. Claro que a revelação sobre os candidatos à sucessão de Jacob, além de um dos usos dos números, é muito mais recompensadora do que visualizar Claire vagando como louca pela Ilha. Óbvio também que não teria a menor graça se muita coisa já fosse revelada anteriormente. Mas meu receio é que a série caia nessa armadilha de prestar contas no final, assim como aconteceu em Battlestar Galactica que para preencher grande parte das lacunas de sua mitologia acabou apelando para os delírios de um personagem. Enfim, o fato é que perde-se tempo demais no longo caminho pela floresta até que James finalmente perca a paciência e aponte a arma para a cabeça do Un-Locke. E tudo o que ele precisa fazer é garantir que tem todas as respostas, como tantos Outros já fizeram, para continuar sendo seguido. Nesse meio tempo, surge também outro mistério na forma de um garoto loiro, parecendo uma entidade da própria Ilha, censurando Un-Locke por ter matado Jacob. Ele responde com a frase clássica de Locke, mostrando que não apenas tomou sua forma, mas há também uma crise de identidade em seu interior. Pode até parecer confortável demais que ele assuma a forma de Locke, principalmente para ganhar confiança dos personagens e do público, mas o mais interessante é como a história dos dois tem paralelos. O homem de preto, que dizia querer voltar para casa na semana passada, só busca sua libertação também, nesse caso dos domínios da Ilha. Para isso ele encontra no inconformismo de Sawyer alguém que possa servir para seus planos.
Já na caverna, e depois de um momento desnecessário de tensão nas escadas (que só me fazia perguntar como eles sairiam depois dali), há a grande revelação do episódio. Un-Locke mostra os nomes de quem seriam os candidatos de Jacob para sucedê-lo protegendo a Ilha, cada um deles com um dos famigerados números assinalados ao lado: 4-Locke, 8-Reyes, 15-Ford, 16-Jarrah, 23-Shephard e 42-Kwon. Esse último apesar de parecer dúbio, acredito ser Jin, tanto por completar a lista apenas com nomes masculinos como por ser uma razão (ainda que rasa) para ter milagrosamente sobrevivido à explosão do cargueiro. Dessa forma, foi revelado que Jacob, assim como visto em The Incident, manipulou cada um deles para chegarem à Ilha. A partir disso, seria opção de cada um abraçar ou não o destino para eles escolhido.
Além do desespero de Richard Alpert, talvez seja ingenuidade demais acreditar que Un-Locke seja menos manipulador que Jacob, vendo agora como ele parece usar James para atingir seus objetivos. Assim como mostrado na balança, desequilibrada por Un-Locke como uma piada interna, talvez Jacob e seu antagonista precisassem chegar a um consenso se quisessem deixar a Ilha e, portanto, encontrar o novo sucessor talvez fosse sua grande chance. Mas esse plano parece simples demais, principalmente levando em conta a situação do candidato Sayid no templo. Enquanto isso, o corpo do candidato Locke é enterrado na praia ao lado dos antigos companheiros. Aquele que foi o primeiro a acreditar em seu destino mas sem nunca ter conseguido correspondê-lo. Afinal, basta lembrar como Locke nunca foi capaz de matar o próprio pai ou mesmo girar a roda de burro. Entre as palavras de Benjamin Linus, ele acredita que Locke foi alguém bem melhor do que ele, um homem de fé, para finalmente lamentar por tê-lo assassinado. Nas palavras de Lapidus, o funeral mais estranho do mundo. Nem poderia discordar de quem esteve ali presente.

Fotos: Reprodução.

e.fuzii
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quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

[Spartacus: Blood and Sand] S01E03 - Legends

por Rafael S


Como as lendas são construídas? Com feitos grandiosos ou com muitas mentiras? Esse é o principal tema desse terceiro episódio de Spartacus: Blood and Sand, que se aprofunda no passado dos guerreiros do ludus, além de marcar o início das primeiras competições na arena.

Depois de derrotar Crixus e ser oficializado como um dos gladiadores de Batiatus, era de se esperar que a moral de Spartacus ficasse lá no alto. Mas acho que ficou no alto até demais. Ele está especialmente cheio de autoconfiança nesse capítulo, sempre desobedecendo o treinamento de Doctore e não levando a sério o passado dos outros guerreiros do local. Ou seja, a situação perfeita para uma grande queda. Mas antes disso, em conversas com seu amigo Varro, várias histórias do passado foram escancaradas.

Primeiro conhecemos o passado de Barca, o outro grande gladiador do ludus ao lado de Crixus. O cártago, assim como seu povo, foram vencidos pelos romanos, e obrigados a lutarem entre si na arena. Depois de sangrentas batalhas, apenas dois sobraram: Barca e seu pai. E assim a trágica história do guerreiro foi construída, sendo obrigado a matar seu próprio pai na arena. Depois, ficamos sabendo mais sobre o gaulês Crixus. Ele não se tornou o favorito de Batiatus a toa. Sua lenda se construiu ao derrotar os irmãos Decimus e Tiberius, considerados dois demônios da arena, bastante temidos por muitos, em uma batalha sangrenta (imagem que abre esse texto). E entre outras lendas, vimos a de Theokoles, um suposto "gigante de três metros de altura", que matou todos os homens que enfrentou, menos um: Doctore (que cada vez mais ganha importância na trama). Mas no meio de tanta história, o que é verdade e o que é mentira? A tradição oral de passar histórias não é uma fonte confiável, mas era assim que a maior parte do conhecimento era transmitido naquela época. A série acertou ao retratar esses feitos de modo ainda mais estilizado que a própria série: sempre com uns efeitos fortes de luz, fumaça, e muito uso de sombras, criando uma ambientação bem fantasiosa, deixando dúvida sobre a veracidade daqueles acontecimentos.



E então, no que acreditar? Spartacus decidiu pagar para ver. Logo após o anúncio da Vulcanália, um festival, que entre outras coisas, envolvia batalhas na arena de Cápua, o guerreiro viu a oportunidade para mais uma vez vencer Crixus. Mas era óbvio que um novato como ele não seria escolhido para lutar com um lutador consagrado como o gaulês, por isso Spartacus foi selecionado apenas para uma preliminar, enquanto Crixus para a grande luta final do evento. E eis que em um rompante de autoconfiança, e porque não, arrogância, Spartacus mexeu seus pauzinhos para conseguir ser reescalonado para lutar com Crixus. Um grande erro - mesmo que ele não acreditasse nos feitos do gaulês, tinha noção de sua força, habilidade e experiência na arena. Sem contar que ele era um guerreiro muito mais disciplinado no treinamento do que o gaulês, sempre reclamando e se recusando a seguir as ordens de Doctore. Então, se apoiando em sua frágil vitória em sua seleção para entrar no ludus, lá foi Spartacus para a luta...tomar uma bela de uma surra. Um passeio do gaulês, que dominou a batalha em todo o tempo, e envergonhou Spartacus publicamente, ao obrigá-lo a pedir clemência no meio da arena. Decepção para Batiatus, Lucretia, Doctore, para o público e para si próprio. O episódio terminando com a imagem do trácio cabisbaixo, pensando na derrota que sofreu foi uma síntese do que aconteceu, uma punição por toda a autoconfiança exagerada. É de se esperar uma mudança de postura a partir do próximo capítulo.

E enquanto Batiatus aposta tudo na fama e glória de seus lutadores, Lucretia encontrou seu próprio modo de conseguir atenção, influência e poder: através de Ilithyia, mulher de Glaber. Sua visita ao ludus no episódio passado acendeu a chama do gosto dela pelas lutas (e lutadores), e como boa observadora que é, Lucretia viu a oportunidade de cativar a loura mergulhando-a naquele mundo e lhe abrindo um leque de perigosas possibilidades. Além do gosto pelo sangue, comprovado pela empolgação na arena, Lucretia viu a lascívia de como Ilithyia olhava para os gladiadores, todos musculosos e suados - e na cena mais ousada da série até agora, a convidou para uma sessão de voyeurismo e assistir Varro transando com uma criada, bem ao lado delas. Nem precisa falar o quanto a loura ficou atiçada, e Lucretia começou a fazê-la comer em sua mão. Um verdadeiro poço de esperteza.



E falando em Lucretia, esse episódio desenvolveu um insólito triângulo amoroso entre ela, Crixus e Naevia (Lesley-Ann Brandt), uma das criadas do ludus. Quer dizer, era evidente que Lucretia se aproveitava dos gladiadores como objetos sexuais, mas Crixus se apaixonar por uma criada foi bem inesperado. Um (possível) relacionamento amoroso no mar de luxúria que é aquele ludus, não duvido que Naevia venha a se tornar o ponto fraco do gaulês, seu calcanhar de Aquiles. Basta Lucretia tomar conhecimento do fato.

Esse foi mais um episódio de Spartacus: Blood and Sand cheio de sexo, sangue e linguagem inapropriada - reparem o quanto os personagens xingam, independente de sua classe social. Com o caminho até Sura cada vez mais difícil, esse capítulo ensinou ao nosso herói uma dura lição: antes de querer construir sua própria lenda, ele vai ter que aprender a respeitar a dos outros.

Fotos: Reprodução



Rafael S
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domingo, 14 de fevereiro de 2010

[Criminal Minds] 5x14 "Parasite"

(por Celia Kfouri)


Atrasei de novo meus comentários, então aceitem minhas desculpas, mais uma vez. Agora, como teremos uma pausa, acho que ficará tudo em dia, e com folga.


O episódio trouxe um unsub interessante: um golpista que se tornou assassino para acobertar seus crimes. Ele já era um criminoso em série; era mais de uma década de golpes envolvendo empresas de investimento de fachada, fazendo dele um aspirante a 'Bernie Madoff'.


Nessa trajetória, ele acabou assumindo inúmeras identidades falsas, até que passou do ponto, perdeu o controle, e se enredou nas próprias mentiras.

Ele vivia uma sequência de envolvimentos amorosos, com mulheres que tinham dinheiro para investir, ou entao que tinham maridos ricos com dinheiro para investir. Depois, de tempos em tempos, voltava para casa, onde tinha num filho e era casado com Rebecca (Annabeth Gish, para mim, a eterna agente Reyes, de Arquivo X). Era um Casanova con man.


Um agente do FBI (David Eigenberg, para mim, o eterno Steve-de-um-testículo-só, de Sex and the City), que lida com crimes financeiros e há tempos caça esse unsub, procura a BAU quando o golpista se torna assassino. Como disse Morgan, é um psicopata, uma ameaça à sociedade.


A equipe tem que esmiuçar caixas e caixas de papelada acumulada pelo Agente Goldman nos seus anos de infrutífera caçada, e nosso querido e weirdo Spencer Reid mostra o tanto que adora esse tipo de trabalho. Só ele mesmo!


Reid, uma verdadeira máquina de coletar e armazenar informação.



Analisando todas essas informações, e com a ajuda da infalível Garcia, eles começam a procurar pela mulher do unsub, e assim chegar até ele.



Quando o fazem, ele está diante da mulher e de uma das amantes/vítimas, que está grávida. Ele, que está vivenciando um verdadeiro 'racha mental' de todas as suas identidades, se vê numa situação para a qual parece não haver saída. Diante da iminência de perder sua posição, dinheiro, etc, ele opta pelo suicide by cop, fazendo com que seja morto pelo FBI.


O unsub, tendo que encarar as duas.


Gosto muito desse tema, que apareceu pouco na série. Na verdade, nem me lembro de outra série ter tratado da questão: criminosos que levam a polícia a matá-los, e a necessidade de a polícia estar atenta para não cair nesse jogo.


O episódio em si foi isso, com alguns detalhes que chamaram minha atenção.


A citação do início foi muito bem colocada, num casamento perfeito com o suicide by cop do final: "If I am what I have, and if I lose what I have, who then am I?"- Erich Fromm

Vendo que não sobrava nada, o unsub se faz matar pela polícia.



O momento da decisão.


Adorei ver Rossi 'corrigindo' Hotch, quanto ao papel que a mulher do unsub desempenhava no caso, pelo simples fato de mostrar que todos ali dependem de todos, e que mesmo Hotch pode ter impressões equivocadas.


A equipe esteve toda unifrome e equilibrada em suas atuações mas, mais uma vez, Reid se destacou. É um personagem fascinante mesmo.


Para terminar, não dá pra deixar de falar de Sawyer, de Lost. Pensei nele o episódio todo. O con man que engana mulheres, atrás do dinheiro delas e de seus maridos, com falsas identidades, bonitão e charmoso.


É isso. Os comentários do 5x15 logo estarão aqui também.


Celia Kfouri.

twitter.com/celiakfouri

[FNL] 4x12 Laboring

por e.fuzii
"There is law and there is life."
Se existe algo que não podemos reclamar em Friday Night Lights é o fato dos roteiristas saberem amarrar suas histórias, no sentido de realmente recompensar no final seu público. Partindo dessa frase dita pelo advogado de Tami diante do escândalo que está envolvida, todas as histórias tiveram um pé naquilo que é teórico e outro no prático. Afinal, para nós que acompanhamos o desenrolar da história entre Becky e Tami -- que estranhamento nunca mais dividiram nenhuma outra cena depois -- sabemos que ela nunca influenciou a garota a tomar sua decisão. Mas até que ponto vale a pena lutar para provar isso enquanto não se tem garantias de sustento da família? Resta a Tami engolir seu orgulho e preparar o pedido de desculpas, mesmo que seja penoso assumir essa culpa e ficar com sua carreira manchada pelo resto da vida. Mas não é exclusividade dela enfrentar ameaças e trotes no lar dos Taylor. Com a proximidade do jogo contra os Panthers, Coach Taylor descobre o que é ser inimigo de uma cidade mesmo sendo habitante dela. Na semana passada, considerava até escrever que essa rivalidade entre os dois times ainda parecia superficial demais, mas ainda bem que resolvi dar um voto de confiança. O clima agora está realmente tenso, a ponto de mais um limite acabar sendo cruzado e uma provocação virar motivo de vandalismo no campo dos Lions. Coach Taylor está mais do que certo de preocupar-se com a seriedade que toma conta da partida, mesmo que suas chances de vitória sejam mínimas. Fora de campo eles já até sofrem sua primeira derrota, quando são obrigados a abrir mão do mando de jogo.
Para minha surpresa -- porque imaginava que essa tensão seria levada pra dentro de campo --, o único personagem que ainda atingiu a redenção nesse episódio foi Vince, que no último instante decidiu pular fora do plano de vingança. Não que isso lhe dê alguma garantia de segurança, ainda devendo o dinheiro da internação de sua mãe e agora marcado por Kennard por faltar com certa "irmandade" em relação ao amigo morto. Enfrentando essa dilema tão sério, Vince contava apenas com o apoio de Jess para não cometer outro crime, o que acaba por desviá-la também cada vez mais do caminho de Landry. Interessante como esse triângulo adquiriu tanta complexidade, e até compaixão de ambas as partes, em apenas dois episódios. Já sabendo da saída de Taylor Kitsch do quadro de regulares da série, também tivemos a chance de aproveitar os últimos momentos cômicos dos irmão Riggins, com Billy aceitando pouco a pouco sua condição de pai na sala de espera até sair correndo pelo hospital para ficar ao lado de Mindy. Além disso, Tim Riggins protagonizou uma linda cena ao lado de Becky constatando que pela primeira vez sua vida tomou algum sentido, diante dos vastos campos de sua propriedade. Mas como toda essa alegria não poderia vir assim de graça, logo os dois são levados para prestar esclarecimentos sobre o negócio dos desmanches. Só espero que Tim não decida assumir a culpa sozinho para liberar Billy -- agora que tem uma família para cuidar --, já que acho injusto terminar sua história num tom tão baixo depois de tanta evolução durante a série. Como destaquei no começo, todas as tramas aqui tem uma razão para existir e sempre deixam consequências. Agora com todos os personagens sob pressão, só nos resta mesmo torcer, e muito.

Fotos: Reprodução.

e.fuzii
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sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

[LOST] 6x03 What Kate Does

por e.fuzii
Última temporada e logo na segunda semana já temos um episódio com o nome de Kate estampado no título. Não poderia ser mais frustrante para alguns. Embora não concorde, entendo as razões para logo de cara torcerem o nariz para os episódios centrados nela. Além do aspecto definidor de sua personalidade (nascida para fugir) sobressair sempre, o que de certa forma independe se ela é o foco principal ou não, a maioria deles pecam por serem irregulares. Mas temos excessões, como o bom Whatever Happened, Happened da temporada passada, por exemplo. Dessa vez, sinto que esse título do episódio faz referência àquele com um dos flashbacks mais importantes da personagem, What Kate Did ainda na segunda temporada, servindo principalmente como indício de que esses acontecimentos paralelos em 2004 são definitivos. Afinal, se antes o título referia-se ao passado, agora ele encontra motivos nos dois "presentes", ou seja, é disso que Kate é capaz. Nem acho que a culpa desse episódio pode ser jogada nas costas dela, até porque Kate mostra sinceridade ao tentar ajudar Claire em 2004 ao mesmo tempo que faz dela sua motivação na Ilha em 2007. É verdade que a história em Los Angeles é bastante absurda, não apenas por Kate se expor e cruzar a cidade dirigindo um táxi roubado, como por Claire aceitar carona de uma fugitiva que lhe apontou a arma pra cabeça momentos antes. Só poderia ser explicado se isso já fosse algum tipo de convergência entre essas duas linhas paralelas. Na semana passada tentei de todas as formas desviar-me dessa discussão, mas diante do rosto de Kate ao ouvir o nome Aaron torna-se inevitável não tratar do assunto. Na conversa final entre as duas, no quarto do hospital -- quando Claire dá seu cartão de crédito (!!!) em retribuição à ajuda de Kate --, elas parecem não saber explicar por que o nome Aaron simplesmente soa "correto". Claro que alguém poderia dizer que é apenas o destino corrigindo seu curso e fazendo com que esses personagens se cruzem, mas vejo um algo mais aí, principalmente na estrutura narrativa, dando razão nesse caso para a fuga de Kate do Templo. Se não fosse por isso, seria apenas Kate outra vez exercitando sua característica dominante enquanto corre atrás de um de seus machos. Ou talvez mais um passeio frustrado escoltando reféns pela floresta. Além disso, ainda tivemos a participação de Ethan no hospital, sendo todo prestativo com Claire. Se às vezes esse comportamento inusitado parece querer apenas chocar o espectador, fico esperando que faça algum sentido no todo.
Porém, o grande problema esteve no que aconteceu dentro do Templo, após a ressurreição milagrosa de Sayid. Acho que devo ter olhado pelo menos 12 vezes o contador de tempo, preocupado com o desenrolar dessa história. Não tenho mais paciência para aguentar todo esse mistério aparentemente sem propósito, sejam as torturas que submeteram Sayid ou alguns objetos que tentam desviar nossa atenção, como a bola de beisebol na mão de Dogen. Apesar de pela primeira vez a teimosia de Jack servir para alguma coisa, o episódio parecia arrastar-se até terminar naquele ponto, revelando que Sayid estava infectado com a doença, assim como Claire, pouco antes dela também aparecer para Jin na floresta. O que me incomodou é terem perdido tanto tempo despistando, escondendo informações, para que no final Dogen resumisse dizendo "porque aconteceu com sua irmã". Precisava ser assim tão óbvio? Como sempre as respostas vem tão mastigadas na série que acabam frustrando todo mundo. Por outro lado, o visual Danielle Rousseau de Claire é bastante intrigante, principalmente pela francesa já ter citado uma doença misteriosa anteriormente, além de sua morte ter sido poucos episódios antes de Claire ter desaparecido. Além de espalhar armadilhas, resta saber se ela também vaga pela Ilha procurando pelo seu filho. O que questiono é se isso não seria um ciclo se repetindo -- de acordo com a teoria de "Esau" -- e se esses corpos não seriam as tais peças sendo movidas nesse tabuleiro. Dessa forma, não me precipitaria ainda em descartar que Jacob pode ter se apoderado do corpo de Sayid, como escrevi na semana passada, logo depois de ter morrido. Porque esse sujeito fragilizado, ou nas palavras de Hurley quase um zumbi, não é o Sayid que conhecemos. Talvez a questão seja ainda entender a relação desse povo do Templo com os outros habitantes da Ilha e se suas palavras são confiáveis, ou seja, se essa "escuridão" que toma conta do corpo deles não pode ser apenas uma visão parcial do problema. Resta saber ainda o conteúdo da tal lista, a qual Aldo e Justin questionam se Jin estaria ou não.
Antes de terminar, deixo tudo isso de lado para dedicar um parágrafo a Josh Holloway que, embora não tenha me agradado na premiere, dessa vez foi o grande destaque emocional do episódio. Ainda lamentando a morte de sua amada, Sawyer larga tudo para rever o anel que selaria seu comprometimento com Juliet. Incrédulo, será interessante observar sua postura a partir de agora duvidando dos cursos do destino na Ilha, a ponto de desmerecer com seu sarcasmo o retorno de Sayid do mundo dos mortos. Além de que diante da mais remota possibilidade de unir as duas linhas do tempo paralelas, Sawyer encontrará sua esperança. Como já esperava na semana passada, a cena nas docas mostrou que os caminhos de Sawyer e Kate estão mesmo separados para sempre, ainda bem. Enquanto ele arrepende-se de ter convencido Juliet a ficar, Kate pondera sobre o quanto a volta dos Oceanic Six -- ainda deve-se usar essa nomenclatura? -- foi um desastre a todos que ali estavam. Ao menos uma boa cena solitária em meio a tantas outras que serviram de preparação para o que está por vir. Concordo com grande parte dos mais pessimista que Lost já não pode dar-se ao luxo a essa altura de perder tempo e cadenciar sua trama. Chegou a hora de definitivamente concentrar-se em trazer soluções, elaboradas, e não apenas atirar respostas ao seu espectador.

Obs.: Sei que os produtores adotaram o nome flash sideways para caracterizar a estrutura de histórias paralelas nessa temporada, inclusive até com um som diferente de ranger durante as transições. Mas decidi não usar, primeiro porque odiei o termo e a forma como impuseram isso a nós. E segundo porque quando uma trama ocorre em 2007 e outra em 2004, elas não parecem estar exatamente lado a lado, né? Até que se justifique ou façam valer a pena, continuarei evitando de usá-lo.

Fotos: Reprodução.

e.fuzii
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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

[Caprica] 1x02 "Rebirth" e 1x03 "Reins of a Waterfall"

por Allan


Rebirth e Reins of a Waterfall são ambos os episódios de introdução, ótimos episódios de introdução é bom dizer, mostrando o universo onde tudo se passa, revelando motivações e introduzindo novos personagens. A série já mostrou que não é uma continuação de Battlestar Galactica mesmo compartilhando o mesmo universo, não há muito de sci-fi aqui, Caprica é um drama, mas a qualidade que a série apresentou agora é condizente com o que se esperava de Galactica.

Rebirth trata principalmente das conseqüências para as famílias Adama e Graystone do atentado terrorista que aconteceu no episódio piloto. A família Graystone descobre e tem que aceitar que sua filha participou do atentado, o que leva Amanda a fazer um discurso admitindo (erroneamente) que sua filha foi responsável pelo que aconteceu no trem. No mais, somos apresentados a família de Sister Clarice, membros do mesmo culto que Zoe fazia parte.

Algo que se destaca é o modo como estão tratando “Zoe2”, alternando imagens do Cylon com as de Alessandra Torresani. Achei uma ótima, torna mais fácil de simpatizar com a personagem ao mesmo tempo que traz de volta uma pergunta recorrente em Battlestar Galactica: os cylons são apenas máquinas, ou eles podem ser considerados pessoas?


Reins of a Waterfall mostra a família Graystone lutando contra o ódio e desprezo resultantes do discurso de Amanda em Rebirth e ficamos sabendo como Joseph e Daniel se tornam inimigos. Novos personagens também foram introduzidos no episódio e um pouco mais da vida de Joseph Adama é mostrado. Como o piloto já indicava, Joseph não é exatamente como as memórias de Bill Adama em Battlestar Galactica faziam crer. Algumas das motivações de Sister Clarice e do culto foram reveladas, mas as informações ainda são escassas e os propósitos do culto continuam nebulosos.

A volta do avatar de Tamara abre algumas interessantes possibilidades para serem exploradas em episódios futuros, já que ela não tem memórias e não sabe que vive em apenas um mundo virtual. Será que ela se tornará semelhante ao avatar de Zoe2, ciente de sua condição e capaz de tomar decisões e traçar objetivos, e assim ocupando algum papel mais central na história?

Fotos: Reprodução.


Allan
twitter.com/allanschnorr

[LOST] Promoção - Pôster AXN

Para comemorar o lançamento da última temporada de Lost, vamos sortear entre os nossos leitores um pôster preparado pelo canal AXN, contendo vários momentos marcantes da série. Para participar é simples, basta responder nos comentários qual o seu momento mais marcante de Lost. E fique ligado que a nova temporada já estreia no canal AXN na próxima terça-feira, apenas uma semana depois da exibição pela ABC. Vale até para servir de aquecimento para o próximo episódio.
(foto reproduzida do site Omelete)

A promoção é válida apenas para residentes no Brasil e o sorteio será seguindo a ordem dos comentários neste post. É importante deixar também seu nome completo e alguma forma de contato, seja site/blog, e-mail válido ou perfil no twitter. Qualquer inscrição fora desses padrões será desconsiderada. A promoção é válida até a próxima quarta, dia 10/02 e o vencedor será divulgado no dia seguinte aqui mesmo. Portanto, participe e boa sorte!

Atualização 08/02: Atenção! 4 pessoas (Luu, Miguel Horta, Bel e Cau) foram desclassificadas por não deixarem nenhuma forma de contato. As incrições se encerram a meia noite no horário de Brasília.



Promoção encerrada!

Agradecemos a todos pela participação e contabilizamos ao todo 22 inscrições válidas. O resultado do sorteio foi o seguinte:
A sétima pessoa na lista de comentários e vencedora do pôster de Lost foi a Érica, que considera o momento mais marcante para ela aquele em que Jacob e Fake Locke conversam no pé da estátua, principalmente por eles serem as chaves dos mistérios da ilha.

Então Érica, parabéns! Entraremos em contato muito em breve.

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

[Chuck] 3x05, 3x06 e 3x07

por Allan

Chuck vs. First Class trata da primeira missão solo de Chuck. Apesar de ser um passo grande para Chuck, a missão solo não trouxe nenhuma grande mudança para a série. A exemplo dos episódios anteriores, os poderes do novo intersect tiveram uso moderado e, somado a isso, Casey e Sarah tiveram uma forte presença nos acontecimentos, deixando o episódio com um ar familiar apesar das mudanças na estrutura, o que tem sido também o ponto forte dos últimos episódios.


O destaque da missão da semana foi a participação de Kristin Kreuk. Não por ela ter feito uma grande atuação, mas pelo modo como sua personagem foi integrada a missão, intercambiando conversas entre Hannah e Chuck com a missão da semana. Ao ver que Hannah seria parte do importante do episódio, fiquei temeroso que duas coisas pudessem acontecer. Uma delas é que a presença de Hannah desse mais uma vez grande ênfase aos problemas amorosos entre Chuck e Sarah, porém, apesar de a relação dos dois voltar a ter uma maior presença nesse episódio, isso aconteceu de modo sutil. O mesmo acontecendo nos episódios seguintes, não me incomoda uma breve relação amorosa entre Chuck e Hannah. A outra coisa que fiquei temeroso que acontecesse é que em algum momento Hannah se revelasse uma agente da aliança. Isso já ocorreu algumas vezes na série com outros personagens a ponto de se tornar batido, espero que não aconteça novamente agora.


O núcleo Buy More estava muito divertido devido à presença de Casey. Apesar de Casey trabalhar na Buy More há um bom tempo, ainda não tínhamos visto muitos detalhes de seu tempo na loja, seria uma boa idéia os roteiristas o integrarem ao núcleo Buy More novamente no futuro. Casey usando suas técnicas de espionagem para controlar os empregados rebeldes foi um dos melhores momentos do núcleo Buy More em toda a série.

Chuck vs. the Nacho Sampler foi um bom episódio, apesar de deixar um pouco a desejar se comparado ao ótimo episódio da semana anterior. Hannah volta como empregada temporária da Buy More, mas sua participação dessa vez é menor e restrita ao núcleo Buy More e às tentativas de Morgan conquistá-la. Morgan nunca foi um grande personagem, inclusive muitas vezes foi irritante, caso desse episódio. Morgan agiu como um obsessivo em suas tentativas de conquistar Hannah e não foi nem um pouco engraçado, como Jeff e Lester.


A missão da semana é, mais uma vez, uma missão de aprendizado para Chuck, que deve tornar-se amigo de Manoosh, uma quase cópia de Chuck antes da vida de espião, e descobrir sobre seu envolvimento com a Aliança. A missão teve alguns bons momentos de comédia (“Trankestein”, Chuck e a caneta laser), mas a Weap-Com decepcionou com seu cenário simples demais, o que arruinou qualquer verossimilhança que a conferência poderia ter ao mesmo tempo que ela não se encaixava na parte comédia da série. O desfecho com Chuck entregando Manoosh foi uma surpresa, ao menos para mim. Apesar de Chuck estar cada vez mais próximo de se tornar um verdadeiro espião, não esperava que ele tivesse a frieza necessária para roubar a liberdade de alguém, ainda mais alguém tão próximo a ele.

"Chuck vs. the Mask" foi um episódio regular com alguns péssimos momentos, obviamente a relação Chuck e Sarah que agora se tornou um quadrado amoroso. Não me incomoda Chuck e Sarah estarem separados, nem uma relação entre Chuck e Hannah que todos sabiam que aconteceria, mas triângulos e quadrados amorosos raramente se tornam algo interessante e em Chuck não é diferente. Os obstáculos que mantém Chuck e Sarah separados são cada vez mais artificiais e estão arruinando a relação entre Sarah e Chuck ao ponto de levar muitos fãs a não darem a mínima para a relação entre os dois. The Office mostrou que unir um casal dá certo e funciona muito melhor do que mantê-los separados indefinidamente. Os roteiristas de Chuck deveriam assistir a alguns episódios de The Office e aprender com Jim e Pam.

A missão da semana foi regular. Foram muitos furos no roteiro e o tema da missão não foi muito cativante, mas Hannah foi integrada à missão de um modo consciente e a presença dela e a chance de ver Chuck tendo um papel mais ativo na missão, sendo o principal responsável por tudo dar cedo no final ajudaram a ignorar os problemas. Chuck vem crescendo nos últimos episódios, cada vez mais próximo de se tornar um espião como Bryce Larkin, mas está claro que ainda é cedo para ele se tornar um agente solo. Obviamente Casey e Sarah não deixarão a série, já que são tão essenciais quanto Chuck, estou curioso para saber o que o próximo episódios nos reserva.


Uma grande decepção foi Morgan e Ellie não descobrirem nada sobre os segredos de Chuck. O episódio anterior criou expectativas com Morgan e Ellie se unindo para descobrir os segredos de Chuck e Jeff e Lester se encarregando de investigar, mas tudo a investigação chegou a um fim muito rápido, não acrescentou nada a série. Se a série tivesse maior cuidado com os furos no roteiro, até poder-se-ia argumentar que a investigação ocorreu porque é absurdo demais ninguém próximo a Chuck desconfiar de todas as suas saídas misteriosas, mas furos no roteiro não parecem ser uma preocupação e as saídas já ocorrem há um bom tempo. Dito isso, então qual o propósito de uma investigação agora, se as suspeitas acabam tão rápido?

A série fará uma breve pausa e retorna 1° de março, se tudo der certo retorno também os comentários semanais dos episódios. Até lá.

Fotos: Reprodução.


Allan
twitter.com/allanschnorr